A dura batalha pela Democracia, contra a extrema-direita.

Pressuposto: Nenhuma denúncia cola mais em Flávio Bolsonaro ou no Presidente Lula!
Vive-se uma cristalização de votos, em sua maioria, para um lado e para o outro; o que prevalece é o recall de 2022, sendo esta a marca mais sedimentada. Mesmo que se tenham boas entregas, reconhecimento internacional e os efeitos reais de quatro anos de reconstrução — controle da inflação, do dólar e aumento do PIB, além da volta de programas sociais como a tabela do Imposto de Renda com isenção até 5 mil reais, o “Minha Casa, Minha Vida”, o Pé-de-Meia, investimentos em universidades e a Transnordestina, Desenrola 1 e 2, Plano Safra, aumento das exportações, mesmo com tarifaço de Trunp, desemprego baixo..
Mesmo assim, desgraçadamente, tudo isso se afunda nos preços dos supermercados, na feira livre, nos transportes, nas contas de consumo, nas contas de restaurantes, nas passagens aéreas, nos juros altos e no endividamento acelerado das famílias. Além disso, o sentimento negativo se estende à insegurança, ao medo e ao receio da violência urbana, diante dos avanços (reais ou não) das facções.
Na racionalidade, seria uma eleição até “fácil”, mas a realidade volátil demonstra o contrário. As avaliações pessoais do presidente Lula e do governo Lula não se sustentam em patamares que lhes deem fôlego. As pesquisas captam sentimentos contraditórios e confusos, servindo pouco para uma orientação clara para a candidatura de Lula.
As pesquisas, as qualitativas, são parâmetros importantes, trazendo alguns dados científicos. Não obstante, vivemos uma realidade volátil demais: em menos de 8 horas muda a percepção, o que cria uma instabilidade na captação de sentimentos, mesmo que os pressupostos e a metodologia sejam verdadeiros. Uma pesquisa de três dias atrás já ficou no passado… Entabular dados pesquisados há 48 horas ou 24 horas já virou algo “velho”.
O grande risco, como escrevi antes aqui:
A forma como a extrema-direita manipula bots, o exército de clones, zumbis (apoio das Big techs dos EUA) e sua base evangélica bem doutrinada pode criar o clima para liquidar a fatura e esvaziar as candidaturas “parceiras” e avulsas, chamando o voto (in)útil. Aliás, esse é um fenômeno já conhecido por nós em 2022, quando Bolsonaro colou em Lula no primeiro turno e quase venceu no segundo. Não podemos brigar com a realidade, principalmente com essa que pouco dominamos: a de um mundo virtual e líquido. Racionalmente, sabemos o quanto Flávio Bolsonaro não presta, mas o fato é que não conseguimos desconstruí-lo; ao contrário, ele avançou muitas casas.
Por outro lado:
A direção política do PT, em especial, e dos demais partidos de esquerda e democráticos que fazem parte dessa coalizão precisam reagir imediatamente. Algo não está funcionando, nem na TV, nem nas redes socias. Os eventos da campanha estão densos, mas parecem falar apenas “de nós para nós”, sem ampliar nossa densidade política. Aqui entra a questão central da campanha: qual é a construção do sonho do futuro? O que se plantou nesses quatro anos de reconstrução? Ao mesmo tempo, é preciso demonstrar a força destrutiva que está pronta para voltar ao governo.