29 de novembro de 2025

7 thoughts on “723: A Força do Sonho da Universidade

  1. Que felicidade! Me deu até um ataque de eclâmpsia e lembrei daquela fala do Kennedy, não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer pelo seu país (meu filho imita o cara direitinho, hehe). Do país a gente cobra e faz junto!

  2. Somos nove irmãos. Até a virada do século apenas um deles se formou num curso superior. Virou advogado e antipetista (típico da antiga classe média). Só faltou lembrar que não era casado, não tinha filhos e estudou na UERJ. Os anos passaram e os netos de meu pai começaram a chegar à faculdade. Primeiro foram os do lado branco da minha família. Como eu me “casei” com uma negra surgiu uma nova família mestiça e uma longa linhagem de negros e descendentes ficava de fora das faculdades. É desse outro lado que quero falar. Primeiro foi minha filha, via ProUni, a entrar numa Universidade. Depois foi a irmã e os primos. Isto faz parte de um avanço quase natural, mas entra em cena uma história mais interessante. Minha cunhada, negra, cabeleireira, mãe solteira e desiludida começou a ver amigos entrando nas faculdades. Resolveu tentar. Entrou num curso de Fisioterapia pelo sistema de cotas. A formatura será daqui a três semanas. Esta sim, será uma vitória muito maior que as outras, porque ela se forma aos 44 anos, quando já não cria poder mudar o rumo de sua vida. Hoje, enquanto não se forma, trabalha como agente administrativo de um presídio. É outra mulher, ciente de que conquistou um espaço antes impossível. Parabéns a vocês todos e parabéns à minha cunhada. Qualquer dia desses posto a foto da formatura aqui.

  3. No momento em que aumenta o alarido e a sanha fascista dos sem projeto e sem voto é reconfortante ler este belo contraponto, temperado de emoção e conquistas familiares. Decididamente, a mudança depende da atitude e da ação de cada um de nós.

    Abraço fraterno, Arnobio, extensivo à sua vitoriosa família. Minha sexta-feira não poderia ter começado melhor.

  4. Arnóbio, sempre lembro de um tempo que aqui em Fortaleza você só tinha três caminhos para o ensino superior: UFC, UECE E UNIFOR, como só quem poderia ir para a UNIFOR era uma parcela infinitamente pequena, ou você passava nas duas primeiras, ou dava adeus ao sonho de ensino superior. Pouco de nós conseguimos, mas a grande maioria só hoje tem a oportunidade de sonhar novamente. Que bom que muitos estão conseguindo! Parabéns!

  5. Certamente a formatura da minha filha me emociona e agrada bem mais do que a minha .Quando
    nos tornamos pais ,passamos a nos realizarmos nos filhos,mas e verdade que esta emoção que vivenciamos nos faz refletir o quanto avançamos nos últimos dez anos.No
    projeto LG /CEFET-CE,para profissionalizar 240 alunos de escola publica do bairro mais pobre e violento(Pirambu). fui o motorista do ônibus que os transportava,foram determinantes na minha decisão apos 24 anos fora da sala de aula,voltar a estudar.O Proeja que fiz no IFCE em telecomunicações ,bem como o incentivo da minha família me motivaram a graduação .Hoje posso dizer como São Paulo,”combati o bom combate,terminei a minha missão,guardei a fé.”

  6. Pois é nobim. Eu fui à primeira aula da Gleyce, chorei quando ela ficou na escola e tive o prazer de assistir a sua última aula na faculdade, quando ela defendeu sua monografia. Ela deu um show. Pense numa pequena sabida. E fui a sua formatura que espero ir tambem a das minhas pequenas daí. Felicidade total!! Sucesso Gleyce!!

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