Dois anos de Pandemia e as incertezas que permanecem


A estupidez do movimento Antivax, atraí jovens no mundo.

O quanto perdemos nesses dois anos de Pandemia?

Primeiro, os milhões de mortos no mundo, no Brasil próximo de 650 mil mortes, as famílias desfeitas, as perdas irreparáveis, os sonhos, os amores, as milhares de crianças órfãs, desamparadas, os lares com a ausência de um dos cônjuges, enfim, as tragédias da existência humana colocada à prova, mesmo com todo o avanço científico, inclusive, provendo vacinas em tempo recorde, o resultado atual e as mutações do coronavírus, continuam a ameaçar o planeta.

Alguém imaginava que estivéssemos nessa situação, quase dois anos depois do início dos processos de isolamento na Europa, logo seguido por toda parte da terra, pois até então parecia apenas uma doença da China. Rapidamente se espalhou pelo mundo, mas o caráter pandêmico, só se deu bem depois, um tempo precioso foi perdido, ao não se dar conta da seriedade da doença.

Segunda questão, é o Negacionismo,  o que é absolutamente surreal que mesmo depois de tantas mortes, políticas de lockdown, incertezas de como enfrentar as variantes do vírus, as várias ondas de crises, a quantidade movimentos Antivax, a completa ignorância, ou mesmo a falta de empatia, com as outras pessoas, os questionamentos da validade das vacinas e da ciência.

Um mundo nebuloso emergiu da Pandemia, não tão estranho aqui, pois no Brasil já havia uma onda de terraplanismo de adeptos de um guru astrólogo, de um presidente fake, forjado pelas mentiras estilo kitgay, mamadeira de piroca, que o comunismo estava tomando conta do Brasil, através do marxismo cultural, e tantas e tantas outras bizarrices, fruto do imenso atraso civilizatório do país.

O terceiro ponto é que dificilmente, minha geração, viverá algo “normal”, não que o mundo e a vida fossem fáceis de administrar, entretanto, a Pandemia nos colocou num patamar mais rebaixado de vida, puniu mais uma vez os mais pobres, das periferias de todos os países, mas mais ainda aos nossos irmãos da África que têm índices irrisórios de vacinação, como se não fosse responsabilidade dos demais países, os ricos, em primeiro plano.

Aqui é preciso lembrar que os Bilionários ficaram mais ricos com a Pandemia, em absoluta contradição da piora de vida dos mais pobres. Voltarei a discussão, num outro texto, sobre o imposto das grandes fortunas e dos megaespeculadores da ciranda financeira mundial.

O tal de “novo normal” será de isolamento? Do medo de contato social? Do receio de que não apenas essa, mas novas pandemias se anunciem? É uma certa paranoia pelos próximos anos, especialmente pelo tempo tão longo de incertezas, um pouco aliviada pelas vacinas, mas com solavancos a cada nova variante.

É isso, por enquanto.

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