1961: Preciosidades de canções de viagens.


Músicas sem compromisso ouvindo sob o luar em dias quentes.

Porcelain
Do you smell like a girl when you smile
(Porcelaind – Red Hot Chili Pepers)

Ouvindo a delicada Porcelain uma bela canção do grupo de surf-rock californiano, Red Hot Chili Peppers. É surpreendentemente leve e tocante, é como se declamassem calmamente a poesia sob o luar, numa noite de calor e em que o sono não vem e você aproveita para viver.

As canções despretensiosas dão uma sensação de paz, de um completo descompromisso, elas se parecem, quando ouço a primeira vez, já bate uma identidade uma paixão e uma vontade de decorar os versos, a melodia, o ritmo e a história delas.

De repente começo a achar identidades entre elas, mesmo que de épocas tão diferentes, cantores, grupos, movimentos, mas que param e entram numa certa sintonia, compõe e cantam uma espécie de hino, pequenas obras primas que se eternizaram, vou garimpando e ouvindo até cansar, mas não cansam.

Como exemplo, imediatamente penso em Going to California, do Led Zeppelin, e a ideia de que se trata de uma viagem, a descrição de uma aventura, inconsequente e tão cheia de poesia, sonhos. A afinidade com essa música, segunda as minhas filhas é que elas lembrar de nossas viagens, é coincidência?

A  espetacular A Pillow Of Winds, da lavra inicial e experimental do Pink Floyd, o momento em que eles estão para virar a chave e se transformar numa das maiores bandas, essa canção é uma doce brincadeira na hora de dormir, uma bobagem tão gostosa de ouvir.

Nessa mesma linha, lembro de Sparks, do Coldplay, uma canção meio perdida entre os hits pops, uma preciosidade de letra curtinha, deliciosa de ouvir, com o ar de distância, aquele romance que não engata, que está cheio de dedos e ali ouvir nessas noites quentes.

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