Trump faz ameaças à Soberania nacional para defendo o RÉU Bolsonaro.

As declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, questionando a justiça, faz juízo de valor de uma realidade que ele não conhece e é uma afronta à Soberania do Brasil. No entanto, ao invés de ajudar Bolsonaro, deve atrapalhar e de certa forma, é um presente ao Governo Lula, que deve explorar a defesa da Soberania e das instituições contra qualquer ameaça ao Brasil.
Ainda que seja contraditório, confuso, sempre houve um sentimento anti-EUA no Brasil, mesmo na época da Ditadura e o alinhamento, ajuda, dos Estados Unidos, essa certa antipatia permaneceu. A força ideológica da propaganda dos EUA atinge o mundo, mas não consegue efetivamente abrandar a repulsa, justa ou não.
As relações Brasil com EUA nunca foram de confronto, sem no entanto que sejam de alinhamento completo, elas refletem as contradições de sentimentos, como também de interesses econômicos e políticos, de geopolítica regional e de não submissão, refrise-se, que em muitos momentos foram de aceitação ideológica, como na ditadura, como também no Governo FHC em relação ao neoliberalismo. No caso de Bolsonaro, a Pandemia acabou impedindo uma relação submissa mais profunda, não faltava desejo, mas com a derrota de Trump, houve um recuo envergonhado.
O cenário com o Presidente Lula, desde o seu primeiro governo, seguido pela Presidenta Dilma, foi privilegiar a relação Sul-Sul, de reafirmar o Brasil como nação independente, construção do G-20, depois do bloco BRICS, Mercosul, comércio maior com a China, mantendo relações com os EUA, mas sem se submeter. Essas relações foram refreadas com Temer e o zero completo que era Bolsonaro.
A retomada e a ofensiva do Governo Lula III, assim como o avanço da China, a rota da seda, a presença global na África e agora com o Brasil tendo maior parceria e ponte da extraordinária economia chinesa para a América Latina, passou a preocupar fortemente os EUA, não apenas com Trump (e seus arroubos), mas desde o Presidente Biden.
As investidas ideológicas de Trump, inclusive, demonstram a fragilidade de lhe falta um projeto, que não tem estratégia para o mundo, em breve se verá que nem mesmo para os EUA. Ameaças de taxação, vai e volta, agora ameaça à Soberania do Brasil, para defender seu “aliado”, como fez com Israel, exigindo o fim dos processos contra Benjamin Netanyahu, tudo isso prova que são movimentos erráticos, sem nenhuma consistência política.
Por uma coincidência, essa ameaça, deve favorecer muito ao Governo Lula, no momento em que palmilha uma cruzada política por justiça e fazendo frente à extrema-direita do Congresso. A unidade com o STF deve ser reforçada e a defesa da Soberania e das instituições brasileiras. Essas falas veem em excelente momento, vai colaborar com o Governo, não o ccontrário.
A mídia corporativa vai pirar nos próximos dias, por seu amor aos EUA e a contradição de ser “brasileira”, bem como a extrema-direita, que perdem o discurso de “patriotas”.
É a Soberania o marco maior de unidade de uma nação.