Brasil da auto implosão Ultraliberal


Um país que vai se auto implodindo.

Mais ou menos por volta de 2004, 2005, lá pela época da escandalização do chamando “mensalão“, tanto à esquerda, quanto à direita, houve o mesmo movimento de criminalização do PT, e isso não teve nada de ingênuo, pois ali estava a se germinar o que no futuro viria a ser o fenômeno maior, as Jornadas de junho de 2013.

Os dois lados se encontraram, risonhos e felizes, a pauta era a “liberdade” contra o petismo, reduzindo a termos. A Nova Direita e a Esquerda da Esquerda, amantes do Ultraliberalismo, contra o Estado, contra o Sistema, contra a opressão do velho Estado de Bem-Estar Social e de sua carcomida Democracia Burguesa Representativa, com os seus corolários, patriarcal, machista, racista e homofóbica.

Obviamente que a Esquerda da Esquerda não tinha e não teve força real para se apresentar como alternativa real, não ao velho PT, mas para sociedade, que impulsionasse um programa claro de rupturas, de mudança radical do sistema, que se tornasse maioria e revolução, ao contrário, como na poesia de Fernando Pessoa, foram lídias rosas, “que em um dia nascem, no mesmo dia morrem“.

Nessa toada, à Direita (extrema ou não), a montanha pariu o rato, e, claro, escolheram o que havia de pior e sórdido, não alguém novo, da “Nova Política”, mas um político medíocre, com as pautas mais bizarras e propostas infames, adorador de torturadores e todos os tipos mais canalhas da história do Brasil, os mais incivilizados, justamente aqueles que atacam as pautas civilizatórias e de Democracia, mesmo a mais rebaixada.

Precisavam escrachar?

A situação do Brasil é absolutamente inusitada, em menos de uma década, saiu da condição de um certo lugar no mundo, para virar um pária mundial. Óbvio que essa condição de auto implosão interna é benéfica ao Capital abutre, inclusive, são eles quem dirigem a Economia, ou que sobrou dela, tratando de aprofundar a miséria, fome, desemprego, precarização, uberização, condições muitas vezes análogas à escravidão, tudo isso em nome de quê?

Da Liberdade!!!

É dessa conjuntura que mais uma vez o país pode continuar o seu processo de esfacelamento social, político, de nação independente, para retroceder ao novo tipo de colonialismo, sem invasão estrangeira, comandada por feitores e capitães do mato locais. A Soberania vai se apagando e pouco restará do Brasil.

Dessa realidade ingrata, o Brasil chegará às eleições presidenciais com alto risco de manutenção desse desgoverno entreguista, no limite, o país vai de auto distribuindo, de certa forma como se viverá aqui, por pelo menos mais 4 anos?

É esse o dilema.

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