A Guerra de Posições


A disputa eleitoral é parte dessa guerra de posições;

Estamos vivendo dias extremamente conturbados, e precisamos de uma dose cavalar de paciência e discernimento, procurar absorver os fatos com cautela e analisar de forma mais cerebral os lances jogados, num intricado jogo de xadrez proposto pelo governo Bolsonaro, que tem a iniciativa política.

O Supremo Tribunal Federal foi firme na condenação, e adequada, seguindo as regras constitucionais, com direito à ampla defesa e o contraditório, garantidos de um provocador tosco.  Talvez o STF não tenha se dado conta de que ele é um peão no jogo, que raramente poriam em xeque o rei, entretanto, num jogo bem urdido, serve como peça num tabuleiro, com jogadores incertos, prontos para derrubar as peças, ao invés de jogar.

A condenação do deputado bolsonarista-raiz, Daniel Silveira, abriu uma janela de oportunidades ao Bolsonaro, com a ameaça real de perder as eleições, num cenário que vai se encaminhando para definição até num primeiro turno, ele aproveitou o evento para responder com forte retaliação, com dois objetivos, confronto com as instituições, segundo, mensagem para tropa de que ele “manda” e não deixará ninguém na mão.

A estratégia de Bolsonaro é ficar no governo por mais tempo, via eleições ou não, sua principal tática é a de enfrentamento, de  Confronto e de provocar Medo. E tem tido sucesso, pois as reações são tímidas, ou nenhuma, todos com muito receio, o que pode acontecer, mesmo já tendo acontecido, o que só piora dia a dia, o que aumenta sua vantagem, nem adianta dizer que é um suicida, pois não é.

A oposição permanece entre atônita e indiferente ao último ato, o do indulto/graça, como se tivesse certeza de que as eleições estão garantidas, que o processo eleitoral será tranquilo, mais, que se Bolsonaro perder aceitará a derrota. Tudo leva a uma perigosa paralisia, ou busca de saída apenas institucional, sem povo, sem preparar o país para um cenário de maior degradação.

A Esquerda e a Esquerda da Esquerda, também não reagem, peticionam no STF e vão aos canais tradicionais, redes sociais dela com ela mesma, segmentada pelos algoritmos dominados pelo controle rígido da Direita das redes sociais. Mesmo o tradicional 1º de maio, dia de luta dos trabalhadores, não há grande mobilização, apenas para comparar, nos dias que saiam decisões de Dilma pré-golpe, a Direita chamava mobilizações de ruas,

Bolsonaro seguidamente ataca a Constituição, as instituições, a maior resposta se resume às notas de repúdios?

Aparentemente Bolsonaro joga xadrez, do outro lado se joga dama, isso porque subestima-se a inteligência de Bolsonaro, como se por trás dele não houvesse um amplo movimento de extrema-direita organizado nos últimos 12 anos no mundo, o ultraliberalismo, posto em movimento por Obama-Biden.

Ainda dar tempo de enfrentar?

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