Os dramáticos dois anos de Pandemia


Dois anos de Pandemia, uma das maiores tragédias em tempo de paz.

Há dois anos, um pouco antes das medidas de restrições em São Paulo, por conta própria comecei um isolamento com o medo do Coronavírus, a pandemia tinha atingido o mundo e no Brasil o genocida Bolsonaro, lógico, fazia piadas e insistia que era apenas uma “gripezinha”, que era um vírus comunista, coisa da China para prejudicar o mundo.

Foi um mergulho radical, por 96 dias seguidos fiquei em casa, era uma tensão terrível ter ir à padaria, ou ao supermercado, era um sentimento complexo que misturava culpa e irresponsabilidade, quando tinha que sair, mesmo para essas questões urgentes, urgentíssimas, cheias de medo e paranoia.

Ao voltar para casa, nessas rápidas saídas, deixava as roupas na entrada do apartamento, direto para o chuveiro, isso porque passava por uma limpeza com álcool e sabão, antes de entrar em casa.

Pior, inevitavelmente, TODAS as vezes, sentia todos os sintomas de que a COVID tinha me contaminado. Dores de garganta, dores estomacais, ficava medindo a temperatura e a saturação de oxigênio, batimento cardíaco, costumo dizer que tive COVID pelo menos umas 25 vezes, mesmo que apenas psicologicamente.

Aqueles 96 dias estão entre os piores da minha vida, as pessoas morrendo, aos milhares, sem  vacinas, remédios, para piorar, a completa irresponsabilidade de Bolsonaro e de seus “ministros” da Saúde e da Economia, o negacionismo, de piada, virou ação política para sabotar, torpedear, as ações de prefeitos e governadores que tentavam de todas as formas controlar o caos, os hospitais cheios, o desespero por falta de UTIs, de respiradores.

Dias terríveis que jamais podem ser esquecidos, tanto do ponto de vista pessoal, psicológico, como também politicamente, figuras podres como Bolsonaro, Paulo Guedes, Pazuello e tantos outros que fizeram do Brasil um lugar amaldiçoado, pária mundial.

Os quase 700 mil mortos demonstram o tamanho da tragédia, os milhões de infectados e seus efeitos colaterais, muitos invisíveis, os psicológicos, alguns com danos existenciais irreparáveis. Famílias desfeitas, milhares órfãos, ou sem provedores (homens ou mulheres).

Minha solidariedade às famílias e aos amigos dos milhões de mortos no Brasil e no mundo.

 

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