O jornalista investigativo Seymour Hersh

Seymour Hersh: Em Busca da Verdade! É um documentário da Netflix sobre o famoso jornalista investigativo, Seymour Hersh, conta sua imensa trajetória e os furos de reportagens que ele consegui e de como ele enfurecia a Casa Branca e o Poder nos EUA.
É interessante como a sua luta para publicar matérias enfrentava oposição e silêncio da mídia, até dos seus patrões, em conluio com o Poder, em especial como Henry Kissinger, o poderoso secretário de Estado dos EUA, que em conversas com Nixon o tratava como FDP, comunista e traidor dos EUA.
Seymour foi o responsável por tornar público as atrocidades no Vietnã, com a matéria sobre “O massacre de My Lai, no Vietnã“. Depois as ações ilegais da CIA fora do EUA e dentro do país, o que em tese era proibido porque a CIA é para usar forças no exterior, mesmo assim manteve um banco de dados de 10 mil cidadãos do EUA investigados clandestinamente entre o final dos anos 60 e no começos dos anos 70, o levou George Bush (pai) a ser Diretor da CIA, em 1976.
Seymour fez matérias sobre Watergate, as guerras sujas dos EUA no mundo, como a derrubada de Allende, ações na “guerra fria”.
Segundo a Wikipedia:
“Num artigo de 2004, Hersh relata as manobras do vice-presidente Dick Cheney e do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld para retirar as funções normais de inteligência da CIA de modo a realizar o intento de invadir o Iraque, em 2003. Em outro artigo, Lunch with the Chairman, sobre o político e lobista Richard Perle, levou Perle a dizer que, no jornalismo americano, Hersh era o que havia de mais parecido com um terrorista.
Em maio de 2004, Hersh publicou uma série de artigos descrevendo e mostrando com fotos a tortura de prisioneiros na prisão iraquiana de Abu Ghraib, por militares dos Estados Unidos.
Em 2015, escreveu uma longa reportagem na London Review of Books, na qual afirmou que a versão oficial do governo americano sobre a captura e morte de Osama Bin Laden foi forjada pelos Estados Unidos para melhorar a imagem do presidente Obama, então em campanha para reeleição. Segundo Hersh, Osama teria sido capturado pelos paquistaneses em 2006 e, desde então, mantido prisioneiro com ajuda financeira da Arábia Saudita. O assassinato de Bin Laden pelos americanos teria sido negociado com o Paquistão por uma quantia módica de 25 milhões de dólares. Ele teria sido morto sem qualquer resistência e, diferentemente da narrativa oficial, seu corpo teria sido jogado de dentro de um helicóptero na cordilheira do Indocuche, entre o Paquistão e o Afeganistão, e não jogado ao mar. A versão oficial relata que Bin Laden foi morto em maio de 2011 pelos Navy SEALs dos Estados Unidos em Abbottabad”
No documentário, do final de 2025, mostra-o com seus 88 anos, trabalhando e naquele momento ele estava colhendo dados, fotos, informações sobre o genocídio de Gaza, os assassinatos massivos de mulheres e crianças.
É um documentário profundo sobre Poder e Mídia, as relações promíscuas e os limites impostos aos jornalismo, mesmo nos EUA, em que se dizem terra da liberdade (sic).
É imperdível!