Arnobio Rocha Reflexões Candango 4.0

2285: Candango 4.0


Brasília e um novo recomeço.

Muito cedo na vida li um texto em que comparava os Candangos aos Astronautas, pela região escolhida para fundação da Capital Federal parecia cenário lunar, as aventuras humanas fora da terra faziam sucesso e causavam assombro, incredulidade, desconfiança, o que de certa forma poderia lembrar a heroica construção de Brasília.

Meu pai com 17 anos saiu do interior perdido do Ceará e se aventurou em 1959 para trabalhar na construção da cidade, um garoto cujo ofício era dirigir caminhões, um trabalho duro, mas muito bem pago, porque não era fácil contratar mão de obra para sair de lugares distantes e o medo do desconhecido daquele lugar lunar.

Era orgulho do meu velho pai dizer que trabalhou e foi Candango, naquele que é o maior projeto de engenharia da história do Brasil, uma semana depois dele completar 18 anos, foi a inauguração, a maior festa que ele viu na vida, mais de 50 anos depois ele contava sobre as comemorações, o agradecimento do Presidente Juscelino aos trabalhadores, algo inesquecível para meu pai.

Mais de 60 anos depois, serei um Novo Candango, uma homenagem ao meu pai, já falecido, que com certeza ele ficaria muito feliz.

Estou chegando a Brasília para um trabalho que acredito ser não apenas um desafio pessoal, mas que pode colaborar com o Brasil, com o esforço do governo Lula para reconstrução dos serviços públicos e do Estado, que passou por seis anos de desmonte e de destruição, desvalorização dos serviços e das empresas públicas.

É meu compromisso de vida e de militância, a defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, que o Estado/governo seja agente de transformação e garantias fundamentais, dignidade humana, diversidade, promover a igualdade racial e os Direitos Humanos, em qualquer lugar que estivermos é nossa missão.

É um recomeço, uma oportunidade e um enorme desafio.

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