1914: Moro e Bolsonaro, os irmãos siameses da extrema-direita em luta.


Não se pode esquecer de onde vieram e o que defendem.

Uma notinha na Folha de S. Paulo, dia 03.12.2021, diz que Moro “conseguiu apoio de parte da Direita”, pensemos, Moro estaria em qual espectro político para o jornal paulista? Aliás, a Folha de S. Paulo, funcionava como Relações Públicas da Lava Jato, e agora é candidata a fazer parte da assessoria de mídia da candidatura do ex-juiz parcial.

Voltemos à curiosa definição do “apoio da Direita” ao Moro, devemos entender que ele, de extrema-direita, quer se afirmar como candidato de toda Direita radical, nenhuma preocupação com uma certa Direita liberal, legalista, que respeitou minimamente a Constituição Federal, as eleições, a Democracia e a Política.

Lavajatismo e Bolsonarismo são dois lados da mesma moeda, enganaram juntos o Brasil em 2018, o mau juiz e o péssimo político, ambos tinham a missão de destruir a soberania nacional, fizeram juntos o trabalho sujo, o que os separa agora? Um nada filosófico e todos os piores predicados.

Moro e Bolsonaro, nadam na mesma raia, a 8, quase batendo a cabeça na borda da piscina, os irmãos siameses da extrema-direita brasileira, na feliz definição da “conje” do Moro, a Sra. Rosângela, que dia que  “Moro e Bolsonaro: vejo uma coisa só”.

Quem somos nós para discordar de alguém que conviveu tão próximo deles, né?

A truculência, o mau português, a falta de ideias, a baixa cultura, até a dificuldade de fala, criam um conjunto de identidade comum aos dois, na forma. No conteúdo, é ainda pior, ambos não têm nenhum apreço pela Democracia, pela Constituição, pelas leis, são abertamente a favor de métodos ditatoriais e uso da força repressiva contra as expressões políticas, movimentos sociais e sindicais.

O campo da extrema-direita terá um “lipstick”, um UFC, quem sabe uma banheira do Gugu, para definir seu nome em 2022, podem ter separado os corpos, mas ideologicamente, Bolsonaro e Moro, são idênticos, defendem os mesmos valores, não há pauta que destoem, apenas um deles sobreviverá no paredão para disputa a presidência do Brasil.

A corrida para ser o candidato ultraliberal, anti-Lula, promete ser baixa e animada, Moro de chapéu de couro nordestino foi a comédia do fim de semana, dias piores e imagens piores, virão. O candidato já se reuniu com os donos do Itaú, com Eduardo Leite, o candidato das prévias do PSDB, que teve como feito, ficar à Direita do (Bolso)Dória, que lástima.

Olhando em retrospecto, as disputas eleitorais com Serra, Alckmin e até com Aécio, pareciam entre estadistas, com homens e mulheres com visões de país e projeto, Moro e Bolsonaro, são o que há de pior no Brasil, homens minúsculos, sem ideias, sem projetos, paridos pela irracionalidade que o Brasil se meteu em junho de 2013.

O esgoto de onde saíram parece aberto e nada garante que 2022 poderá ser fechado, lacrado, devolvendo para lá essa direita podre.

É isso, ou Caos.

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