Sempre Teremos o Sindicato dos Advogados de SP (SASP)!


SASP: Um espaço de lutas, construções coletivas e ideias, na defesa da Advocacia e do Povo.

Há cerca de um ano, numa conversa informal, brinquei com a cena do  diálogo entre Rick e Ilsa, em Casablanca: “E quanto a nós?”, ela pergunta na despedida. “Nós sempre teremos Paris”. Para  a advocacia de esquerda, militante das causas sociais, trabalhistas, políticas e Direitos humanos, parafrasiei: Sempre teremos o Sindicato dos Advogados de SP, o SASP.

Minha aproximação ao SASP se deu por volta de 2015, um pouco antes do Golpe contra Dilma, ainda não militava exclusivamente na Advocacia, posto que trabalhava na área técnica de engenharia de telecomunicações, mesmo sendo advogado desde 2008. Naquele período, comecei a me aproximar de companheiros advogados e vim para o SASP.

Quando finalmente decidi a advogar exclusivamente, primeiro me filiei ao Sindicato e venho acompanhando suas lutas. Aprendi a conhecer sua grandiosa história de quase 70 anos, pelas palavras de Aldimar de Assis e Fábio Gaspar, especialmente depois da sua retomada de carta sindical, de como virou uma espécie de bunker da advocacia classista, preocupada com os temas mais sensíveis da sociedade brasileira e paulista.

Enquanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que tem como característica a sua amplitude de abarcar todo o espectro político e ideológico, o que de certa forma faz com que tenha mais comedimento em temas complexos, pois as posições mais à esquerda não são hegemônicas, o SASP, assume posições políticos sem tantas amarras.

O Sindicato teve presença fundamental na OAB no final dos anos 90 e início dos anos 2000, com Valter Uzzo, ex-presidente do SASP que foi Secretário-geral da OAB/SP e candidato à presidência, como também com o ex-presidente do SASP, João José Sady, que comandou uma histórica Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP.

Os anos de D´Urso e Marco da Costa, comandando a OAB/SP, o sindicato foi praticamente alijado da participação na Ordem, algumas vezes com ameaça a própria existência ou reconhecimento do SASP como representação de uma parcela da advocacia. As pautas sociais sumiram da OAB naquele longo e tenebroso período, não foi mera coincidência.

O SASP deu combate se envolveu numa eleição que por pouco não venceu as eleições de 2012, com a chapa do Toron.

Nesse anos de afastamento da gestão da OAB/SP, o SASP esteve junto aos trabalhadores, estudantes nas lutas de ruas, seus militantes ajudaram no combate aos excessos policiais nas jornadas de 2013, por exemplo, para que os detidos tivessem assistência jurídica e não houvesse a criminalização das lutas e dos direitos.

O SASP foi fundamental para criação da ANAN, Associação Nacional da Advocacia Negra, surgida e sediada no SASP. O Sindicato teve participação decisiva na fundação da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), nascida da necessidade de se combater o lavajatismo, o ativismo político do judiciário e a perda das liberdades.

O SASP teve reconhecimento e foi peça importante na atual gestão da OAB/SP, por sua indicação, Ana Amélia, veio a comandar a Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, tendo os membros do SASP atuado diretamente na CDH, com política, ideias e principalmente militância, nas ruas e nos núcleos, com parceria no grupo de Observadores Institucionais.

Durante o último processo eleitoral da OAB/SP, diretores do SASP e ativistas que estão em torno dele, muitos que estavam na CDH da OAB/SP, participaram das eleições com a Chapa do Presidente Caio, pela reeleição, e juntos criaram a Frente Esperança Garcia,  lançando manifesto e chamado aos advogados e advogadas para lutar pelos espaços conquistados nessa gestão.

Passadas as eleições, percebe-se o quanto o SASP avançou nesses três anos, e como contribuiu na defesa da conquistas trabalhistas que foram dizimadas pelos governos Temer e Bolsonaro, a resistência teve grande parceria com a OAB/SP, com as audiências públicas, em atos públicos, ações conjuntas e o reconhecimento do SASP.

Dentro ou fora da gestão da OAB/SP, haverá sempre a ideia de que “Sempre teremos o SASP”, dele temos  ANAN, ABJD e agora a Frente Esperança Garcia, ferramentas de luta e organização da advocacia que luta por uma sociedade livre e de igualdade de direitos, igualdade racial, paridade de gênero e diversidade sexual.

Viva, o SASP!

PS: Faça sua filiação e venha juntos e juntas, construir o SASP.

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