3 de fevereiro de 2026

1 thought on “1216: Marta Suplicy e o Ritual de Passagem ao Antipetismo.

  1. Há um quê de mágica em dizer que o PT traiu, que se perdeu etc.

    Porque o caminho atual não começou a ser trilhado ontem. Há cerca de 20 anos, é este.

    Se este caminho foi capaz de levar o PT a vencer quatro eleições presidenciais, enfraqueceu o partido para a defesa dos reveses. E o que vemos, de 2013 para cá, é um revés, personificado no mote DELENDA PT.

    Mas como dizer que, até ontem, Marta era ministra do governo Dilma e hoje diz que o PT se perdeu, sendo que o que se faz hoje é exatamente o mesmo que a levou a ser gestora do terceiro maior orçamento do país em 2000?

    Resta, então, o caminho da mágica: o PT dormiu defensor dos trabalhadores e acordou traidor. Voilá. Temos a explicação para todos os males e que a autocrítica vá às favas.

    Os que acusam o PT de traição seriam coerentes se tivessem feito esta acusação em 1995, quando o partido trocou a meta de transformação da sociedade pela de conquista da presidência da República e, sete anos depois, de manutenção da mesma. É esta a estratégia que o guia até hoje e encontra-se esgotada. Precisa, cada dia mais urgentemente, ser substituída por outra que seja capaz de realizar as transformações que o Brasil precisa para continuar avançando.

    Quem sai do PT após as grandes mudanças em sua orientação – e, repito, a última aconteceu há 20 anos – acusando o PT de traição, sem fazer a devida autocrítica, é ingênuo ou oportunista. Como não acho que ninguém chega ao Senado, aos Ministérios do Turismo e da Cultura e á Prefeitura da maior cidade do país sendo ingênuo…

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