Resenha de Outubro 2012

 

Meus sentidos estão no Koyo, o Outono japonês, quem o ver, nunca mais esquecerá

 

 

Hoje é final do mês de Outubro, marcado pelas eleições e pelos embates políticos-ideológicos, como fizemos em Setembro, torno a publicar a resenha do mês, contando os principais assuntos abordados no blog. Uma retrospectiva que ajuda, não apenas a quem me ler, mas, também, a mim mesmo, pois serve como fonte de consulta, sobre os temas mensais e os posts publicados.

Os grandes fatos da economia mundial, que trato na série sobre a Crise 2.0, teve no mês de Outubro seu início com uma nota muito triste, a morte de Eric Hobsbawm, um dos maiores intelectuais marxista de todos os tempos, com uma longa e vigorosa produção literária, homenageamos aqui , com o post Eric Hobsbawm e a História. Uma perda irreparável, pela lucidez e sobriedade na escrita, um homem que dedicou a vida aos estudos e formulações.

Inspirado por ele, consegui fechar uma linha geral de raciocínio sobre a questão do Estado e suas mutações na atual crise, como o grande Capital se articula e reaglutina suas forças, num novo modelo de Estado, que permita abrir um novo ciclo longo do Capital. As mudanças são nítidas e apontadas numa sequência de novos artigos aqui apresentadas, em suas diversas facetas, para uma compreensão ampla do Novo Estado, que denominamos de Estado Gotham City:

Crise 2.0: O Novo Estado

Crise 2.0: Novo Estado e o Capital

Crise 2.0: Novo Estado e os Indignados

Crise 2.0: Novo Estado e os BRICS

 

Na continuidade da análise da Crise 2.0, os principais embates do mês, mais uma vez se deu na Europa, principalmente na extrema gravidade da crise espanhola, com mais uma reunião de cúpula da UE, que decidiu que não decidiria nada, jogando para as comissões burocráticas algumas resolução sobre a Crise. Os artigos abaixo demonstram como se desenrolou o mês, fechando com o post mais complexo, a questão Alemã. De grande beneficiada da desgraça do sul europeu, agora atingida em cheio pela fraqueza das economias, com seus duros planos de austeridade. A máquina parou.

Crise 2.0: Beco sem Saída?

Crise 2.0: UE – De Cúpula em Cúpula

Crise 2.0:UE – do Amor ao Ódio

Crise 2.0: UE, O Grande Jogo!

Crise 2.0: Separatismo Espanhol

Crise 2.0: Alemanha Parou

 

 

O mês das eleições, primeiro e segundo turno, esteve presente aqui nos artigos e debates do blog, começando com os resultado do primeiro turno e suas lições: Deu 13 na Cabeça e Por que o PT não Cresceu Muito Mais? . São análises sobre o desempenho das principais forças políticas do Brasil, em particular o PT, a maior delas. O desdobramento do segundo turno e suas lutas, descrevi aqui, no artigo Cenas Eleitorais. E , finalmente, a grande vitória do PT em SP, a joia da coroa, que fez de Haddad, um “poste”, mais de Lula, o prefeito da maior cidade do país, de quebra derrotando o mais sujo e pestilento de todos os políticos que conheci nestes meus 30 anos de política, José Serra.

Foi uma dupla vitória, a renovação com Haddad e a aposentadoria do velho e viciado político reacionário. Mas não foi fácil, uma dura e bem montada operação política, uma construção exemplar de candidatura, com programa, preparação e crescimento incrível de Fernando Haddad, contamos nossa avaliação deste processo aqui, no post Haddad: O Futuro Venceu.  Ficamos, particularmente tristes, com o retrocesso de Fortaleza, minha cidade, a soma de erros, arrogância de nosso lado, mas somado a uso extremado da máquina do outro, com denúncias graves de compra de votos, o velho e arcaico coronelismo venceu, descrito assim: A Queda do Forte Schoonenborch.

 

As lições do processo eleitoral, em especial o de São Paulo, merecem um maior debate tanto dos seus resultados e significados, assim como as duras tarefas que dele advém. Os grandes problemas e temas que o novo prefeito eleito terá que tratar, começou já no seu discurso de vitória, com a quebra do muro da vergonha que separa pobres e ricos da cidade mais rica do Brasil e ao mesmo tempo uma das mais injusta do mundo. Os Desafios de Haddad, é o artigo que ponho a termo minhas colaborações e meu apoio ao prefeito eleito. Complementar a isto uma reflexão sobre a urgente e necessária mudança na estrutura política, com uma Mini-Reforma Política?, a possível para a correlação de forças de hoje.

Por fim, no mês da educação, não podia deixar de homenagear, avó, mãe e irmãs, cunhadas e esposa que trabalham com a formação de pessoas, que fazem do magistério uma lição de vida e amor. À Dona Tereza, Minha Mestra e Educação Começa em Casa. O mês também foi profícuo em homenagem aos meus ídolos e, na cultura, sempre se consegue muito mais, dá sentido à vida e força para viver.  Alguns posts que tanto gostei de escrever, as palavras com O Direito ao Delírio – Eduardo Galeano e as palavras com Fagner e Zeca Baleiro Palavras e Silêncio . A poesia do mestre Vinicius O Poeta do Amor – Vinicius de Moraes. E a mais doce das poesias, minha linda filha Lua(na) e Estrela , que, junto com a irmã são Espelho de Nós.

Um mês intenso, muitas vezes duro e triste, de rompimentos  naquelas feitas As Margens do Rio e de sentimento fortes de As Longas Noites… mas no final, felizes por estarmos mais uma vez aqui, contado o que se passou, obrigado pela leitura e o prazer da companhia de vocês.

E nos 70 anos de Milton Nascimento vamos de Travessia.

Milton Nascimento – Travessia

 

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

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