Crise 2.0: Profetas do Caos do Euro

 

 

Christine Lagarde -Diretora-gerente do FMI

A crise na Zona Euro é circular, como tratamos aqui na série Crise 2.0, ela vai de país em país, depois se retroalimenta e volta a assombrar os primeiros da fila, um efeito dominó interminável, que não derruba a “pedra”(país) completamente, mas também nem dar tempo de se reerguer, ela volta mais forte. Um ciclo que inicia-se com Irlanda, vai para Portugal, segue pela Grécia, derruba a Espanha e assombra a Itália.

 

Déjà vu sentindo por estes países como se acordasse dentro do mesmo pesadelo, é uma clara demonstração que a crise esta muito longe de se resolver, mas também os ultimatos não são cumpridos, ou servem apenas de ameaças. Lembro ano passado que, o ainda Presidente da França, o pequeno Sarkozy, dizia que tinha que “refundar” a Europa, ou ela se desmancharia até o fim do ano, isto foi em outubro, numa previa a famigerada reunião da alta cúpula da UE que deliberou pela expulsão do “paraíso” dos pecadores contra o ajuste fiscal. Bem, nem a UE acabou, muito menos se puniu com expulsão aos pecadores.

 

Antes de onntem, A sra Christine Lagarde , Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), um dos tripés da Troika, as Fúrias, que assustam e apavoram os povos europeus, diz categoricamente: “em menos de três meses, vai salvar o euro – a moeda adotada por 17 países da União Europeia e que sofre duros impactos devido à crise Econômica internacional. “A construção da zona do euro levou tempo e é uma tarefa que está em construção neste momento”, disse ela.

 

Aproveitou ainda para ameaçar os recalcitrantes gregos : “Lagarde, porém, evitou comentar a possibilidade de a Grécia ser retirada da zona do euro. A alternativa é analisada devido às dificuldades dos gregos de cumprir as metas fixadas pelo FMI e a União Europeia para a contenção dos gastos internos e a adoção de um plano de austeridade.“Mas, creio que o cumprimento das obrigações fiscais é um instrumento necessário para resolver a situação de qualquer país, da Grécia, entre outros”, disse Lagarde, que se desculpou por comentários que fez recentemente sobre a evasão fiscal referente à Grécia e que causaram mal-estar”. (JB , 12/06/2012)

 

 

Visão dos Investidores

 

Soros, o Mega-investidor "bonzinho"

Mas a fixação de 3 meses como data para salvar ou acabar o Euro também foi feita pelo mega-investidor “bonzinho” George Soros, uma incrível coincidência, como não acredito nelas, vejamos o que ele fala: “Na minha opinião, as autoridades tem uma janela de três meses em que eles podem corrigir seus erros e reverter a atual tendência”. (Isto É Dinehiro , 12/06/2012)

 

Durante um seminário na Itália o Senhor Soros fez uma avaliação sobre a atual situação da Zona do Euro com ressaltando que ” durante uma crise, os credores ficam na direção e nada pode ser feito sem o apoio da Alemanha, ressaltando que a oposição pública contra a austeridade na zona do euro deve crescer até que esta medida seja revertida”. Ainda expôs preocupação quanta as eleições gregas, mas a preocupação é com a chegada do Outono:“O bilionário acredita que a crise deve chegar ao seu clímax durante o outono europeu, que começa no fim de setembro”. Pois segundo ele:  “Neste período, a economia alemã também estará se enfraquecendo e a chanceler Angela Merkel achará ainda mais dificuldade do que hoje para persuadir a sociedade alemã a aceitar qualquer responsabilidade adicional pela Europa”.

 

Aqui o ponto crucial, qual é a natureza da Crise, temos total acordo com a avaliação de Soros: “as autoridades não entendem a natureza da crise do euro. “Eles pensam que é um problema fiscal enquanto a crise é mais um problema do sistema bancário e um problema de competitividade”. E aponta corretamente que o remédio aplicado está errado:  “Você não pode reduzir a dívida através do encolhimento da economia, mas crescendo e desta forma criando uma saída para fora da crise”. ( Agência  Dow Jones, via Isto É Dinheiro, 12/06/2012).

 

No fundo o grande capital sabe o tamanho do rombo, às vezes mostram algumas cartas do jogo, ou entregam o jogo das frações burguesas que acham que não sabem o caminho para sair da crise, cabe a nós percebermos qual espaço de manobra há para quem está efetivamente pagando a conta e sendo todo dia assombrado por vaticínios de o que pior virá.

 

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