A Vida é Sonho ou Pesadelo?


A vida é sonho em suas várias intepretações teatrais.

A vida é sonho já anunciava o poeta Pedro Caldéron de La Barca, naquele pequeno e tão forte livro.

Ainda que seja SONHO, mas sabemos que na imensa maioria dos seus dias, a vida, é: Pesadelo. Cheia de chatice, de mesmice, e uma eterna repetição e raramente não é apenas o exercício da mediocridade humana, sem nenhuma graça, uma luta permanente pela sobrevivência e não pela vivência plena.

O sonho é para combater todos os dias ruins e a vida como ela é, seus males e limites, a capacidade de uma realidade, fora da realidade, sonho/utopia, ideal de vida e de viver de forma menos miserável, que tenha um certo sentido, não uma ordem cronológica de acontecimentos duros, desde que fomos expulsos do jardim do Éden, pelo pecado de comer o fruto proibido, ou de quando Pandora abre a caixa de presente recebida dos deuses vingativos e a humanidade, passa a ser o que é.

Para muito além da poesia, do contexto religioso (não importando qual), ao ouvir Fly Me to the Moon, com Sinatra, durante essa tola escrita, a realidade se alterna para o puro sonho. E todos os males e dores são curados, por 2, 3 minutos, imediatamente o cinza, se torna colorido, as imagens voltam a ter sentido poético e mesmo religioso, pois há algo divino em vozes como as de Sinatra, Milton Nascimento, Elis, Origa, Callas…

As artes são a redenção humana.

Para cada um de nós, independente da classe social a que pertence, ou em qual tempo viva, nem o lugar, e, não cabendo julgar a qualidade da obra, mas o que arte representa e produz sobre nós. ao vermos um quadro, uma pintura, um livro, um cordel, uma ópera, uma canção (de qualquer natureza), uma dança (não importa o ritmo), um gestual num palco, uma interpretação na rua, no teatro, na TV ou Cinema.

Tudo isso imita a vida, ou transforma a nossa condição humana, nos livrando dos castigos de D’Us ou de Zeus, e de toda as opressões.

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