A Crise 5G – A Nova Crise do Kapital – O Inverno esta chegando.

O Dólar é a arma mais poderosa dos EUA, invade e domina qualquer país, sem chance de defesa.

“A vida da indústria se converte numa sequência de períodos de vitalidade mediana, prosperidade, superprodução, crise e estagnação” (Marx, O Capital, Livro I)

A nova miragem tecnológica se aproxima de seu lançamento, a 5G, a quinta geração dos sistemas celulares, também conhecida como Internet das Coisas (leia mais clicando aqui: IOT – Internet of Things (5G)) Entretanto, ainda na fase de trial já se percebe que a tendência é uma mudança de quem dará o norte nesse novo paradigma da tecnologia, o ataque de Trump a Huawei (chinesa) é o maior indício do porvir.

O mundo se aproxima de uma nova Crise de Superprodução de Kapital, algo que fará parecer bobagem, os eventos de 2005-2008. Os estupendos números da Economia dos EUA indicam um caminho sem volta, mas muito mais perverso. Eles cresceram em números absurdos tendo como lastro o dólar que vai pressionando o mercado mundial de forma irresistível.

Este primeiro artigo aponta para ideia de que uma nova série precisa vir em substituição da série Crise 2.0, as condições agora são bem diferente, não sei se terei fôlego para retomar os estudos de economia política, ler os jornais e recolher dados do FMI/OCDE/BCE/FED. São informações preciosas para entender o ciclo da economia, como Marx fez, sempre tão didático para o momento, que retomamos na série anterior e fundamental para hoje.

O Momento hoje é da Crise das Moedas, apenas alguns dados que meu velho amigo José Antônio Martins levantou: “Em termos práticos: segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), 82% de todas as transações comerciais e financeiras realizadas a cada segundo no planeta são feitas em dólar. E quase dois terços (63%) das reservas internacionais estocadas em todos os bancos centrais do mundo são nomeadas em dólar. Apenas 20% das reservas internacionais são nomeadas em euro. Os 15% restantes são distribuídas em libras, ienes, francos franceses, francos suíços, etc” (Boletim Crítica da Economia).

O foco central, óbvio, são os EUA e seu controle da Economia mundial, com sua poderosa moeda, como também observa o Martins, de que “As guerras reais têm armas e as guerras comerciais são combatidas com armas como as tarifas e outras formas burocráticas de protecionismo do mercado interno. Claramente. As guerras das moedas, ao contrário, são batalhas secretas, camufladas – nenhum país admite que está travando uma“.

Essa dinâmica arrasta o mundo para uma lógica de dependência ao Dólar, a variação da taxa de juros do FED determina o destino de toda as economias, criando uma dependência jamais vista, especialmente dos países centrais e suas moedas, ainda fortes mas expostas ao Dólar, tremem. Trump impõe uma dose maior de pressão, inclusive batendo no FED e no BCE, via twitter, claro.

Ora, se a Europa e Japão, por exemplo, sofrem com essa realidade. que dirá o Brasil com sua moeda marginal no  mercado mundial?.

Aliás, a tendência é que o Brasil será duramente castigado com a perda de importância no mundo, não é a toa que sinistro Paulo Guedes se desespera e exige a reforma da previdência URGENTE, pois é ali. onde o Kapital fará seu maior assalto ao Estado e à economia brasileira. As empresas nacionais, públicas ou privadas, as que sobraram, perderam relevância e vão piorar com o acordo Mercosul-UE.

A previdência, um enorme fundo depositado no Tesouro é o que sobrou ao abutres e especuladores, querem drenar o dinheiro empoçado no tesouro (entesouramento) com o fim da Previdência Pública, mais de 1 trilhão de reais ficarão “livres” para o “free market’, o perdão às empresas será de 550 bilhões, apenas em dívidas já contabilizadas. É esse o “interesse público” do malfadado governo Bolsonaro.

Entretanto isso tudo, local, é fichinha, diante do cenário da Economia Mundial. O cenário é de games of thrones e o inverno se aproxima…

PS: É uma tarefa árdua e complexa, que exige tempo, paciência e disposição, tudo o que não tenho hoje. Continuemos, ou não.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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