#VaiBrasil: Balanço Olímpico

 

Delegação brasileira em Londres 2012 (foto: Flávio Florido/UOL)

 

Ontem tivemos o encerramento das Olimpíadas de Londres, com uma boa participação brasileira, que por pequenos detalhes não foi ainda melhor. Nestes dias escrevi alguns artigos tratando de algumas competições e nosso desempenho, principalmente no judô, esporte que mais gosto de ver nos jogos.  Dei um tempo geral, nos outros temas do blog e vivi intensamente estas olimpíadas, sofrendo, sorrindo, chorando de alegria e algumas de profunda tristeza, como a decisão de punir o Esquiva Falcão, mas isto faz parte do esporte.

Os artigos anteriores desta pequena série, foram:

  1. #VaiBrasil : Sarah e Kitadai, Judô brasileiro campeão
  2. #VaiBrasil : Sonho Olímpico
  3. #VaiBrasil : Valeu Mayra!
  4. #VaiBrasil: Rafael “Baby”Silva – Campeão!
  5. #VaiBrasil: Arthur Zanetti, a redenção da Ginástica
  6. #VaiBrasil: Boxe – Os Irmãos Falcão e Adriana
  7. #VaiBrasil: O País do Vôlei

Procurei retratar os esportes e as vitórias que mais marcam, principalmente em categorias que são pouco conhecidas ou acompanhadas, além do judô, meu favorito. A vitória de Arthur Zanetti, nas ginástica é a coroação de um ciclo, que começou com Daniela Hypolito, depois elevada com a brilhante Daiane dos Santos, um grande ginasta Diego Hypolito, até chegar no espetacular Zanetti, mas sem estes, que tornaram o Brasil “conhecido”, jamais teríamos um campeão.

Os resultados do boxe foram animadores, o Brasil chegou muito bem em várias categorias, não entrando apenas para competir, Adriana trouxe a primeira medalha logo na estréia feminina, com boas lutas das nossas atletas. Os irmãos Falcão foram brilhantes, uma trajetória de guerreiros mesmo. Yamaguchi enfrentou um chave dificílima, batendo inclusive uma campeão mundial. O desgaste físico para semifinal foi visível, mas a medalha de bronze valeu demais, ele que subiu de categoria para ir aos jogos.

Esquiva Falcão foi mais além, chegou à final, com grandes méritos. A luta contra o japonês Ryota Murata era das mais difíceis, no mundial eles disputaram a semifinal, com um massacre do japonês, que venceu com muita facilidade 24 x 11. A luta de sábado foi bem diferente, no 1º assalto,  vitória do japonês 5 x 3, no segundo assalto, Esquiva venceu por 5 x 4. E num espetacular 3º assalto venceu por 5 x 3, porém uma falta técnica deu dois pontos para Murata, determinando o placar final de 14 x 13 para o japonês. A Prata ficou em ótimas mãos, não cabe ficar discutindo sobre decisão do árbitro, resultado foi excelente, vitória no combate, um pouco mais de experiência teria evitado a falta.

A Natação trouxe um excelente resultado com a prata de Thiago Pereira nos 400 metros de quatro estilos, derrotando inclusive Phelps. O mesmo Thiago este bem próximo de ganhar mais uma medalha nos 200 metros, mas sem dúvida foi seu maior resultado nas piscinas, quebrando estigma de ganhar apenas medalhas no Pan. César Cielo, o maior nadador brasileiro de todos os tempos, teve uma olimpíada “estranha”, tem um ano que vem de resultados medianos. Chegou ainda como favorito nos 50 metros, participou do 100 metros com muito cuidado para não se cansar. Porém na sua prova principal não repetiu o seu melhor, mesmo assim trouxe mais um bronze. Nas demais provas a Natação tanto masculina como feminina indica que precisa ser repensada e renovada.

Outro esporte que foi muito mal no geral, tanto masculino, como feminino, foi o atletismo. As estrelas Fabiana Murer, como Maurren Maggi foram decepcionantes, não conseguido, sequer, ir às finais de suas provas. Fabiana Murer alegou que o vento a atrapalhou, é provável que sim, mas errou todos os saltos, um resultado pífio, para uma atleta de alto nível, que compete fora do Brasil. Maurren Maggi, campeã olímpica em Pequim, chegou com boa expectativas, mas diz que estava contundida, minha pergunta: por que então competiu? Exceto a maratona que teve boa participação, nos demais esportes, desempenho péssimo. Qual saída?

A vela, como sempre conquistou mais uma medalha, com Robert Scheidt e Bruno Prada, um bronze no 470, confirmando a longa tradição brasileira na vela. Assim, como no judô, é o esporte que traz medalhas em praticamente todas olimpíadas. Hipismo que também deu medalhas, este ano teve resultado ruim, problema com cavalos acabou tirando chances de medalhas. Taekwondo esteve muito perto da glória, mas nossa falta de tradição, sem dúvida, pesou na decisão dos juízes, quando tirou Diogo Silva da final e depois confirmou ponto após o tempo na disputa do bronze.

A maior decepção dos jogos, para o Brasil, foi o futebol, numa olimpíada em que Argentina não se classificou, Espanha e Uruguay caíram na primeira fase, parecia que tudo conspirava para que este ano a tão sonhada medalha viesse. Um time de estrelas, mesmo jovens, liderada pelo maior jogador nacional, dos últimos 10 anos, revelação só comparada a Romário e Ronaldo Fenômeno, Neymar, acabou não correspondendo. Um time com 10 jogadores dos 13 principais jogando na Europa, todos milionários, com experiência, conseguiram jogar muito mal contra o México, sendo, com muita justiça, derrotados. No fundo, achei bem feito, CBF pagaria R$ 180 mil para cada um deles, um prêmio absurdo, pois ali todos são atletas profissionais com ótimos salários, bom castigo terem perdido.

O basquete masculino retornou às competições olímpicas e teve um bom desempenho, com um plus, teve dignidade de não entregar o jogo para Espanha, que certamente lhe daria uma chance maior de medalha, mas preferiu vencer, isto me encheu de orgulho, mesmo tendo sido eliminado pela Argentina nas quartas de finais, mas foi muito bem, um bom retorno. Já as meninas, foram decepcionantes, não pelas derrotas, mas pelas seguidas confusões extra-quadra, o que influenciou decididamente nos jogos, precisa ser reformulado, para voltar a vencer.

Sobre o Vôlei, repito o que escrevi no outro post: “O Brasil entrou com 6 equipes, duas na quadras e 4 na areia. Venceu com as meninas, um bicampeonato, foi prata( segunda seguida) com os meninos. Ganhou mais uma prata com Emanoel( três medalhas uma de cada cor, um gênio) e o jovem gigante Alysson,  mais uma Bronze com as líderes do Ranking mundial: Larissa e Juliana. Um desempenho espetacular, de um esporte que cresce, vence, se renova de forma incrivelmente rápida, que mantém um nível muito alto, mesmo sob pressão”.(  #VaiBrasil: O País do Vôlei )

A surpreendente medalha de Bronze da pernambucana, Yane Marques, no pentatlo moderno, foi o fechamento de ouro que da participação brasileira. A maratona teve grande desempenho do Brasil com 3 atletas entre os 15 primeiros, Marilson dos Santos chegou em 5º, um ótimo resultado.

No geral o Brasil precisa melhorar, crescer e tornar o esporte olímpico uma prioridade, nas escolas, nos bairros, como forma de inclusão social, de alternativa de vida e de saúde. Muito há para se fazer, mas não pode se diminuir o que já fez, ou tentar desmoralizar os atletas e dirigentes, como mídia mais uma vez faz, demonstrando que não se preocupa com o país. Além de nos lembrar que a mesma mídia que questiona desempenhos, não consegue entender nada além de futebol ou vôlei, criticam a falta de resultados, mas internamente não conseguem nem criticar esportes, pois não conhecem, nem formam jornalista para tal.

Vamos em frente, Rio 2016 é uma oportunidade, ontem, na cerimônia de encerramento, o Brasil fez bonito, enchendo de esperança no que se fará nas próximas olimpíadas.

#VaiBrasil.

Imagem de Amostra do You Tube

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