Crise 2.0: A fortaleza alemã

 

Berlim de noite

 

 

Muito já escrevi a respeito da Alemanha, nesta série sobre a Crise 2.0, em particular alguns artigos dando conta da supremacia da sua economia sobre o restante da Zona do Euro, que lembra a relação de sangue-sunga, pois  os países se submetem e alimentam a poderosa Alemanha, abaixo estão os artigos que tentam explicar o funcionamento a relação da Europa x Alemanha:

  1. Crise 2. 0: Europa é Alemã!
  2. Crise 2.0: Europa é Alemã II
  3. Crise 2.0: Europa é Alemã III

 

O site do Estadão publicou um caderno com os números da economia da Alemanha e agora apresento aqui, para que possamos efetivamente perceber o real peso que ela exerce sobre os países, há alguns dados comparativos que mostram bem os por quês da crise deles e a pujança alemã. Comecemos:

1) PIB , os números do 4º trimestre 2011:


 

2)  Desemprego

 

 

3) Taxa de Poupança

 

 

4) Dívida Líquida x PIB

 

 

5) Comércio Exterior

 

Os números falam por si mesmo, enquanto a Europa definha a Alemanha ganha musculatura, tornando-se predominante economicamente, impondo sua lógica de funcionar, mas o centro é seu padrão produtivo, a exploração capitalista se dar de forma mais científica, se sobressai diante das outras economias. A moeda comum, o Euro, não tornou o trabalhador espanhol ou português mais produtivo, ao contrário, estes países diante da crise tem que aceitar uma moeda forte, sem poder competir com a fortaleza alemã.

 

Esta é a principal relação de desequilíbrio, em que a Alemanha dita o ritmo econômico e mais ainda qual o caminho político do velho continente. A menos de um mês atrás o aliado principal de Merkel, seu ajudante de ordens, Sarkhozy estava ameaçado de perder as eleições francesas, a Chanceler disse publicamente que usará de toda sua força para que ele se reeleja, esta semana novas pesquisas dão conta que Sarkô já aparece em primeiro lugar.

 

Os primeiros ministros de Portugal, Itália, Espanha e de Grécia prestam contas corriqueiramente ao centro do império, a Alemanha. A Troika ( FMI, Comissariado Europeu e BCE) atendem os desejos da Alemanha, impondo os planos e as ameaças a qualquer rebeldia. Este é o novo mundo da Europa. Merkel negocia em nome de todos da Zona do Euro, foi assim com Dilma, representando os BRICs , é assim com Obama. Quem ousa discordar, diante destes números?

 

0 thoughts on “Crise 2.0: A fortaleza alemã”

  1. Não entendi um ponto, Arnóbio, quando você fala da influência de Merkel na Europa e a relaciona com a subida de Sarkozy nas pesquisas. O que houve? Manipulação de pesquisa ou uma força política que move a opinião pública?

    1. Ricardo,

      Força política, certo ou errado, a Direita tem um programa, sabe o que quer, a “esquerda” europeia esta perdida, sem referência. Quando Sarkô tava 10 pontos atrás eu já achava que ele ganharia. De todo a Economia Francesa não sucumbiu, ainda, o apoio alemão é fundamental, então Merkel virou a peça de propaganda.

      Arnobio

  2. Der Führer é tão admirada por seus feitos que até influencia eleição em outros países… Pelo menos A Alemanha está bem pra dar emprego aos europeus que jogou na rua em seus países de origem.

  3. A crise perpassa por uma reflecxao tragica, emquanto o individualismo deixe de ser esacerbado , e o coletivo realize o verdadeiro papel da teoria dos jogos onde todos ganhao. as ideias capitalistas deixarao de ser soberana e o homem compartilha-ra uma grandeza da uniao dos generos.

  4. porque? Der Füher

    Onde encontrar o caminho do senso comum?

    A Luz do sol é para todos , mas algyue busca um raciocinio subjacente atrves da suinbra.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: