Crise 2.0: Europa sob jugo alemão

 

 

(Foto AFP)

Bem, pelo que vejo, este blog com sua série sobre a Crise 2.0 cumpriu seu papel principal,  colocar o debate sobre as crises capitalistas no seu devido lugar: A concepção de Marx das Crise de Superprodução. Demonstrando que a crise não é a queda do capitalismo, menos ainda que ela aconteça quando o capital está em baixa. Ao contrário, quando ele está em alta, com superprodução de Capital, é que se tem a Crise. Mais ainda, esta série conseguiu analisar a dinâmica da crise, apontando a tendência na Europa do novo papel da Alemanha.

 

Ainda quando nada se falava sobre o papel central alemão, munido de alguns dados essenciais sobre o superávit das contas alemãs vs. déficits dos outros países, apontamos que a Alemanha provocava a crise, mais ainda deliberadamente a aprofundava, pois dela se beneficiava. Este insight foi de meados de agosto/2011 agora virou bordão comum: Alemanha devora a Europa.

 

Apontamos ainda que os planos de ajustes de: Portugal, Espanha, Grécia e Itália, eram supervisionados pela Alemanha, que impunha técnicos e revisores aos mesmos. Que os mandatários destes países, a quem denomino de “Sátrapas” (Crise 2.0: Os Sátrapas ), prestam uma vassalagem nunca dantes vista na história recente. Todo e qualquer passo, ação, eles se reúnem com Sarkhozy, uma espécie de imediato, ou sub-sala, para depois beijar a mão de Merkel pendido seu aval.

 

Neste fim de semana correu mundo a manchete de que a Alemanha quer participar diretamente da gestão grega, ela “quer instalar um “comissário de orçamento” da União Europeia na Grécia, com poder de veto sobre decisões de gastos do governo grego. Aceitar isso seria uma condição para a Grécia receber um novo pacote de ajuda financeira de € 130 bilhões, diz reportagem do Financial Times.

Cópias do plano da Alemanha estariam circulando entre os ministérios das Finanças dos países da zona do euro; uma delas teria sido obtida pelo jornal. Em Atenas, um funcionário do Ministério das Finanças da Grécia disse não ter conhecimento da proposta; em Berlim, um porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha se recusou a fazer declarações. (Dow Jones, 28/01).

Para quem acompanha esta série, parece matéria velha. Percebo que a Alemanha hoje impõe o ritmo e os pesados planos de austeridades de forma similar ao que FMI/Clube de Paris, fazia na América Latina nos anos 80/90 com a crise das dívidas externas. As famosas missões que eram recebidas no Brasil pelos presidentes, ministros da economia, BC e legislativo. Chegavam aqui impunham seus planos, exatamente como agora a Troika faz nestes países, sob a rigorosa supervisão alemã.

 

 

0 thoughts on “Crise 2.0: Europa sob jugo alemão”

  1. “a Alemanha hoje impõe o ritmo e os pesados planos de austeridades de forma similar ao que FMI/Clube de Paris, fazia na América Latina nos anos 80/90 com a crise das dívidas externas. As famosas missões que eram recebidas no Brasil pelos presidentes, ministros da economia, BC e legislativo. Chegavam aqui impunham seus planos, exatamente como agora a Troika faz nestes países, sob a rigorosa supervisão alemã.”

    E viva Lulamor! Pallocci, Zé Dirceu, e todos aqueles que contribuíram para sairmos dessa roda morta.

  2. Com FHC, era “Sim,senhor”…mas,apesar de engasgar com alianças nada agradáveis,e com uma equipe forte e cabeça erguida, Lula pode começar a dizer um simples “Sim”(sem o senhor) e às vezes, um nãozinho. Bem,com todas tentativas de pôr por terra a difícil caminhada para sairmos daquela crise, Lula, finalmente, conseguiu dizer sempre “NÃO”
    Plagiando Carmem Regina: “viva Lula!Pallocci, Zé Dirceu…
    Viva a nossa presidente Dilma que, caladinha, vai continuando o trabalho iniciado.

  3. Não esquecendo do PIG, que fazia plantão dias a fio às portas das reuniões destes senhores da morte, bajulando-os o quanto podia. Nem quero me lembrar daquilo.

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