Crise 2.0: A Luta de Classes na Espanha

 

 

A Indignação de centenas de milhares na Plaza del Sol - Foto SERGIO PEREZ (REUTERS)

Nem bem deu tempo de mostrar o protesto nu na Espanha, no post Crise 2.0: A Espanha Nua, a revolta tomou conta das ruas nesta noite/madrugada de verão espanhol, mas de 100 mil pessoas ocupam a Plaza del Sol, em Madri, aqui na série sobre a  Crise 2.0, continuamos a produzir freneticamente matérias que possa ajudar a entender o que se passa na Europa, em particular na Espanha, a “bola da vez”. O componente novo e mais importante são os amplos protestos que agora se realiza em mais de 80 cidades, segundo o maior jornal local, o El País.

 

A imagem e a manchete de capa do El País, que circulará amanhã diz tudo: “A indignação contra cortes transborda pelas ruas da Espanha” . O Governo Rajoy passa a ser questionado amplamente, há claros sinais de perda de controle da situação, com a prioridade das forças de segurança de proteger o Parlamento e a sede do governo. Espalhou-se o caos pelo centro das principais cidades, como Madri, Barcelona, Alicante, Bilbao, Sevilha, Valência e em mais de 80 outras cidades, desde a hora que o partido governista, PP, passou o “rodo”, aprovando o “Tijeretazo”( Tesouraço), milhares de pessoas espontaneamente começaram a se reunir e protestar, as principais centrais de trabalhadores, movimentos autônomos se juntaram a população, voltando a ocupar a Plaza del Sol.

 

 

A repressão contra os manifestantes - Foto: LUIS SEVILLANO/El País

 

Segundo o El País “Depois de mais de uma semana de protestos, os funcionário públicos  mantiveram suas forças intactas. Também a sua indignação que permeava as ruas quinta-feira em Espanha. Os protestos espontâneos que surgiram esta semana depois que o governo anunciou um ajuste de 65 bilhões em dois anos chegou a um clímax na quinta-feira. As manifestações reuniram centenas de milhares de pessoas em cerca de 80 cidades em Espanha, poucas horas depois de o Congresso dos Deputados aprovou o recorte só  com os votos do PP. E não serão as últimas  manifestações  neste verão. “Hoje não é uma manifestação ou um ato final de tudo. Haverá mais em agosto “, disse o líder do CCOO Ignacio Fernandez Toxo, antes da convocação, em Madrid”.

 

Artistas como Javier Bardem nos protestos : FOTO: GORKA LEJARCEGI/El País


 

 

Os protestos se generalizam e a polícia reprime violentamente, com grande aparato policial, é o que resta ao Governo da Direita – a Repressão. Mas a revolta atinge setores  mais amplos, além de funcionalismo, desempregados, um manifesto de artistas ( “Cultura não é um  Luxo”) feito em dois dias já angariou mais de 3000 adesões, inclusive estrelas mundiais  como Javier Bardem, que participou de um ato público e disse:“Eles estão destruindo o futuro de uma geração”. A reação indignada à loucura da Direita espanhola, que quer impor seus planos de austeridades, tratando o país como mera colônia da Troika.

 

Continuaremos a acompanhar passo a passo os desdobramentos da Crise  e a Luta de Classes na Espanha.

 

 

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