Clube dos Amigos

 

Letícia, Bios, Edu e Lufeba

 

Acabei de chegar em casa depois de encontrar amigos queridos, numa agradável tarde de outono em São Paulo. O lugar era simbólico, em frente a Bolsa de Valores, ali na mesa planejamos tomar o poder, nem que fosse no sonho e utopia. Um grupo pequeno, de pessoas de origens e trajetórias diferentes, que o mundo virtual uniu, reuniu para celebrar a boa e velha amizade, de bater um papo descontraído, alegre.

 

Luís Felipe, nosso querido Lufeba, sai generosamente do Rio de Janeiro, de ônibus ou avião, vem a São Paulo para nos alegrar com sua amada presença, um coração imenso, daquele sorriso largo e sincero. Os cabelos brancos apenas denunciam a idade, jamais o espírito jovem e zombeteiro, os deliciosos causos, contados com ricos detalhes, nos enchem de vôos e sonhos. Um vida cheia de aventuras, lutas, reveladas de forma franca, encantadora, nos ensina a arte de ser felizes, de acreditar na vida, amor e esperança. Lufeba é um achado na vida de quem o conhece, suas palavras, carinho, incentivo, equilíbrio, sempre com um humor cortante e sofisticado.

 

O Bios, ou melhor Roberson, altura e doçura na fala mansa, sorriso aberto, coração imenso, jovem, mas com uma rica trajetória de vida, vencendo os mundos, as diferenças, com humor, inteligência aguçada, observações precisas e felizes sobre todos os temas. O “grandão” não é fácil, tem que ir fundo, argumentar muito, pois ele ouve bem, debate e decide sobre as coisas com convicção. Uma figura cativante, amiga, enriquecedora, ensina de forma simples e prática às suas ideias, seus sonhos, conta as coisas de sua vida com prazer e alegria, ilumina o ambiente com sua presença.

 

Eduardo Guimaraens, justdu, o jeito bonachão de gaúcho, lembra-nos de fatos e histórias do jornalismo militante, as disputas políticas, as lutas. Desfia uma coleção de histórias, o movimento ali, oralmente descrito, uma enciclopédia. Sorrir dos causos, debate, comenta, ensina, encanta os amigos. Enfrenta as adversidades da vida com galhardia, força e humor. Busca os amigos os contatos, sempre nos propõe ir além do virtual, tomar uma cerveja, um café, dialogar é seu tempo, sua luta, encontrar e sentir o calor humano.

 

Lelê e Eu nos sentimos ali privilegiados de tão gostoso papo, carinho. Os olhinhos dela brilhava, atentamente ouvindo as histórias, destes camaradas tão cheios de vida, amor. Ao entrar em casa, uma grande coincidência, tocando a música : Clube da Esquina 2, calhou perfeito com o que passamos hoje, emocionado, só pude escrever estas palavras, pequenas diante de tudo que me proporcionaram. Sentimentos de amizade renovado, promessas de novos encontros, compartilhar alegrias, tristezas e lutas, mas com a gostosa camaradagem.

 

Imagem de Amostra do You Tube

0 thoughts on “Clube dos Amigos”

  1. Caramba, que relato maravilhoso. E tudo graças à internet. Senti algo parecido ao conhecer a rapaziada de Vitória-ES, que conheci através do blog e que curte jazz de montão – alguns até tocam e se encontram semanalmente no Clube das Terças. Escrevi sobre os dias passados ali, em excelente companhia e seu texto deixa-nos uma certeza: como é preciosa a amizade! A amizade verdadeira é como os sonhos, não envelhece nunca!
    O meu texto tá aqui: http://ericocordeiro.blogspot.com.br/search/label/Fotos%20de%20Vit%C3%B3ria

  2. Querido Arnóbio, meu amigo, meu irmão. Sair do Rio para passar uma tarde com amigos como vocês é um dos grandes prazeres que tenho. Nos últimos anos venho conhecendo pessoas maravilhosas através do “tuinto”, e sempre que posso procuro encontrá-las pessoalmente. E esse nosso Clube da Esquina já está virando uma tradição, né? Um grupo de pessoas que foram se encontrando, já somos muitos e sempre com uma alegria renovada ao nos vermos. Sei que você escreveu este texto tão emocionado como estou eu agora ao lê-lo. Como disse o Roberson, um VIVA PARA TODOS NÓS! Grande beijo para você e sua querida família (PS: Lelê tá lindona mesmo!)

  3. Que beleza, que beleza, que descrição maravilhosa desses personagens! Amo a todos (mais ainda), mesmo os que (ainda) não conheço! Que bom ver a lelê ligada nos queridos amigos do papai! Isso ajuda a forjar o caráter!

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