Revisitar Fortaleza e aos bons Companheiros.


Queridos companheiros de vida e luta.

Estive em dois encontros políticos e fraternos em Fortaleza, convidado pela camarada Ecila Menezes e pelo camarada Newton Albuquerque, pude reencontrar velho companheiros dos anos 80, como João Alfredo, Angela e Inocêncio Uchoa, Mário Mamede, Assis Filho, Leila Carvalho, e novos companheiros (nosso futuro), como Renato Roseno e Larissa Gaspar, noites tão repletas de signos, significados e simbolismos, uma sensação de que não vergamos politicamente, nem na solidariedade humana.

Minha vinda “fora de época” a Fortaleza se deve ao acompanhamento da saúde de minha mãe, as preocupações com a idade, o outono da vida, mas também um reencontro com as questões de vida pessoal, afetiva, como também coincidir de rever tantos companheiros queridos. Conviver com as angústias de minha mãe, o alerta de nosso tempo, nossa idade e responsabilidades aos nossos idosos, aqueles que nos deram vida e formação humana, retidão e nos ensinaram a resistir às facilidades e atalhos da vida.

Paralelo, consegui depois de anos, pude encontrar os velhos e novos companheiros, o que é um prazer enorme, é como abrir um portal aos anos de 1980, voltar no tempo, mas não como melancolia, amargura ou como aprisionado ao um passado idílico, que não existiu, mas que às vezes tentamos idealizar, cada fase de nossas vidas, são datadas e nos preparam para outras, o importante é mudarmos sempre, sem perder a essência e os sonhos de transformar a sociedade.

Por outra mão, é importante ressignificar essas fases de vida, a da juventude, tão fundamental de nossas vidas, cheia de eventos, lutas, greves, enfrentamentos, sectarismos. Esses encontros, e as nossas conversas ajudam a ter várias visões sobre a mesma cena e isso é tão rico, não guardamos rancor, mágoas, mas exercer a generosidade comunista.

É claro que (ainda) não fizemos a revolução, mas de alguma forma, cada uma e cada um, fez da sua vida um exercício de amor à vida e ao nosso povo, tivemos a oportunidade de viver nossas revoluções pessoais, com muita ternura e poesia da nossa Alice no espelho, ou das águas da vida e das ricas histórias de nosso Assis Filhos, que teve o nome do santo da bondade.

Encontros assim, nos dizem que mesmo com os percalços e tragédias da vida não nos fizeram amargos, ao contrário, nos transformaram em algo melhor.

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