1937: O PT Ressurge e Volta ao Protagonismo com Lula, vencerão o Obscurantismo?


O PT Cresceu com a Liderança de Lula nas pesquisas.

“Tudo que nos parecia sólido sumiu ao vento como nossos anelos”
(Macbeth – William Shakespeare)

O PT voltou a crescer, tanto em número de novos filiados como na preferência dos brasileiros. apenas neste ano, legenda recebeu importantes reforços aos seus quadros, nomes como os de Jean Wyllys (ex-deputado do PSOL), do senador Fabiano Contarato (ex-Rede) e do líder Douglas Belchior (ex-PSOL/SP), que estão entre 43 mil novos filiados em 2021, totalizando mais de 1,5 milhões de membros.

O PT cresceu historicamente nas lutas políticas, sindicais e democráticas, e se firmou como o maior partido da história do Brasil, sendo a principal força política desde a redemocratização. Foi o polo de atração dos principais movimentos sociais e políticos, com lideranças reconhecidas nacionalmente, que são alternativas aos políticos tradicionais.

O PT se construiu na dinâmica política de um país que saía de uma ditadura e cresceu vertiginosamente no enfrentamento da luta de classes, o partido identificado com a classe trabalhadora. Havia e há muitos PT, no mesmo PT, sem se submeter à lógica das demais correntes, na esquerda em especial, muitas vezes revela a incapacidade política delas de o suplantar, então, melhor tentar aprisionar o PT aos seus limites.

É importante lembrar que o PT e sua linha política venceram quatro eleições presidenciais, foi ao segundo turno, em outras duas eleições, mesmo num momento terrível, com Lula preso, teve 45% dos votos. Antes tinha enfrentado um segundo em 1989 e chegou em segundo lugar em 1994 e em 1998.

O PT foi governo por 13 anos com grandes acertos, tirando milhões da miséria, ampliando espaços públicos para os excluídos, com economia crescendo e com baixo desemprego, políticas de renda e trabalho, reconhecimento internacional e de um Brasil que pensava grande. Mesmo o desgaste de ser governo e ser vítima de uma campanha sórdida como nunca antes vista, o PT, não só não foi destruído, como parece renascer mais forte.

Claro que houve erros, burocratização, afastamento das bases, o PT virou uma máquina eleitoral, mas foi incapaz de criar uma comunicação efetiva com a população sobre o significado dos seus governos. A enorme submissão à institucionalidade carcomida, excesso de republicanismo e ilusões em instituições nada democráticas e/ou republicanas, Os acordos com velhas raposas e forças políticas por uma governabilidade sem povo. Estas figuras e forças, trabalharam pelo golpe e derrubada do PT.

O PT ainda não se ajustou completamente às grandes mutações Política, Jurídica e Ideológica após queda do Muro de Berlim, que deu mãos livres ao Capital para disseminar o Neoliberalismo em escala global. E depois da queda do muro de Wall street, com a Crise 2.0, em 2005-2008, trouxe ao mundo o Ultraliberalismo, pois, sem uma alternativa à esquerda, o Kapital, se recompôs e se revestiu de uma força implacável contra os trabalhadores e as classes médias urbanas.

Essas grandes viradas, com as mãos livres do Kapital, com poucas resistências, o PT navegou nessas águas turvas, quase como numa bolha, mas sem se deixar contaminar pelo neoliberalismo, mas guiado pelo pragmatismo (necessário), fez governos de contradição às ondas neoliberais, mas caiu diante do ultraliberalismo.

A criminalização da Política e os ataques à Democracia, viraram o eixo da ideologia dominante, expressa na mídia, nos indignados seletivos (de esquerda?), nos “novos” políticos que se dizem “não-políticos”. A força do judiciário é a marca principal dessa virada, o Kapital, para se recompor, exigiu a concentração de força e poder, não mais na política, mas na burocracia permanente, o judiciário como expressão maior.

O Novo Estado, o Estado Gotham City, que surgiu, emergiu, dos escombros da Crise 2.0, é de mais controle e violência, dominado pelo medo. Nos países europeus e nos EUA foi pela imposição da doutrina da “Segurança”, pacientemente cultivada por décadas, essa tese assumiu o centro das preocupações da máquina burocrática. Do nosso lado, a questão é reduzida à Corrupção, o medo é trabalhado em torno dela, assim como a exigência de força acima das leis, para combatê-la.

Assim, a narrativa, se virou contra o PT, o destampar desse processo de luta aberta, teve o ensaio com o “mensalão”, ganhou mentes e ruas com as tais jornadas de junho de 2013. Uma engenhosa máquina de destruição montada na época, levou 3 anos para derrotar o PT, com o GOLPE do impeachment, insuflado pela Lava Jato, que prendeu Lula e levou Bolsonaro ao governo central.

Claro que não destruiu o PT, nem a esquerda, mas o fez recuar, o retrocesso foi amplo nas lutas e nas conquistas sociais, as políticas de Temer-Bolsonaro não encontraram a defesa, pois o maior partido do povo brasileiro estava sob ataque, seu maior líder preso e precisava reagir, isso exigiu tempo, paciência e vontade política.

A recuperação da imagem do PT pode ser constatada nos números da pesquisa feita pelo Datafolha entre os dias 13 e 16 de dezembro mostra que o PT chegou a 28% da preferência do eleitorado, um recorde histórico. Desde março de 2013, quando bateu 29% de adesão do eleitorado ainda no primeiro governo Dilma Rousseff (PT), o partido não conquistava um percentual tão alto.

É um crescimento constante, apenas entre setembro e novembro o PT cresceu de 5 pontos percentuais na preferência pelo partido, claro que isso é um reflexo da subida nas pesquisas do ex-presidente Lula. O mesmo Datafolha aponta que Lula venceria em primeiro turno se as eleições de 2022 fossem hoje, um grande alento ao PT, aliás, desde 2001, a legenda é líder isolada na pesquisa de preferência do eleitorado. Os demais partidos, somados, possuem 7% da preferência do eleitor, são eles: MDB (2%), PSDB (2%), PL (1%), PSOL (1%) e PDT (1%).

A luta pela volta ao governo central nas eleições presidenciais em 2022, será dura, Lula é a esperança, os riscos dos embates e dos ataques, os mais baixos possíveis, serão usados contra o PT, não devem assustar ou intimidar a militância, é hora de reunir as forças políticas na esquerda e nos polos que defendem a Política e a Democracia.

Que venha 2022, com Lula e o PT de volta!

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