Papa Francisco no Iraque


Encontro histórico Papa Francisco principal clérigo xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali al-Sistani, em Najaf, no Iraque.

As grandes músicas descobertas nessa pandemia é o que tem me mantido com alguma sanidade, como também as grandes imagens que me comovem, como a do Papa Francisco.

Antes de mais nada, quero dizer como admiro o Papa Francisco, talvez a maior figura humana desse curto século, que ameaça acabar em 20 anos. Fui azedamente crítico quando o Cardeal Bergoglio, argentino, foi eleito papa, as circunstância de sua liderança da igreja argentina, algumas situações bem pouco claras, fazia parte de uma análise apressada, sobre esse cidadão impar.

O Papa Francisco é um dos responsáveis para que ainda haja esperança no mundo, e isso não tem nada a ver com religião ou crendice, mas a postura firme e afável; carismático, simples e sincero, transmite verdade e confiança naquilo que se propõe.

Mexe numa estrutura de quase dois mil anos, acostumada a sobreviver todos os abalos desses milênios, só um homem tão grande para propor mudar dogmas.

As ações decisivas dele, que vão muito além de discurso, tornaram o Papa Francisco uma referência para a humanidade, hoje sua foto sentado lado a lado com o principal clérigo xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali al-Sistani, em Najaf, no Iraque, em plena pandemia é para refletirmos o que significa historicamente um papado como esse do Cardeal Bergoglio.

Confesso uma certa melancolia por saber dos limites da idade dele.

Essa imagem me tocou profundamente, pensei que é primeiro homem que vai ao Iraque em 20 anos para não matar ninguém e nem para roubar alguma riqueza de lá, ao contrário foi para doar, se mostrar às pessoas e famílias que foram massacradas numa invasão estúpida, prometendo “democracia”, levaram morte, destruição e divisão de uma nação milenar, um dos berços da humanidade, sede primeira que deu origem as três grandes religiões ocidentais.

Obrigado, Papa Francisco, no meu ateísmo, o senhor tem uma imagem sagrada, neste mundo profano, lhe tenho no maior respeito, um sentimento de irmandade e carinho.

O Senhor é um norte nos meus trabalhos em Direitos Humanos, sabendo, claro das contradições e o peso de sua igreja milenar, entretanto se percebe o quanto o Senhor conseguiu fazer, especialmente, como exemplo.

A mensagem dessa visita do Papa Francisco ao Iraque, um país devastado, nos enche de esperança e responsabilidade de que devemos lutar pelos Direito Humanos, com mais afinco e coragem, se ele foi ao caos, o que nos impede de ir?

Vida longa ao Papa Francisco.

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