Viagens Oníricas


Viagens Oníricas em fotografias (foto: Alison Scarpulla)

Viagens Oníricas em fotografias (foto: Alison Scarpulla)

“From morning to night I stayed out of sight
Didn’t recognise I’d become
No more than alive I’d barely survive
In a word, overrun (Wearing the inside out” – Pink Floyd)

Sou a soma de todos os meus medos, a multiplicação de todas as contradições que há em mim, mas que nenhum vetor me define, nada é mais forte e determina a direção final. Os sonhos que me habitam já não dizem o que virei a ser, pois não se transformam em vida e força real. Mas não ficarei “nadando num aquário, ano após ano”, assim é, por assim, ser.

O selvagem, há muito dominado pela tosca razão, sempre ameaça se soltar e correr livre pelos corredores da vida, sem se preocupar com as conveniências sociais, políticas ou filosóficas. “As vidas são nossas, nós vivemos do nosso jeito… E nada mais importa”. Afinal, do que somos feitos? De que material surgimos, como fugir do que realmente somos?

Por tanto tempo lutando e sabemos que “já passamos por isto há muito, muito tempo simplesmente tentando matar a dor”. O que não mata, cura, mas se não cura, é porque não matou ainda ou, por outra, não sobreveio a cura. A dor modifica os sentimentos, bons ou ruins, nivela os conceitos, por baixo, raramente sobra uma luz, no caos, que nos consume.

Sim, não resta qualquer dúvida de que a “escuridão, minha velha amiga”, deu as caras, pois “deixou sementes enquanto eu dormia”. Acordar, acordar, por um novo despertar e pensar como romper com tantos vícios e receios, de uma mente em parafuso. Que recusa qualquer opressão, porém ficou presa em circunstâncias tão complexas, quase derrotada por aquelas.

Muitas vezes aquela incrível sensação de que “você corre e corre atrás do sol, mas ele está se pondo. Dando a volta, até surgir novamente atrás de você”. É o mesmo sol, é a mesma vida, mas o tempo passou, sem que se desse conta, mergulhado nos problemas, reais ou imaginários, com decisões e cenários, que nunca se realizaram, mas que funcionam como ancora a lhe acorrentar no rochedo.

Todas as músicas e letras, poesias e prosas vão explicando quem somos e do que somos feitos: Sonhos e viagens.

David Gilmour – “Wearing the Inside Out” feat Richard Wright on vocals

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=a3yERaVA3Cc[/youtube]

Pink Floyd – Wish You Were Here (Legendado) (Into the Wild)

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=2W25veMClcU[/youtube]

Metallica – Nothing else Matters

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Tj75Arhq5ho[/youtube]

Guns N’ Roses – November Rain

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=8SbUC-UaAxE[/youtube]

Disturbed – The Sound Of Silence

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=u9Dg-g7t2l4[/youtube]

Pink Floyd – Time

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=F_VjVqe3KJ0[/youtube]

 

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Share this on WhatsAppAviso logo que não sei nada de francês, mas esta palavra, Rêverie, é tão linda, que fui pesquisar o seu significado, aí fiquei mais apaixonado por ela, incrível

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