A Dor de ser Segunda-feira

A dor da segunda ( Imagem do Google)
A inexplicável dor da segunda-feira ( Imagem do Google)

O doloroso recomeçar de cada semana, não adianta pensar diferente, nossa escravidão e miséria se tornam insuportável a cada segunda-feira. Madruguei, como todos os dias, correndo para preparar as meninas, café e apressar para levá-las à escola. Os pequenos conflitos do acordar espremidos pelo relógio. As horas, no caso os minutos pressionam que resolvamos logo qualquer pendenga, não dando oportunidade de qualquer diálogo mais profundo. Correr e correr.

Por mais racional que tentemos ser, de pouco adianta, a segunda-feira  nos devora, nos torna lentos, cansados e tristes. Até tento me animar, pensar que a segunda é o dia mais longe da próxima segunda, mas não tem jeito, nada funciona direito, é olhar o relógio e ir vivendo os minutos e segundo, na trágica tormenta do dia de voltar ao começo, na mãe de todas as preguiças.

As linhas não se preenchem na tela do computador, por mais que você tecle, até ela está travada, nada sairá que preste, é o duro teste do dia. Nestas horas tenho um sonho: viver neste tal “Capitalismo Cognitivo” em que se superou a exploração. Senão, pelo menos tomar o mesmo pirlim pimpim que estes caras bebem. Quem sabe a segunda-feira nem exista mais e vivamos a doce ilusão de não ter ilusão alguma.

Sem ter nenhum jeito a dar, sigamos em frente, luzes e iluminação para todos nós, neste dia de sol em São Paulo.

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