#SyriaWar: O "recuo" de Obama

Obama e Joe Biden, o anúncio sobre a Síria (Foto: AP/Charles Dharapak)
Obama e Joe Biden, o anúncio sobre a Síria (Foto: AP/Charles Dharapak)

Agora a pouco Obama chamou a mídia mundial ao seu quintal para anunciar um traque. Os jornalistas e seus patrões estavam ávidos por um anúncio de uma guerra, dada como certa, Obama os decepcionou. Bem, mas não foi isto que anunciaram ao mundo, rapidamente olhando as manchetes das páginas dos jornais brasileiros:

Uol -“Obama decide atacar a Síria, mas que aval do Congresso”

G1 – “Obama está decidido a atacar a Síria, mas quer aval do Congresso”

Estadão – “EUA estão prontos para atacar a Síria, mas quer aval do Congresso”

Vamos com calma. Anúncio de Obama de que vai intervir na Síria, na verdade é um recuo. Dentro dos EUA, a guerra é reprovada por 53% da população, mais ainda, 80%  da população, exige que só se faça a guerra se o congresso apoiar, na mesma pesquisa. A situação de Obama no congresso é desfavorável, dificilmente aprovará uma guerra, ele teria que ter prova sólida do uso de gás, pelo governo sírio, contra a população.

 A inexistência das tais armas de destruição em massas de Saddam permanece viva na memória das pessoas, governo Obama é débil e busca uma guerra para se cacifar. Os Republicanos não darão esta chance a ele, principalmente se a população é contra.  Então vamos com calma, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O anúncio solene de Obama foi demarcar posição, antes ele queria intervir sem ouvir ninguém. Lembremos que o parlamento britânico reprovou a intervenção, na França a população é contra qualquer intervenção.

Obama e Hollande estão isolados nos seus desejos. Estes anúncios pomposos não passa de uma tentativa de saída honrosa de Obama, um governo que mesmo reeleito a menos de um ano está acabado politicamente. O escândalo da espionagem interna e externa denunciado pelo ex-agente da CIA Edward Snowden jogou para as cordas o débil governo. Agora, uma guerra, daria um ânimo, mas nem para isto parece que Obama conseguirá energia. Vai ser o “pato manco” mais precoce da história?

Nem sempre o que parece, é. Jamais se crava que os EUA não atacarão, mas tudo indica que o anúncio foi apenas um jogo de cena, pior, nem as cartas, Obama, tem mais nas mãos.

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