O que você fazia dia 11 de Setembro de 2001?

 

 

 

 

Esta semana tentarei escrever alguns artigos relacionados ao 11 de Setembro  e para começar direi o estava a fazer naquele fatídico dia, para estimular a memória sobre outros fatos relacionados ao dia.

11 de setembro – Vôo Tam CGH-POA

 

Dia 11 de Setembro por volta das 10 horas da manhã estava dentro de um avião no aeroporto de Congonhas e viajaria para Porto Alegre, escala em Curitiba. Desde Novembro de 2000 toda semana ou viajava para Salvador, Costa do Sauípe ou viajava a Porto Alegre, Nesta semana específica, fui na segunda  dia 10 para Salvador e voltei à noite, pois na terça teria um compromisso urgente em Porto Alegre.

Dormi em casa em São Paulo na segunda e na terça pela manhã fui ao aeroporto de Congonhas, vôo sairia às 10, uma escala rápida em Curitiba e 12 estaria chegando em Porto Alegre. Comprei o jornal lance e entrei no avião, como estava vazio sentei logo nas primeiras cadeiras. Na fileira ao lado, dois senhores começaram a falar que um pequeno avião batera num prédio, e contavam detalhes, de explosão, nem dei muita bola, pois achava tratar-se do filme “Passageiro 57” que passara na tarde da segunda.

Durante o vôo até Curitiba os dois continuaram falando aí resolvi perguntar se era sobre o filme da tarde anterior, para minha surpresa eles falaram que não se tratava de um filme, mas de um acidente em Nova York, mas só conseguiram ver que era um acidente com um avião de pequeno porte que saíra do aeroporto JF Kennedy e batera no World Trade Center. Que havia um pequeno incêndio. Falamos um pouco do medo que dar voar e estes incidentes, aquele vôo era 51º do ano de 2001, estava cansado de subir e descer, toda segunda e sexta e eventualmente também durante a semana.

 

A busca por informações

 

Ao chegarmos a Curitiba peguei meu celular e acessei via WAP(alguém lembra velocidade 14Kbits/s) e vi uma minúscula imagem, inesquecível, o segundo Boeing batendo na torre do World Trade Center. Gelei na hora, pensei: “um ataque aéreo contra EUA, vai ter guerra”. A matéria era pequena e sem esclarecer muito. Falei aos dois caras, não foi um pequeno avião, foi um Boeing e mais outro acabou de bater na segunda torre. Os prédios estavam em chamas, pânico nos EUA, nenhum vôo pode decolar e ninguém pode posar.

Ficamos apreensivos, mas seguimos rumo a Porto Alegre, tensos demais, sem saber o que se passava que acontecia no mundo. Trocamos mais algumas palavras e esperamos o vôo chegar ao destino. Rapidamente pego me mochila e vou pegar o carro alugado, nem passei no hotel, rumei diretamente para central telefônica, sem almoço, liguei em casa e minha filha estava bem.

Cheguei no andar já com o computador ligado, numa pequena gambiarra peguei o cabo de Lan da Switch do roteador e liguei no notebook, toda velocidade possível (64 kbit/s) aquilo era um “avião” diante da velocidade discada. O site do Uol abriu com certa lentidão, o que não era normal, mas aí vi tudo o que estava ocorrendo: “Ataque Terrorista – Torres Gêmeas no chão” . Nova York está um caos, sem comunicação, uma dezena de aviões sem sinal no radar, depois confirmado tratar-se de 5 aeronaves sumidas.

 

Presidente Bush foi retirado de uma escola infantil para lugar ignorado, todo sistema aéreo americano sob alerta vermelho, os aeroportos fechados. Passei o dia ligado no que acontecia, as notícias nos diversos sites não esclareciam nada, a sensação de que o mundo ia começar uma nova guerra, as imagens das pessoas nas ruas de Nova York a pé, tentando ir para casa, os bombeiros no WTC, uma loucura nunca vista no coração do império, e a pergunta: Quem comandou os atos de terror?

Minha atividade era uma modificação de software a meia noite, só saí para comer um lanche umas 22, terminei a modificação e fui ao hotel 1 hora da manhã e fiquei ainda até as 4 acordado vendo CNN, BBC e  esperando ler os jornais para tentar entender o que se passava. Este foi meu 11 de Setembro, como foi o teu?

 

0 thoughts on “O que você fazia dia 11 de Setembro de 2001?”

  1. Puts, neste dia morava em Salto de Pirapora, com linha discada para acesso a internet apenas para pegar extratos bancarios, era uma fortuna ficar conectado, minha esposa, Elaine, em casa sozinha, ligou aflita e informou do primeiro avisão, durante este telefonema vendo a Tv ela viu ao vivo o segundo ataque e ficou en choque, foi horrivel eu sem poder sair da pedreira, no CPD e ela sozinha chorando. ficamos com a internet conectada e tentando entender. Foi assim comigo. e vc. conta aqui.

  2. Estava no Doutorado, na UFRJ, um amigo me mandou um “msn” com o link para “O Globo”. Corri pro telefone pra ligar pra Recife. Minha mãe já estava querendo que eu voltasse pra casa. A UFRJ é perto do Galeão, né? hehehe.

  3. Nem consigo me imaginar em trânsito, longe da TV… Acordei, liguei como sempre na Grobostanews (não, naquele tempo eles ainda eram Globonews, um canal novinho cheio de gente novinha empenhada em jornalismo!) e fiquei olhando aquela imagem com olhos de não entender… isso é filme, essa torre cheia de fumaça? Acordei meu filho, ficamos os dois sentados na beira da cama, veio aquele inacreditavel segundo avião pra cima da segunda torre, mãos na cabeça… depois as duas desmoronaram, caraaaaaaaaleo, não é possível, isso não pode estar acontecendo, vai ter guerra…

    E tome guerra!

  4. Roberson Miguel :
    Puts, neste dia morava em Salto de Pirapora, com linha discada para acesso a internet apenas para pegar extratos bancarios, era uma fortuna ficar conectado, minha esposa, Elaine, em casa sozinha, ligou aflita e informou do primeiro avião, durante este telefonema vendo Tv, ela viu ao vivo o segundo ataque e ficou em choque, foi horrivel eu sem poder sair da pedreira, no CPD e ela sozinha chorando. Ficamos com a internet conectada e tentando entender. Foi assim comigo. e vc. conta aqui.

  5. Eu trabalhava no ABN Amro Bank e paramos para ver nossos amigos de empresa no WTC, todas as agências pararam em frente à TV – em choque – recebendo informações tristes que chegavam via intranet…
    A gente podia não se conhecer pessoalmente, mas o simples fato de trabalhar na mesma empresa nos causou comoção, era como se fosse um pouquinho de nós ali…
    Aquele dia não prestou, só ficávamos com os olhos na tela para novas notícias que chegavam da matriz, e nenhuma era boa…

  6. Na época morava em São Paulo, trabalhava no Diário Popular, que depois virou Diário de S. Paulo. Na noite anterior (dia 10 de setembro) havia sido assassinado o prefeito da minha cidade, de Campinas, o Toninho do PT. O funeral seria na tarde da terça-feira, no dia seguinte, para o qual eu iria. Acordei cedo e fui até a redação, que não era muito longe de casa. Quando cheguei lá o primeiro avião já havia atingido uma das torres do World Trade Center. Vi ao vivo pela CNN o segundo avião se chocar contra o WTC. Como ainda não sabíamos que se tratava de um atentado terrorista ficávamos nos questionando como era possível que dois aviões se chocassem contra as torres, até recebermos as informações dos demais aviões sequestrados. Acabei não indo para Campinas, para o enterro do prefeito. Se quem não é jornalista não conseguia desgrudar da TV naquele dia imagina nós naquela redação.

  7. Eu estava trabalhando e recebi uma ligação de minha irmã falando que um avião havia batido no WTC. Meu chefe, sempre cético, falou que deveria ser um avião de pequeno porte e que não haveria maiores consequências. Um dos técnicos foi em casa – morava próximo – e trouxe uma TV. Quando ligamos vimos um avião batendo no WTC. Alguém falou que era a repetição do “acidente”, mas eu vi a fumaça da outra torre e falei que era outra aeronave que estavam filmando. Já assisti muito documentários sobre o 9/11 e continuo adepto da hipótese de ataque combinado de origem externa e interna.

  8. Menino, era a 1ª vez q tava em sampa, tinho vindo pra tocar e tal, tava meio zureta, pq tinham uns lances pra resolver e eu ficava pra cima e pra baixo, do muquifo q tava dormindo pra casa de um amigo q tinha internet. Saí da casa desse cara e tava td na santa paz, qd cheuguei no muquifo já tinha rolado td e a tv não parava de repetir aquelas cenas cinemetográficas.

    Tudo culpa da postura dos EUA e do Bushinho.

    Até hoje, lembrar de uma coisa dessas, do momento exato que vc viu aquilo me impressiona muito…!

    bjo,
    maneco

  9. Da janela de casa, descrevi o que via para a Rádio Bandeirantes, TV BAND, Bandnews TV. Meus relatos também foram transcritos pelo IG. Era correspondente do Grupo Bandeirantes em Washington.

    Já estava ao vivo na rádio descrevendo o que via pela TV quando senti o vidro da minha casa tremer. Olhei incrédulo para minha mulher, Sandra, ao meu lado. Eu estava na Band e ela falava na TV Gazeta.

    Corri para a outra janela e vi o Pentágono envolto numa nuvem negra, bem na minha frente. Dei a notícia antes das imagens serem mostradas para o resto do mundo.

    No meio da tarde, consegui ir a pé até mais perto do Pentágono – que ficava a 5 quadras de onde morava. Mas eram poucas as informações e muito difícil de falar no celular.

    Mas fiquei ali o tempo suficiente para sentir o cheiro característico da queda de um avião – difícil de descrever, inclusive.

    Fiquei no ar mais de 12 horas seguidas, a maior parte do tempo olhando da janela.

    Anotei o quanto pude, de informações, sensações, sentimentos. Está tudo guardado, junto da minha mobília, no Brasil. Um dia, quem sabe, mexo nisso de novo.

  10. Afirmo que lembro bem e com clareza sobre o que eu fazia naquele dia bem como lembro o que faziam algumas pessoas que estavam proximas a mim. Mas isso não importa muio. O que me incomoda é que não me lembro com a mesma clareza do dia dos batizados dos meus filhos, ou nome do padre que celebrou meu casamento, e nao me lembro todos que estavam comigo no reveillon passado. Alguma coisa está errada com a seletividade da minha memoria e eu desconfio com a memoria da maioria das pessoas. Nada de errado em selecionar, mas por que selecionar algumas coisas e outras não?

    Não estou fazendo discurso anti-imperialista não, acho que essa ocorrencia la no EEUU é muito marcante e ainda há muito pra se lembrar dela. Mas e tantas outras coisas que são tão ou mais importantes? Cade elas?

    grandes abraços

    @jotagebece

  11. Em 11/09/01 eu morava em São Paulo e tinha agendado a instalação do terrível Speedy da Telefônica em casa. Como a empresa que fazia as instalações era localizada a 50m do meu prédio, sabia que eles viriam logo cedo, e o técnico chegou às 9:15 da manhã. Avisei que ia chegar mais tarde no escritório, e esperei o rapaz fazer o serviço. Era umas 9:40 quando ele pegou o notebook dele pra testar a conexão e abriu a página do UOL. Vi a foto de uma das Torres em chamas, destacando que um avião havia colidido com ela. De cara, vi que não era algo normal e imediatamente liguei a TV, zapeando entre canais nacionais e internacionais, e todos tinham imagens ao vivo. No momento em que estava vendo a Globo, o Carlos Nascimento ainda estava lá tentando narrar a tragédia e assim que o segundo avião atingiu a outra Torre ele – equivocado, coitado – disse que era o replay do primeiro choque. Não só eu, mas todo mundo viu que uma das Torres já estava pegando fogo quando o segundo avião bateu na outra, e demorou alguns constrangidos segundos pra alguém avisar o Nascimento de que as imagens estavam ao vivo e se tratava de um outro fato independente, mas obviamente ligado ao primeiro. Depois disso, o Speedy já estava conectado e eu avisei o escritório do que estava acontecendo e que eu não ia trabalhar naquele dia. Avisei todos os amigos para ligarem a TV dizendo que o mundo tava acabando. De certa forma, o mundo que conhecíamos acabou naquele dia mesmo.

  12. Eu era assessor parlamentar. Uma amiga, ligou perguntando se sabíamos que tinham jogado uma bomba no maior prédio de NY. Pensei que fosse piadinha, e fui pra internet pra “desmentir” o boato, mas tava tudo congestionado. Reuters e Yahoo davam algumas vagas notícias. Lembro de ter lido o depoimento desesperado de Gerald Thomas.
    Quando fui almoçar vi as imagens na TV do restaurante. Encontrei um amigo, Marcelo Mario de Melo, militante de velhos tempos, e comentei com a concordância dele: “Isso vai em Merda”…

  13. Eu tava na fila do bifê do bar da faculdade de Arquitetura. Lembro de ter ficado parada na fila, como o resto do povo, olhando sem acreditar pra tv.

    Parecia sim ser um filme. Era o exato momento entre a primeira e segunda colisão e eu fiquei muito impressionada com a coisa toda ter sido planejada com esse detalhamento sinistro.
    Ficava claro que não era um acidente, e que as consequências seriam graves.

  14. Eu estava em aula, num curso de especialização, mas voltei pra casa e passei o dia inteiro em frente à TV, vendo o desespero do mundo e a comemoração de alguns. Eu estava grávida do meu primeiro filho e com poucas esperanças de que o ser humano fosse evoluir. Foi um dia de muita reflexão.

  15. Soube do ataque me deslocando no trânsito em Teresina. As rádios só falavam desse assunto. Acho que senti medo de uma guerra global. Um mês depois eu me casei. E estou assum até hoje. Que ataque!

  16. Estava no trabalho, na Bunge RJ. Quando li no Globo.com pensei “parece coisa planejada. Bem na torre?” E era. Ligamos uma TV velhinha, cada um num site de notícias e ninguém trabalhou muito aquele dia. Quem conseguia não acompanhar? Os comentários iam de ridículos a engraçados, trágicos e deprimentes. Trabalhei p… nenhuma esse dia.

  17. Eu estava em casa lendo o jornal (naquela época eu ainda lia jornais, afff) e fazendo hora para ir ao dentista qdo. um amigo ligou e disse pra eu ligar a TV, pois, um avião tinha batido no World Trade Center. Ora, como sou piloto, mesmo antes de ver a cena já estava imaginando o que poderia ter acontecido, ainda mais que conheço aquela área muito bem, pois, inúmeras vezes pousei em JFK, NWK e até nos pequenos aeroportos de New Jersey. Contudo, qdo. liguei a televisão e vi o que estava acontecendo, logo deduzi que se tratava de uma espécie de ataque Kamikaze, embora, naquele momento não vislumbrasse a real dimensão do que estava acontecendo.Somente qdo. vi, ao vivo e a cores, o segundo avião se chocando contra a torre é que não tive mais nenhuma dúvida de que o império estava sendo atacado. A imagem de um avião comercial curvando em direção ao alvo, a 2ª Torre, não podia deixar dúvidas de que Hobbes estava certo qdo. afirmou, que: mesmo os mais fortes são vulneráveis qdo. dormem (tradução livre).

  18. Olá
    Em 11/2001 eu estava em reunião na Câmara de vereadores de Pelotas, saí da sala da bancada e o atentado passava n TV d recepção da Câmara, via-se que a grande maioria aplaudia o acontecido, de forma mais aberta ou comedida, parece que todos se sentiam de alma lavada, a exploração americana que atinge o Afeganistão, Iraque e também Brasil, tinha sido golpeada, bem no mesmo dia, 11/09, ainda que do ano de 1973, em que os Estados Unidos da América deram a ordem para bombardear o Palácio Lamoneda, assassinando o presidente Chileno Salvador Allende.
    Abraço,
    Lucio

  19. Acompanhava minha esposa a uma consulta médica, na cidade de Tijucas SC.
    Quando lá chegamos estava passando imagens da primeira torre na Globonews. Até aquele momento julgava ter sido um acidente.
    Quando apareceu o segundo avião, percebi na hora que era algo diferente e falei alto, vai bater também.
    O médico, que já estava atendendo minha esposa, saiu do consultório e postado ao meu lado disse: É um ataque terrorista. Olhei surpreso para ele e ele emendou: Os americanos estão colhendo um pouco do que plantam mundo afora.Concordei com ele vendo as imagens das duas torres semi destruídas.
    Claro que nem eu e nem ele poderíamos prever o tamanho de perdas de vida que o episódio resultaria.
    Levei minha esposa em casa e corri ao Banco, onde trabalhava, a tempo de ainda acompanhar as torres desmoronando e o caos que ficou na cidade.
    Foi um dia todo diferente, com muitas pessoas apavoradas buscando informações. Alguns temiam até que pudesse haver confisco de seus depósitos (herança de Collor). Outras de que o Brasil poderia se envolver em uma guerra (

  20. Eu estava entrando para uma reunião da executiva estadual do PT de Goiás, não tínhamos televisão na sala e ninguém sabia nada, uns pensavam que Nova York estava sendo invadida, rsrsrsrrsrs.
    Só acompanhei as notícias mais tarde quando cheguei em casa.
    Inesquecível!

  21. Eu ainda chorava a morte do prefeito de Campinas, Toninho, assassinado no dia 10… E como alguém aí em cima falou, lamentei que o alvo não fosse a Casa Branca…

  22. Eu estava dormindo, provavelmente em greve, já que se tratava de um dia de semana. Meu marido havia levado nosso mais velho à casa de um amigo para um trabalho escolar em grupo. O caçula, com 8 anos na época, que estava na sala assistindo desenhos na TV, veio ao meu quarto, dizendo que um avião havia batido “num prédio”. Não dei bola, pensando que ele estava se referindo a um desenho animado. Mas, logo depois, ele disse: “Mamãe, vem ver, outro avião bateu no prédio”. Daí eu achei melhor me levantar e ver o que estava acontecendo. O resto da história, todos sabem…

  23. 11.09.2011 – Estava chegando ao condominio empresarial da Tigre para visitar uma empresa japonesa que estava se instalando em Joinville, a Satake, produtora de equipamentos para a industrialização de arroz. Recebí a notícia de meu filho, médico em Curitiba, que perplexo não estava conseguindo trabalhar em sua plenitude. Tomado de espanto me ligou avisando-me do que estava ocorrendo em Nova Iorque.
    A premeira preocupação foi com as pessoas, amigos e conhecidos, que viajam para lá rotineiramente e que, volta-e-meia, estavam no World Trade Center. O espanto foi tanto que não consegui, nem o pessoal da Satake,encaminhar as demandas da maneira esperada. Visita rápida fui para casa,que fica próximo deste condominio empresarial e pude ver a 2ª torre sendo atingida.
    Muitos pensamentos transitavam na minha cabeça, mas o mais importante, a maior certeza foi a de que aquele fato era produto da beligerância do tio Sam. Lembrei dos golpes patrocinados pelos EUA mundo afora, em especial, na nossa América Latina, que levou tantas vidas de pessoas com fortes ideologias e esperanças de um mundo melhor, de uma sociedade menos concentradora, e muito mais igualitária.
    Tomou-me um grande pesar pelas pessoas inocentes que morreram nesse episódio e a certeza de que o preço a ser pago pelos EUA, estava só começando a ser cobrada.

  24. Estava de férias e por uma estranha coincidência duro e sem carro como hoje em dia, espero que seja o início de um novo ciclo virtuoso, minha esposa me ligou no celular e dizia ver a na TV um prédio pegando fogo em NY, cheguei da casa de minha mãe onde fui buscar o carro do meu pai e continuei vendo as imagens, liguei para um amigo na fábrica e fui descrevendo e ele incrédulo buscava informações. Foi a segunda vez que a TV me trouxe tamanha comoção a primeira foi na Guerra do Golfo com as primeiras imagens ao vivo dos ataques.

  25. Naquela terça-feira, eu tinha acabado de chegar ao consultório da minha oftalmologista, quando outra paciente recebeu a ligação do marido, contando sobre um acidente aéreo nos EUA. As informações ainda era bastante confusas. Saí da consulta e telefonei para o meu irmão, que já havia me ligado várias vezes. No trajeto entre o consultório e a agência de propaganda onde eu daria aula, meu irmão me contava o que via pela televisão. Cheguei à agência, que era, na época, norte-americana, e a recepção estava lotada, com os funcionários acompanhando as imagens, ao vivo, do que acontecia em NY. Cheguei no instante em que um homem se jogava da janela de uma das torres. Confesso que minha primeira reação foi pensar que os EUA estavam recebendo o que sempre procuraram. E, involuntariamente, sorri. Em seguida, pensei na guerra que viria depois. E aí o sorriso se foi.

  26. Chegava de um marceneiro e tentava acessar a lenta internet discada que estava mais lenta que o normal. Quando abriu e vi que um avião tinha se chocado no WTC, liguei a TV e vi a real dimensão. Mas ainda achava que era acidente…até que o segundo se chocou e logo veio a noticia de que avia ataque ao Pentagono. Desliguei tudo e pensei, no maior estilo disaster movies americanos: vai começar a 3 guerra mundial e quero estar perto de quem amo. Saí do escritório com uma torre desabando. Cheguei em casa e meu pai me chamou para ver a cena. Já vi, disse. Não, é a segunda disse ele. E ficamos os dois, em silêncio, vendo aquela cena….

  27. Já se vão dez anos desde 2001, e eu ainda trabalhava em uma empresa alemã, e estava na Inglaterra para um treinamento em um novo equipamento. Eu havia chegado no domingo e voado pela BA, com talheres de metal e toda a pompa que ainda haviam nos voos internacionais.
    Estávamos todos no treinamento, quando alguém entra na sala e avisa sobre o primeiro avião. Até aí tudo era tomado como um terrível acidente. Cerca de 45 minutos depois, o treinamento foi interrompido com a notícia do segundo avião e a confirmação do ataque terrorista. Liguei para o Brasil para conversar com minha família e dizer que estava tudo ok, e só aí passei a ter algumas informações a mais, porque ainda não havia visto as imagens já que elas foram mostradas rapidamente no dia do ataque e depois não mais mostradas durante os dias seguintes ao ataque.
    O clima era extremamente tenso na cidade e na empresa. No treinamento haviam ainda um suíço, um israelense e um paquistanês, e depois da confirmação da participação de mulçumanos no atentado, a troca de olhares e as discussões entre o israelense e o paquistanês nos jantares passou a ser uma constante. Londres que não tinha nenhum tipo de policiamento especial no fim de semana anterior, passou a ter um aparato enorme.
    Depois de uma semana a cidade voltou ao normal, e somente nos aeroportos o clima ainda era tenso, com as novas mudanças nas regras de segurança aérea que passaram a vigorar a partir daquela data.
    Em 2006 quando da descoberta do possível plano de ataque a novos aviões na Inglaterra e Estados Unidos também estava fora, e retornando naquele dia ao Brasil, me lembro de uma movimentação grande no aeroporto de Boston, e em JFK quando cheguei para a conexão, mas não foi possível saber o que estava acontecendo. Somente quando cheguei ao Brasil que descobri o que realmente havia acontecido. A partir de 2006, aí sim ficou chato voar no mundo e principalmente nos Estados Unidos.

  28. Na manhã de 11 de setembro, estava lendo o jornal no meu quarto, meu marido se preparava para o trabalho e meus filhos assistiam à tv no quarto deles. O mais velho, que tinha 12 anos, veio me chamar quando a programação foi interrompida: “Mãe, um avião bateu num prédio em Nova York.” Eu pensei que fosse um acidente e só percebi o tamanho do acontecimento acompanhado a transmissão. Ficamos os quatro, no quarto deles, assistindo a transmissão ao vivo desse fato espantoso até que se deu a segunda colisão. Desliguei a tv, mandei a crianças para o banho e fui tratar do almoço.

  29. Afê, que dia mais surreal aquele. Eu asssitia a cobertura da Globonews sobre a queda das torres gêmes, acompanhava no rádio e nas TVS locais as notícias sobre o assinato brutal do Prefeito de Campinas (Toninho do PT, memória viva semrpe) e não conseguia parar de atender aos telefonemas. Terrível mesmo: o dia em que o mundo foi obrigado a se confrontar com uma realidade que era tão ferozmente negada pela “propaganda capitalista”….E Campinas com sua própria e decadente elite política. A sensação que tenho, desde então, é que venho assistindo à sucessivas decorradas dos “poderios estabelecidos” e a um cruel acirramento de uma luta que não terminará ainda. Não tão cedo.

  30. No exato momento das explosões, eu estava num ônibus fazendo o trajeto que fazia diariamente da minha casa, em Perdizes, até o trabalho, no centro de São Paulo. O ônibus percorria o seu itinerário normalmente e todos os passageiros permaneciam totalmente desinformados sobre o fato. Seguiam suas rotinas cotidianas sem terem sido ainda afetados pela tragédia. Só fiquei sabendo do atentado quando cheguei no escritório e vi o pessoal todo em polvorosa, sem perder um detalhe que a TV transmitia, ao vivo e em cores. Os comentários, os mais estapafúrdios, insurgiam a cada nova informação. A tarde toda foi assim. As pessoas fingiam que trabalhavam, mas permaneciam alertas para as informações e desatavam a tecer análises e ilações. À noite e nos dias seguintes veio aquela enxurrada de informações. Cada emissora, na briga a qualquer custo pelo furo jornalístico, acrescentava sempre uma novidade, um detalhe a mais. E assim foi por dias e dias. Isso já faz 10 anos.

  31. Olá querido, estava em Xapuri, no #ACRE, na época trabalhava lá, no momento participava de uma reunião, quando a secretária entrou branca na sala e falou: “Estão destruindo o EUA” todos correram pra recepção e ficamos olhando na tv aquelas imagens tristes, acho que nunca esquecerei, notícias tão distantes de nós, mas ao mesmo tempo tão próximas…

  32. Eu estava lecionando e quando cheguei em casa para almoçar vi na TV tudo o que estava acontecendo. Eu cheguei na escola e falei para os meus alunos: “Vocês vão lembrar disso a vida toda e no futuro vão perguntar para vocês o que aconteceu hoje.”.

  33. Como me recordo o que eu estava fazendo no dia 11 de setembro de 2001!
    Trabalhava na Câmara dos Deputados. A tv ficava ligada durante todo o tempo para acompanharmos o que acontecia no Plenário. Como era cedo ainda, a TV estava ligada na Globonews. “Meu” deputado estava recebendo um juiz em seu gabinete, e eu na sala ao lado, conversando com um atendente da TAM, fazendo reserva de passagens para meu chefe.

    Como o trabalho não necessitava muito de minha atenção, estava, também, olhando a TV, quando vi o primeiro avião bater no alto edifício. Dei um grito! O atendente da TAM me perguntou o que estava acontecendo. Expliquei a ele que um avião tinha batido em um prédio alto, nos EUA. Meu deputado e o juiz escutaram meu grito e minha conversa e vieram saber o que se passava.

    Logo em seguida… outro avião bate na torre. Meu chefe logo percebeu que se tratava de um atentado. Todos do gabinete vieram para a frente da TV, de pé, assistimos tudo que se passava. E o funcionário da TAM ficava me pedindo notícias e repassava aos colegas. Mesmo assim, conclui o meu trabalho e o resto do dia ficamos a procura de mais notícias.

  34. Pegava um taxi pra ir à terapia e qdo o taxista falou em “incêndio no WTC”, achei que fosse o daqui de SP. Horas depois, entrei em choque ao ligar a TV e ver as proporções do atentado. Chorei por todas aquelas vidas.

  35. Estava no trabalho. Ao ver as cenas, num primeiro momento, acreditei em ataque terrorista externo. Nunca imaginei que Bush e seus asseclas pudessem atacar o próprio país. Mas eles foram capaz. Tudo em nome de uma invasão para roubar o petróleo do Iraque. As consequências no país doa aiatolás podem chegar a mais de um milhão de mortos (latrocínio), torturas e abusos sexuais contra seu povo. Tribunal de Haia nessa raça terrorista mundial. Nunca vai acontecer.
    Um abraço

  36. Na época eu tava na Vigilância Sanitária. Como era dia de inspeção eu voltei mais cedo pra casa. No caminho vi que uma TV em um bar chamava a atenção de muita gente e parei para ver o que era. Muita informação desencontrada no início, aquele problema crônico da imprensa de divulgar sem confirmar. Lamentei pelas pessoas, mas no fundo esperava que um atentado desse iria acontecer mais cedo ou mais tarde por causa da política externa americana. Preferiria que dentro dos prédios só estivessem aqueles responsáveis pelas investidas militares e pela opressão de outros povos, mas infelizmente quem paga sempre é o inocente, mesmo que ele tenha uma parcela de culpa por apoiar governantes que estimulam com suas ações o ódio contra americanos.

  37. Estava em casa. Meu filho ligou a tv e havia uma edição especial exibindo o 1º prédio que acabara de ser atacado. Daí a pouco tempo apareceu o outro avião contra o 2º prédio. Por um instante pensei num desabamento e foi exatamente o que aconteceu: veio tudo abaixo. Também falavam do ataque a Washington. No restante do dia, não desligamos a tv e só se falou do acontecido. Atribuíram imediatamente a Bin Laden.
    Se não me engano, um dia antes ou depois, houve aquele assalto à mansão do Sílvio Santos e o Governador Alckmin foi até lá, com a mídia toda exibindo a visita. Para alguns, essa última parte fez mais sentido, pois antes não se falava no WTC e tem quem nem sabia que existia, antes do fato.

  38. Companheiros, eu trabalhava na Agência em Brasiléia do Banco da Amazônia e chegando por volta das 11:oo h local (13:00 h -Na época – de Brasília) em casa para almoçar liguei o meu televisor e vi as imagens dos prédios pegando fogo e logo vindo um avião se chocar em um deles. Pensei logo na terceira guerra mundial. Pessoas correndo e eu não entendia nada. Havia ligado a televisão diretamente com as imagens da GloboNews que retransmitia da CNN. Gritos, palavras em inglês e eu ainda não tinha certeza que eram as torres gêmeas. Peguei o telefone e liguei para a Agência do Banco relatando o pandemônio que eu assistia. Fiquei alguma tempo transmitindo para os Colegas os acontecimentos e até esqueci de almoçar já que minhas duas horas de almoço já estavam se esgotando.
    Retornando ao trabalho por lá já havia um televisor ligado e fui acompanhando o que era possível através também da internet.
    Abraços,
    Luis Celso

  39. Estava na rodovia dos Imigrantes a caminho de Santos e ouvindo as notícias da morte do prefeito de Campinas, o Toninho, que tinha sido assassinado por assaltantes na noite anterior quando mudaram a notícia informando que um avião tinha atingido uma das Torres de NY.

    Quando cheguei a Santos vi ao vivo quando o outro avião se chocou na outra torre.

  40. Estava em BH, arrumando minha mudança, que foi feita dia 12/09/2001. Só fiquei sabendo do ataque no dia seguinte, pois dia 12 a net já havia sido desligada, o telefone idem. Só no dia seguinte, chegando na casa nova e depois de ter ligado a internet é que soube do ataque.

  41. Já morava na Bahia, estava dormindo qd o prim avião bateu e meus filhos me acordaram, pulei da cama e me sentei com eles p/ ver…um pouco alegre e um pouco triste…queria mesmo q caísse um na casa branca, juro q ñ consegui morrer de pena das pessoas. Qd bateu o segundo avião liguei p/ meu marido q ficou eufórico, bem alegre…gente como temos raiva dos USA por tudo q fazem aos países , q ,infelizmente,ñ dá p/ ter muita compaixão, pq eles mais mataram do q morreram.

  42. Lembro com nitidez. Trabalhava na área de TI de um órgão publico e naquela hora estavam chegando as estações de trabalho novas, tudo desarrumado, computadores desligados, um caos.
    Minha irmã me liga horrorizada dizendo que estava vendo na televisão. Um colega tinha uma tv portátil, bem pequena, e nos juntamos para olhar aquilo.
    Lembro ainda que à noite era aniversário de uma colega e o clima foi péssimo, não se falava em outra coisa.
    Não há como esquecer.

  43. Estava trabalhando e veio um colega assustadíssimo contar. Pensei que fosse brincadeira. Na hora do almoço fui para casa e vi – literalmente: pasma e muda – todas as cenas. Demorou para perceber a abrangência das consequências. Mas, desde então e até hoje me pergunto o que houve, de fato, no Pentágono cujas cenas logo pararam de aparecer na TV.

  44. Estava no shopping Eldorado na Rebouças a trabalho qdo.meu celular tocou e minha esposa disse que o mundo esta acabando em prantos.Aí me dei conta do alvoroço nas lojas de eletrodomesticos,onde as cenas do ataque,estavam ali ao vivo aterrorizantes.Dois anos depois tambem num 11 de setembro eu e minha mulher fomos colhidos por um veiculo na Brasil (em frente a Igreja N.S.do Brasil)a mais de 140 por hora que ocasionou um capotamento em nosso veículo por tres magnificas “cambalhotas” e o “nóia” que diria o outro veiculo fugiu.Escapamos ilesos graças a Deus.Nascemos de novo.Então esse tal de dia 11 de Setembro jamais saira de nossas mentes.

  45. Caro Arnobio, me lembro deste dia exatamente como se fosse ontem (porque nós temos essa memória seletiva?).

    Estava no último ano do ensino médio, já nos preparativos para o vestibular. Estava conversando com os amigos, na hora do recreio, quando um dos amigos recebe um SMS alertando que, como dito, um pequeno avião tinha batido com uma das torres do WTC. Lembro que até comentei: “nossa, como um piloto não viu uma torre daquele tamanho?”.

    Após isso, continuamos a nossa conversa. Minutos depois, outro SMS é recebido, de que outro avião, desta vez maior tinha se chocado com a outra torre do WTC. Aí percebemos que algo de estranho estava acontecendo. Finalizando o intervalo das aulas, subimos de volta para a sala. Antes disso, passei na sala da coordenação e vi pela TV tudo aquilo que estava acontecendo. também senti que ali poderia se começar uma terceira guerra (afinal de contas, as informações ainda eram muito truncadas). O coordenador mandou que retornassemos para a sala de aula. Obedeci, mas 5 minutos depois, saí da sala de aula (de físico-química) e voltei para a coordenação para assistir tudo aquilo na TV. O coordenador novamente solicitou que eu retornasse para a sala de aula. Retruquei que estava presenciando um fato histórico. Aí ele viu que estava certo, e deixou que permanecesse na coordenação, assistindo tudo aquilo pela TV.

    Ao final das aulas, fui para a parada pegar o onibus. Nunca antes quis que ninguem mais pegasse aquele onibus, e que o motorista dirigisse o mais rápido possível. Cheguei em casa e não larguei a TV até altas horas da noite.

    Esse foi meu 11 de setembro de 2001.

  46. Eu estava na agëncia. De repente, o diretor de arte dá um grito> explodiram o word trade center. Corremos todos para seu monitor de TV. Pensei: foram eles, os quadrilheiros sob as ordens de Bush.
    E nunca mais tirei esse insight da mente.

  47. Estava lecionando e no intervalo de aulas comentaram sobre acidentes aéreos e coisa e tal, mas não dei importância. Fui almoçar por perto, pois faria, num laboratório próximo, uma ultrassonografia que exigia que eu tomasse muita água.
    No restaurante, uma TV pequena exibia o espetáculo aéreo e só eu assistia e tomava água, muita água. Ninguém havia saído pra almoçar e eu nem me dava conta do motivo. Fui aos poucos compreendendo a gravidade da situação…, mas, já no laboratório, começava a me sentir um tanto quanto desesperada pois ninguém me atendia e a água pedia pra sair. Já passados 20 minutos da hora marcada, nada! Ninguém me chamava, ninguém dava satisfa, tive de gritar pra ser atendida. Só mais tarde entendi que, com razão, todos estavam grudados na TV! Mas eu precisava fazer xixi, pô!

  48. Estava em sala de aula, na universidade em que leciono. Só assisti, como a maioria, ao impacto do segundo avião e desde logo fiquei a iamaginar o tipo de reação que o todo poderoso chefão Tio Sam iria apresentar e desenvolver. Mas, mais ao fim da tarde, uma imagem não me saía da cabeça: aquelas duas torres a desmoronar como se fossem castelos de cartas. Procurei uma explicação para tal fato e, até hoje, nada nem ninguém me convence que elas não foram dinamitadas na base. Quem tiver a gravação da cena pode reparar como elas caem como aqueles prédios que são implodidos. Não houve a menor inclinação, o chão as engoliu. Para mim essa história está mal, mas muito mal contada.

  49. Lembro deste dia, eu estava vendo desenho com minha filha, de repente tudo foi interompido e Carlos Nascimento narrando o acontecimento, no inicio achava que era um acidente comum , quando o outro avião bateu na Torre foi que caimos a ficha que era um atentado. Minha filha Amanda ficou em estado de choque, lembro do medo que ela teve por vários dias de avião, ela tinha 6 anos na época, e era difícil para ela entender como isso poderia ter acontecido, ela achou que isso iria acontecer conosco também, foi sofrido, chorei muito imaginando o desespero das pessoas dentro daquele avião, acredito que mesmo o USA e tudo que ele representa do imperialismo capitalista, nada justifica a morte de pessoas inocentes, foi a imagem da década.

  50. No dia 11 de setembro de 2011, aniversário do meu irmão mais velho, acordei, liguei a tv para fazer o que normalmente faço nas manhãs (ver qual é a temperatura nos canais com temperatura local de Porto Alegre), contudo vi as imagens sendo transmitidas ao vivo por todos os canais, segundos paralisado, chocado olhando para o que estava acontecendo, pensando o que seria daquele dia, o que fazer naquele dia, ir trabalhar, ir estudar, ir ao hospital (minha vida também estava tendo um 11 de setembro com a minha mãe no hospital e vindo a falecer naquele mesmo mês)? … um dia intenso e tenso, pois não se sabia o que poderia acontecer a cada segundo, toda e qualquer novidade que era transmitida pelos canais de mídia vinha com grande apreensão, o dia foi passando, cumprindo com toda agenda esperada, mesmo que de forma mais protocolar do que comprometida, afinal não tinha como não pensar, visualizar mentalmente a todo momento com o que havia acontecido naquela manhã que mudou a política mundial.

  51. Eu trabalhava num projeto financiado pela WWF e lembro que estávamos participando de uma reunião na Secretaria de Meio Ambiente do Acre.
    Soubemos da notícia através da internet, mas não conseguiamos acreditar e começamos a ligar para diversas pessoas, tentando confirmar a informação.
    Foi algo impactante porque as pessoas que estavam na sala tinham relações muito próximas com os EUA. Um dos membros da equipe era estadunidense e todos os demais já tinham estudado ou trabalhado lá.
    Sabe aquela sensação de que o mundo realmente pode acabar? Acho que foi isso que todos sentimos. Não sabíamos qual seria a reação do governo americano e chegamos até a cogitar a possibilidade de uma 3.a Guera Mundial.

  52. Eu estava em casa na maior deprê porque ia completar dois anos da morte do meu marido. Minha irmã me ligou, lá pelas 11h, e falou dos aviões nas Torres Gêmeas. Eu respondi bem feito pra eles, se acham os donos do mundo. Liguei a TV e vi cenas. Depois, a filha do meu marido também ligou e a resposta foi a mesma. Estava tão puta com o mundo que nem me importava se acabasse. Principalmente porque sempre fui avessa a americanos. Então, naquele momento, eu queria mais é que tudo eplodisse. Procurei ficar alheia aos fatos e, só depois de alguns dias, refleti sobre o ocorrido, não sem antes tentar encontrar uma teoria da conspiração que justificasse aquela tragédia.Enfim, era o que eu estava fazendo e o que senti naquele momento.

  53. Eu tinha 12 anos, no ano do ocorrido eu não tive muita consciência dos fatos. Depois de muitos anos, isso já em 2006 fiz um trabalho no Colégio Militar onde deveríamos falar sobre o evento do “11 de Setembro” e interligar com a Teoria do Caos (http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-a-teoria-do-caos) e a Geometria dos Fractais. É incrível, porque o que estudamos era justamente pequenas coisas que aconteceram naquele dia que impossibilitaram algumas pessoas de estarem na tragédia, como o Trânsito, Filhos etc. A questão do trabalho é que, por questão de minutos muitos acabaram sobrevivendo ( Teoria do Caos). Bom, como uma boa dica de Leitura, eu indico o Livro do filósofo Francês André Glucksmann, ‘O Discurso do Ódio’. Ele fala sobre os vários tipos de intolerância ( um dos motivos desse ataque), indico ainda o filme ‘Crash – No Limite’. Esse evento foi lamentável, mas os EUA com seus hábitos intolerantes e seu imperialismo desmedido acabaram por dar espaço ao acontecimento. Não é justificativa, mas a resposta de uma ação violenta é sempre violenta, porém nem sempre na mesma proporção.
    Beijos.

  54. Lembro de ter visto a matéria no Fantástico. Eu estava na praia com meus pais, e quando cheguei em casa vi sem entender muito bem. Não aprovo qualquer tipo de violência e terror. Mas esse é o mundo em que vivemos…

  55. Tinha acabado de chegar ao serviço e recebi um telefonema:Mãe,a globo tirou a saylor moon pra colocar um incêndio em uma das torres gêmeas!Cumequié?Menina,pára com palhaçada,né um filme,não?Né,não,quer ver bota aí na tv pra tu ver!Eu imediatamente pedi a um auxiliar pra trazer a tv do plantão pra minha sala e já fui avisando:gente,tá acontecendo um incêndio em uma das torres gêmeas.Liguei a tv e fiquei lá de boca aberta pensando no amargedon,vendo o segundo avião bater na outra torre.Nesse dia a tv ficou o dia todo ligada;e eu,durante vários dias esperando a guerra nuclear,o fim do mundo e toda sorte de tragédias e desgraças possi
    veis.P.S.Lembro do meu casamento,nascimento e batizado dos três filhos,com detalhes,e mais algumas coisinhas da minha vida,inclusive a morte de Tancredo;tomara que continue assim.

  56. Apesar de ser um militante contra o trabalho em geral e a hora extra em particular eu estava trabalhando no Metrô Luz, fazendo hora extra. Dentro do Metrô você não sabe sequer a temperatura externa, que dirá um atentado em Noviorque. Ao subir para tomar meu merecido café e fazer ginástica laboral vi na TV aquelas cenas insólitas. Não entendi nada, claro. Mesmo com as legendas de “América sob ataque” eu não conseguia entender bem o que acontecia. Quem tinha atacado a “América” e como? Não conseguia imaginar o que poderia causar tanta destruição e nem achei muito lógico quando falaram que não foram bombas, mas sim aviões. Felizmente os intervalos no Metrô naquela época, hoje nem pensar, eram grandes o suficiente para esclarecer dúvidas como essa.

    Como eram tempos de internet discada foi impossível obter informações pela web: O UOL estava em modo texto! Felizmente a falecida DirecTV tinha a CNN en Español para mostrar 150 milhões de vezes o que ocorreu. Legal foi ouvir a narração original com os manés repetindo que uma “avioneta” havia atingido o WTC e não se sabia se havia alguma vítima…até que, eis que senão quando, um segundo avião se espatifou e tirou qualquer dúvida do que ocorria.

    Com raras, e bota raras nisso, exceções houve um sentimento geral de alegria com os americanos se ferrando uma vez na vida. Não era nada ideológico, direita, esquerda e alienados em geral se uniram numa festa só. Lembrava bastante um copa do mundo vencida pelo Brasil, só que a alegria durou mais. Nem mesmo com o luto total da mídia chorando as vítimas americanas a coisa arrefeceu no dia seguinte. Os únicos que não celebraram foram os crentes, para mim raça não-humana, e algumas pessoas mais racionais que anteviam o tamanho da vingança americana. Tristeza genuína pelos americanos não vi nenhuma e duvido que essa sensação tenha mudado hoje depois dos centenas de milhares de iraquianos e afegãos mortos pelos americanos.

  57. Estava em casa, tomando banho para ir trabalhar, quando foi noticiado na Globo News, inicialmente como um acidente áereo, enquanto me arrumava fiquei assistindo a reportagem e nesse momento veio o segundo avião e todos perceberam que não era acidente, cancelei a ida ao escritório e fiquei assistindo o desenrolar dos fatos.Quando o louco do Bush mandou invadir o Afeganistão, 26 dias depois do atentado, escreví o que terminou virando a letra da música abaixo:

    TUDO POSTO PELO OPOSTO
    UMA ROSA EMBEBIDA DE VENENO
    UM BEIJO DE TRAIÇÃO
    O PANO BRANCO ESCONDE A ARMA
    A FACA SEGUE O APERTO DE MÃO

    AS LAGRIMAS ESCONDEM, A VINGANÇA!

    A MORTE VEM DO CÉU
    SERRANDO A MULTIDÃO
    AS PAREDES QUE DAVAM ABRIGO
    SUFOCAM JUNTO AO CHÃO

    AS VESTES QUE COBREM O NÚ
    ESCONDEM A IDENTIDADE
    O AMIGO A LUZ DO DIA
    É O ALGOZ NA ESCURIDÃO

    CHUVAS DE FOGO CAEM DO CÉU
    BROTAM AS SEMENTES DO ÓDIO
    E O SANGUE MANCHA O CHÃO

    GUERREAMOS COM FERVOR
    PELA PAZ SANGRENTA
    E AINDA ASSIM FALAMOS DE AMOR

  58. Eu estava trabalhando, meu patrão que voltava do almoço
    chegou com a notícia de que o Estados Unidos estava sendo
    atacado.Vim almoçar e no caminho eu via pessoas paradas na
    frente dos televisores nos bares.Cheguei em casa e fiquei ali
    sem conseguir almoçar, chorando vendo as imagens na TV.Ainda
    lembro que mais tarde, fui visitar um cliente e ele me disse
    assim: – Isso foi pouco, perto da arrogância do EUA.Fiquei pasma
    mas nem discuti o assunto, meu tempo era limitado e não podia
    dizer que ele era um boçal…rs

  59. Putz, morava em São Carlos, tinha me mudado pra lá, tinha feito a campanha de TV do cara que ganhou, fui trabalhar lá, mas nesse dia estávamos indo pra Campinas enterrar outro cara que tinha ajudado a eleger, o Toninho do PT, dia muuito triste, pelo Toninho, claro.

  60. Naquele dia cheguei cedo na Prefeitura do Rio, onde coordenava alguns programas de educação ambiental. Estávamos montando uma exposição de trabalhos realizados por agentes ambientais moradoras de diversas comunidades no saguão do prédio, e havia uma televisão, que seria usada para passar vídeos do trabalho, ligada nos noticiários. Com os acontecimentos, tudo ficou mais lento,com os funcionários chegando no prédio e as pessoas sem entender direito o que estava acontecendo. Subi até o andar em que trabalhava e estavam todos nos corredores, alarmados, querendo mais notícias. Comentei com alguns colegas que daquilo poderia acontecer uma guerra de grandes proporções.

  61. No dia 11/09/2001 estava dando aula no COC Morumbi. Alguns alunos vieram até a mesa com o celular ligado falando que os EUA estavam sendo atacados. Tínhamos acabado de discutir o texto do Samuel P. Huntington, Choque de Civilizações (versão breve…). Meus alunos, da alta classe média paulistana odiavam os EUA (!). Cada notícia que chegava, verdadeira ou não, falando sobre outros aviões, eles faziam “Olas”. Fui para a sala dos professores e liguei os computadores para buscar mais informações. Tudo congestionado! Na hora do primeiro intervalos os professores estavam boquiabertos. Eu comentei: é a volta do cipó de aroeira…
    Fiquei surpreso com a reação dos meus alunos, não espera aquela reação daquela classe social e, ao final, eles nem bem sabiam por que odiavam tanto os EUA.
    Eu sabia. lembrei do golpe do Chile, lembrei de Hiroshima e Nagasaki, do Vietnã…
    Quando cheguei em casa liguei a TV, salvo engano, na RTP e só então a ficha caiu. Pensei: a vingança será dura e isso servirá para a reeleição desse idiota (Bush)!

  62. Estava na UERJ, segundo período da faculdade de economia, fazendo um trabalho em dupla com um amigo, Daniel Kosinski (hoje em dia cientista político) da matéria Formação Econômica do Mundo Contemporâneo, a professora veio nos alertar que algo “estranho” havia ocorrido em Nova York, esse meu amigo foi atrás da informação e praticamente abandonou o trabalho depois que soube o que era, eu tratei de terminar no meio da confusão, os estudantes em parte vibravam e outros ficavam perplexos vendo os inúmeros replays dos aviões se chocando, numa pequena TV da lanchonete da faculdade. A sensação entre os jovens era de “o império não é indestrutível”, na sua maioria naquele primeiro momento reagia dessa maneira.

  63. Estava fazendo curso preparatório para um curso público que ia fazer. Quando saí fui para as barcas, Rio-Niterói, e chegando lá vi muitas pessoas frente a TV. Curiosa como sou, rs, fui ver o que estava acontecendo. E confesso que no primeiro momento eu ri. Soltei um palavrão dirigido aos EUA. Depois entrei na barca e pensei nos inocentes que haviam morrido e em seus familiares, fiquei triste por uns momentos… E lembrei do 11 de setembro do Chile, que poucos se recordam.

  64. Eu estava a mais ou menos 20 quatwiroes do local. O dia estava limpo, sem nuvens, e da Avenida onde eu caminhava dava para ver os predios nitidamente. Acabava de sair do consultorio da minha analista. Vi que todos olhavam numa so direcao. Minha sessao de analise terminou as 8:45 e o primeiro predio tinha fumaca no topo. Parei onde estava e dei crise de choro. Fiquei congelada no local e vi a explosao do segundo predio. Derepente pensei em meus filhos. nenhum dos dois trabalhavam perto do local, porem tive medo que ataques a outros locais poderiam ocorrer. minha filha trabalhava bem pertinho do Empire State Building e toquei a telefonar para ela. nao conectava. Foi andando ate o trabalho dela e soube que ela caminhou pra minha casa. Minha casa era dois quarteiros das Nacoes Unidas. Encontrei meu predio lotado de snipers, homens especialisados em atirar. Falei com meu filho, que tambem ja estava em minha casa. pssamos o dia fixados na televisao.

  65. Estava no trabalho quando um rapaz que trabalhava comigo pediu para eu ligar a TV do escritório pois o fim do mundo estava começando. Fiquei estatelada em frente a TV por longos minutos sem entender o que acontecia, fui pra casa, peguei a minha filha e fiquei triste, muito triste por tanta dor desnecessária.

  66. Eu tinha apenas 15 anos, um típico aluno de escola estadual, nada politizado (Na época) totalmente ligado às peripécias de um bom adolescente. Namorava com uma menina e bem no momento que estava chegando na casa dela, vi a matéria nos telejornais, mas nem dei a mínima, hoje sei o desdobramento e efeitos que esse fato trouxe para o mundo.

    Atualmente como professor de História, procuro sempre levar alguns temas como esses de atualidades para sala de aula, para que meu aluno no futuro, diante de um fato histórico não tenha como fonte apenas o recurso midiático e sim nossos debates do dia-a-dia.

    Prof. Adriano Leres
    Twitter: @adrianoleres

  67. Estava em São Paulo visitando clientes tinha acabado de chegar na sede do cliente e fui informado ainda no estacionamento sobre o sequestro dos aviaoes imediatamente corri para aminha sala e acompanhei tudo pela internet.

  68. Em 2001 eu era apenas um garoto no terceiro ano do ensino médio.
    Estranhamente, não quis ir à escola; queria descansar um pouco; eu merecia.

    Fiz um café da manhã reforçado. De repente, ouço o telefone. Meu pai telefonara do trabalho para o pessoa de casa ligar a TV.

    Vi um avião em direção às Torres Gêmeas. “Um filme novo” – pensei. Mas continha uma realidade absurda…

    Foram uns cinco segundos pensando que era filme. Mais 10 minutos de incredulidade nos meus olhos.

    Pensei, a escola não vai parar por causa disso; não posso ter mais faltas. Estava errado, cheguei lá e todos estavam aterrorizados, vendo as notícias nas salas do professores as labaredas de fogo que consumiam uma cidade do Grande Império.

    Aquilo possui uma grande mensagem.
    Se nem os “mais fortes do mundo” conseguiram se proteger, afinal, quem consegue?

    Contudo, um comparação se faz necessária.
    O 11/09 nunca será considerado como algo menor que o Horror, com suas milhares de mortes. Pergunto-me, então, sobre as mortes no Oriente Médio… milhares de dezenas são estimativas baixas; e nunca tiveram tanta visibilidade quanto o 11/09.

    Algo me diz que não acabou. Espero estar errado.

  69. Eu estava terminando de me vestir para ir trabalhar e liguei a tv do quarto, coisa que quase nunca faço de manhã. O fato estava em todos os canais, tinha acabado de acontecer. Sentei na cama e fiquei zapeando à procura de mais notícias. Saí do quarto por uns instantes e, quando voltei, achei que estavam passando as primeiras imagens de outros ângulos. Aí percebi que não era isso. Era a segunda torre que havia sido atingida. Minha mãe me telefonou para comentar o fato, igualmente pasma, triste e atônita com os ataques. Durante todo aquele dia e nos que se seguiram, não se falou em outra coisa. Todos os veículos de comunicação exploraram à exaustão a dor daquelas famílias.

    Posso confessar? Por ocasião dos 10 anos do fato, estou mudando de canal cada vez que começa mais uma reportagem especial sobre o 11/9. Uma adolescente, que era um bebê à época e cujo pai morreu na tragédia, declarou numa entrevista a um canal na tv a cabo: é muito triste ver as pessoas morrendo “over and over and over again”.

  70. Estava trabalhando em alguns arquivos para a gráfica, quando ouvi outras pessoas comentando sobre o acidente com o primeiro avião, então acompanhei via internet (jornais não tinham tantas informações em real-time na época) e pela TV.

    Quando vi que ocorriam eventos semelhantes em locais diferentes, percebi que havia algo errado.

    Só não imaginava algo tão complexo e terrível…

  71. Eu tomava um café no refeitório da Ericsson e lembrei do outro atentado à bomba no estacionamento do WTC. Já no escritório, com muito espanto ouvi um colega dizer: “uma das torres desabou”

  72. Eu estava em um grande shopping, tinha ido a um salão. Ricardo, meu marido é engenheiro florestal e na época voltava de uma ilha, onde estava totalmente isolado, sem telefone etc. Lembro de ver muita gente parada comentando diante das tvs de plasma que ficavam nos corredores, e eu pensei; mas que besteira…Aí entrei no salão, vi o que estava acontecendo e senti uma coisa estranha, um misto de medo e de incredulidade. Desmarquei tudo, fui à escola da minha filha,tirei ela da aula, viemos pra casa e ficamos esperando até Ricardo chegar, acompanhando pela tv e internet, tentando saber dos amigos que estavam lá e tal. Até hoje não sei explicar direito, só sei que queria estar junto deles e na minha casa.

  73. Eu morava no Rio,estava no trampo um colega recebeu um telefonema ele veio falar comigo dizendo que um avião se jogou conta uma torre em NY eu tinha um rádio ele falou para botar na cbn todo mundo se juntou para ouvir as notícias liguei para minha esposa para narrar o ocorrido nós vibramos de alegria (confesso gostei muito) tinhamos internet no trampo e me lembro das fotos em sequencia com o avião em direção a torre, cheguei em casa no início da tarde e uma torre tinha acabado de ruir liguei de novo pra esposa e urramos de alegria.

  74. Eu estava saindo de um inferno particular. Trabalhava na NEC do Brasil e não tinha ido trabalhar naquele dia. Passei a noite de 10 p/ 11 resolvendo esse problema que estava atrapalhando a minha vida. Estava sem cabeça pra nada e liguei a tv enquanto fazia outras coisas. Na primeira imagem do 1. avião como eu não estava prestando atenção achei que fosse um acidente aéreo. No choque do segundo avião lembro que fiquei um tempo sem entender como 2 acidentes semelhantes poderiam estar acontecendo daquela maneira. Fiquei um tempo até captar o que realmente se passava. O meu drama particular ofuscou a magnitude daqueles acontecimentos. Estava um tanto quanto anestesiada.

  75. Eu estava fazendo café numa Arno nova que tinha ganhado para o meu escritório. De repente, a tela do UOL mudou – vi de longe – e ficou congelada na cena do primeiro avião. Não consegui navegar msis, por conta do númeto de acessos. Deu aquela sensação de que era mais que um acidente e veio a necessidade de falar com alguém. Ficava sozinho no escritório. Fui ao Carrefour Pamplona -encostado – e TUDO estava parado, com centenas de pessoas olhando para as tevês ligadas. Algumas choravam e me chamou a atenção uma moça com um olhar vingativo – depararia com esse olhar centenas de vezes nos dias subsequentes.

    A prineira imagem crítica sobre o acontecimento veio de uma amiga da esquerda delirante: era um quuadro com duas imagens colicadas lado a lado: à esquerda, aquela foto famosa da garotinha nua correndo ferida depois no ataque de napalm; à direita. A multidão horrorizada fugindo do locl das torres. O movimento das pessoas nas fotos era muito parecido.

    No dia seguinte o mundo era outro: um mundo interrompido.
    E os setembros nunca mais foram apenas primaveras.

  76. Eu estava na escola. Havia uma brincadeira que fazíamos 4 vezes por ano: A diretoria autorizava e descíamos com bexigas cheias de água e fazíamos guerra entre a 8ª série até o 3º colegial…

    Quando estava indo para casa alguém me disse:

    “você viu que estão atacando o pentágono?”

    ‘o colégio?’ – perguntei meio sem entender

    “não, o Pentágono, nos EUA”

    ‘ah, fala sério! Tá me tirando, né?!’

    Fui para casa, tomei um rápido banho (algumas bexigas tinham ovos, além de água, que a direção não nos leia…) e liguei a televisão. Um minuto depois o segundo avião atingia a torre. Pouco depois elas caíam…

    Até hoje eu não acredito muito no que aconteceu…

  77. Estava grávida da minha primeira filha Elisa e soube do ataque através das rádios, enquanto dirigia meu Ford Ka, meu primeiro carro, levando-o para consertar alguma bobagem. No início, não entendi muito bem, mas quando chegueina oficina, vi as imagens de TV e fiquei chocada! Só então tomei conhecimento da dimensão do ataque. Ainda hoje me surpreendo com estas imagens.

  78. Naquele 11/09/2001, cheguei ao trabalho por volta de 9:00hrs. No dia anterior trabalhei até tarde, o primeiro impacto na 1ª torre/WTC já tinha acorrido; Eu e outros colegas ficamos assistindo o noticiário, sem entender o que estava acontecendo, estarrecidos! Só para registrar, fez lembrar, uma, outra situação que também ocorreu em nosso ambiente de trabalho, a queda do Foker 100 da TAM em 1996, afinal trabalhávamos na **Varig, uma empresa aérea, e que seus efeitos eram devastadores, como até hoje… Enfim, na época, a empresa já não estava muito bem das pernas, somado ao: 11 de setembro entre outras causas + Sua gestão + A política econômica pouco criativa e omissa ex:*Transbrasil/*Vasp, do governo da época, fez vista grossa, e empurrou a crise com a barriga, até sua transição… Deu no que Deu!
    Obs. Fui desligado em 2003.
    *falência ** recuperação judicial (não pelo 11/09 talvez pela omissão)

  79. Neste dia eu estava no escritório e falava com um amigo que estava terminando o MBA em Hartford. Ele mandou que eu colocasse na CNN e falou que um avião tinha batido numa das torres (até então parecia acidente) depois ele falou do segundo e a incredulidade tomou conta da gente.
    Também lembro que minha sogra estava em Nova Iorque na época e isso foi motivo de grande preocupação pois ficamos sem contato por um bom tempo.

  80. Eu, no dia 11 de setembro, estava voltando cedo de algum lugar que tinha ido. Não me lembro no momento aonde que eu estava. Era quase nove da manhã, quando liguei a TV e vi a sombra do segundo avião bate. Acho que era a repetição. Na hora pensei: “vixi, a coisa foi feia”. Pensei em minha tia e minhas primas que moram em Nova Jersey e as duas trabalham em Nova York. Elas estavam bem.
    Acompanhei durante o dia e a tarde fui a santo andré numa atividade pastoral. Acompanhei na rádio, num trambolho grande chamado que até esqueci o nome..ah, Walkman.rs!
    Depois, pensei: ” que bom que caíram os torres da arrogância americana”. Triste pelas mortes,mas tantas mortes em guerras promovidas pelos EUA que aquela frase que sempre ouvi fez sentindo – ” Aquilo que plantamos, a gente mesmo colhe”
    Abraços e muito bom seus post Arnobio
    Saudações são paulinas..rs
    Rafael

  81. Eu havia ido para os Estados Unidos trabalhar, tinha um mês e um dia que tinha chegado e estava numa loja comprando material para fazer um serviço. Assisti pela tv o choque do primeiro avião e depois sai pensando que era um acidente. Foi muito doloroso esse fato.

  82. Quando li este post fiquei fazendo um exercício para lembrar exatamente o que fazia naquele 11 de setembro. A memória resistiu. Com algum esforço, lembrei. Estava em casa, em alguma atividade que me atrasou para o trabalho. A TV ligada e o rosto do Carlos Tramontina, sério e atônito. Foi apenas o que lembrei. A lógica esquerdista já trouxe na ponta da língua a palavra “Palestina”. Era o argumento, mas claro, eram vidas que caíram junto com aqueles prédios.Mais tarde, as declarações cinicas de Bush Jr. E daquele momento em diante o mundo veria muito sangue e hipocrisia somados ao sangue das torres.

  83. Naquele dia eu estava fazendo o meu retorno para o trabalho, após uma cirurgia, e tinha a mala pronta e passagem marcada, pois precisava fechar um negócio com uma empresa holandesa, a compra de maquinário.Daí um pouco a turma de funcionários, começou uma aglomeeração numa sala e logo vi as imagens dos aviões e as informações todas desencontradas. O mais me chamou a atenção na verdade fora a reação das pessoas, um misto de prazer, medo, e surpresa. Aconteceu uma pequena discussão, de um lado pessoas que acharam otimo aquilo estar acentecendo com os EUA, e outros indignados com estes posicionamento. Enfim, tive a grata constataçao da globalização, a empresa cancelou a reunião, pois o HSBC estava com as operações suspensas, devido ao ataque às torres gemeas.O resto do dia foi um boom de conversas e discussões.

  84. Estava em casa pela manhã. Os professores da rede municipal de Belo Horizonte estavam em greve (a greve durou 3 meses). Eu tinha 14 anos.

    Assistia na TV um programa feminino na Bandeirantes quando resolvi mudar de canal e a primeira cena que vi ficou pra sempre na minha cabeça: vi exatamente o choque do segundo avião na segunda torre. Num primeiro segundo, achei que fossem cenas de um filme. Logo em seguida notei que era uma notícia trágica e real.

    Naquela momento as notícias ainda não eram precisas. Ninguém sabia o que estava acontecendo. A repórter , confusa, chegou a falar que estavam repetindo a cena do 1º choque. Depois ela mesma se deu conta de que as imagens eram ao vivo e que uma das torres já estava pegando fogo e que aquela cena então, só poderia ser de um segundo choque.

    Fiquei estática pensando o que poderia ser e acompanhei todos os noticiários que se seguiram. Como um monte de gente, pensei que teríamos outra guerra.

  85. Olá,quando os atentados aconteceram eu tinha apenas 11 anos,moravamos no Broklyn NY,esta indo comprar roupas com minha irmã,quando vimos muita fumaça e pessoas gritandoo!Ws uma loucura total aquilo!Nunca mais vou me esquecer!Yeah,achavams que era um ataque em toda NYC,a pricipio pessoas correndo muito e dizendo para se preotejer…Os News na tv estavm pedindo calma e que ninguém fosse para Manhattan…Naun gosto de falar sobre isto!Minha mãe tinha uma amiga que trabalhava no Windows of world que era um restaourant em um das torres!Ela era mto especial,estava gravida e toda contente!#Sad! GOD BLESS AMERICA! GOD BLESS US!

  86. Neste dia, me lembro bem, eu estava dormindo, porque trabalho á noite, fazia muito calor, e quando acordei liguei a tv e ví, na Bandeirantes os noticiarios sobre os ataques pensei que fosse um documentário ou algo no Iraque, mas quando ví que eram as Torres Gemeas que haviam caido fiquei sem entender, e assim ninguém conhecia o tal Osama Bin Laden nem o Talebã,foi horrivel ver pessoas se atirando dos prédios,carros sendo esmagados,ambulâncias correndo de um lado para o outro, foi o dia em que a humanidade mudou um pouco e assim outras coisas viriam mais tarde, foi um aviso de que se não mudarmos certos conceitos e nos mirarmos na humildade, coisas ainda mais terri veis virão á acontecer.

  87. Neste dia muito cedo recebi uma ligação do Valdson dizendo: muié o mundo tá se acabando. Liga a TV. Tinha acabado de bater o primeiro avião e vi pela TV o segundo. Foi um terror! De noite fomos a um restaurante comemorar o aniversário da minha amiga Jana. Coitada só consguíamos falar do ataque as torres gêmeas.

  88. Bom, resumidamente, em 5 de setembro de 2001, eu havia viajado para a casa de minha tia em manhattan, eu morava na época com meu pai em san francisco…e estava precisado de fazer um tratamento medico que só era garantido em NY…entao no dia 5 fui para a casa de minha tia, ela morava em um predio ha 9 quadras de onde ficavam as torres….e como era de costume, todas as manhas eu e minha tia faziamos caminhadas pela ilha..e sempre paravamos numa cafeteria ha 2 quadras do wtc…estavamos sentados em uma mesa do lado de fora da cafeteria..ela falando asneiras, quando derrepente, ouvi um ZUMBIDO no ceu, algo arranhando o ceu, e aquele barulho de vento forte, fora do normal de NY..e derrepente, um barulho de explosao, olhamos imediatamente para cima, e vimos uma grande fumaça ja saindo do topo de uma das torres do wtc..eu nao podia acreditar no que estava vendo, era inacreditavel..segurei a mao de minha tia, e largamos tudo na mesa, dinheiro.rs..e fomos para mais perto do local e sempre olhando pra cima, um monte de pessoas começaram a se juntar a nós, umas tirando fotos, outras horrorizadas e ja chorando..varios fazendo ligaçoes de celular, orelhao..e ai começou aquela bagunça toda..logo as autoridades chegaram, começaram a fechar a rua..eu e minha tia fomos para a principal.bem de frente com o wtc..e tinha muitas coisas caindo..uma loucura..começaram a mandar as pessoas sairem do local, e varias pesssos estavam saindo das torres..estava uma bagunça, minha tia achou mesmo melhor que saissemos do local..entao voltamos para o apartamento dela, daonde teriamos visao privilegiada de tudo..ja que o apºera no 35º…e ai ela começou a ligar para um monte de amigos dela, e derrepente, vi um outro aviao batendo em cheio contra a outra torre..eu quase cai para tras..eu ja imaginava milhoes de coisas, atentado terrorista, só podia ser..ai meu celular começa a tocar, era meu pai querendo saber se eu estava bem, eu expliquei tudo pra ele, ele ficou mega preocupado, e tambem eu só tinha 14 anos..rs..minha tia começava a chorar desesperada ao telefone, pois tinha alguns amigos dela trabalhando nas torres, com alguns ela conseguia falar e saber que estava td bem, ja com outros dava fora de area..teve um momento que o sinal caiu..tds os telefones ficaram sem sinal..ai so restou ficarmo obervando tudo da varanda..quando do nada, umas das torres começou a desmoronar, inacreditavel..minha tia quase teve um treco, tive que fazer um café rapido para ela, e da cozinha assistia a tv..tivemos que fechar todas as janelas e portas, para nao estrar poeira..que ja subia alto ao ceu..um tempo depois, a tvligada na sala, gente vendo pela janela da varanda, a outra torre desmoronou tambem, minha tia desmaiou, tive que prestar os primeiros socorros, foi uma loocura, ficamos o dia todo sem poder sair de casa, só anoite que minha tia acordou, nao teve como eu chamar alguem, ate que de noite uns amigos da minha tia tocaram o interfone, expliquei o que houve, ele trouxe uma caixa de primeiros socorros mais especializados..mas enfim..foi uma tragedia..só pudemos sair do predio normalmente 1 semana depois..pois as ruas estavam muito empueiradas..algumas ruas estavam fechadas, comercios fechados..estava tudo parado, apenas quem trabalhava eram os bombeiros nos escombros..eu acho que nunca vi coisa mais horrivel na vida, como o que vi naquele dia..o que senti..é inesplicavel..minha tia descobriu dias depois que 3 amigos dela estavam nos andares atingidos durante..foi um choque..mas, hoje, graças, estatudo bem..rs;;(eu sei que falei de mais, mas eu me emociono muito quando falo sobre isso)..beijos!!!

    1. Cara !! Nossa não sei nem o que dizer sobre isso meu Deus do céu CAI aqui só de lê … Nasci apenas um ano depois do acontecimento meus pais nunca comentaram sobre isso comigo …. esta semana com o trabalho de geografia sobre os EUA eu descobri um pouco mas “sempre” quis esplicaçoes,declarações …acho que não preciso estudar sobre NY VC ME AJUDOU BASTANTE, CREIO QUE VC NUNCA IRA ESQUECER DISSO Cara to sem palavras

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