Arnobio Rocha Política Efeito Bolsonaro: A Ruptura das relações humanas devido o cenário político do Brasil

2200: Efeito Bolsonaro: A Ruptura das relações humanas devido o cenário político do Brasil


Um ser inominável, rude, cafajeste, boçal, numa palavra: Inumano!

Sinto que estamos à beira de uma ruptura do Brasil, muito mais profunda do que as sequelas de 2014, 2016 e 2018, especialmente, somado ao advento do genocídio da pandemia com ação criminosa do inominável. E mesmo depois de tudo que vivemos, quase a metade (ainda tenho esperança que menos) se dispõem a votar num ser inumano.

Circula pela internet, entre grupos de whatsapp um belo texto de “Leo Moraes” (que não conheço), “As pessoas que amo que optaram pelo Capitão”. Li, pelo menos uma duas vezes, meio que rapidamente, aquela leitura de pressa nesses dias de tanta velocidade de tudo, sempre incomodado com o título, especialmente, mas sem tempo para discorrer.

Até que o texto caiu num grupo de velhos companheiros da antiga Escola Técnica Federal do Ceará, de movimento estudantil, quase todos fomos do Grêmio reconstruído depois da Ditadura, gente experimentada de vida, carreiras profissionais, realizações e, claro, política. Algumas divergência ácidas sobre eleições, alguns que vão anular votos, chocante, mas é fato.

Peremptoriamente, escrevi de pronto: “Não tenho nenhuma pessoa que ame que vote no verme, incluo ai quem vota nulo/branco/abstenção”. Uma provocação sobre odeio essas pessoas que estão nesse campo de anular, completei: “Não odeio, apenas não teria condição ética de conviver, ter relações de amizade ou camaradagem”.

É fato que não tem como partilhar a mesa, os sentimentos, os sorrisos, os sonhos e qualquer interação positiva com pessoas que votam ou são indiferentes a um fascista, aqui não preciso me alongar sobre a ausência de qualidade humana dessa figura bizarra e podre.
Importante reconhecer que Bolsonaro nos prestou um grande favor: Saber quem nos cerca.

Quem vota nele, ou é indiferente (nulo, branco, abstenção), não tem respeito por qualquer valor humano, então me pergunto como ter relações fraternas com eles? É uma questão de opção de vida, valores, direitos humanos e solidariedade.

Óbvio que vamos conviver, encontrar na rua, no trabalho, no estádio, no cinema,  e se continuarmos a viver, se não nos matarem pelo que pensamos e defendemos, será apenas “convivência”, pois amizade, amor, afeto, carinho, NÃO, sem chance, é uma mácula indelével.

As rupturas das microrrelações estão quase se tornando uma ruptura global do Brasil, como chegamos a isso? Como podemos ser indiferentes, partícipes e/ou convenientes?

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