#8M – Dia Internacional da Mulheres – A Advocacia Classista nas Ruas.


SASP – Sindicato dos Advogados e Advogadas de SP, presente nas lutas.

Voltar às ruas com participação militante é uma enorme satisfação.

Ontem, no dia internacional de luta das mulheres, começamos uma nova etapa militante na luta em defesa dos Direitos Humanos, na Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados e Advogadas de São Paulo (SASP). Participando com as bandeiras dos movimentos sociais, mas com preocupações com a defesa dos manifestantes, diante da violência estatal.

É uma importante mudança de parâmetros e de ferramentas, na forma de atuação nas ruas, depois de três anos (2019-2021 em que fui membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, secional de São Paulo, uma rica experiência de participação em mais de 100 eventos, buscando mediação de conflitos, apaziguando os ânimos e tentando evitar ameaças, violência e violações aos Direitos Humanos, em manifestações, atos públicos político, culturais e sociais.

A maior satisfação nessa nova função se deve por ter mais liberdade militante, a interação com os movimentos sociais e políticos, efetivamente participando no calor da lutas, nos envolvendo nas decisões, ajudando com nossa experiência e ao mesmo tempo nos colocando à disposição na defesa em conflitos, na proteção dos direitos e interlocução qualificada diante de arbitrariedades cometidas pelas forças de segurança pública nas manifestações.

A volta se dá justamente no dia especial, o simbólico dia internacional da mulheres, um dia de luta, de rua, de defesa de pautas tão caras às mulheres e para a sociedade, temas como a igualdade, contra a violência contra as mulheres, contra o machismo e misoginia.

A manifestação na Paulista, num dia de semana, com chuva, ainda sob ameaça da Pandemia, mesmo assim as mulheres foram em peso e fizeram uma importante manifestação, o primeiro grande ato deste importante ano.

As bandeiras do #ForaBolsonaro, cujo governo foi inimigo das mulheres e da classe trabalhadora, subtraindo direitos, negando direitos mais elementares, como a questão da distribuição gratuita de absorventes, a dignidade humana atingida. O desmonte promovido pelo governo Bolsonaro de políticas públicas de saúde, educação e proteção das mulheres.

A manifestação se deslocou da Paulista (MASP) até a Praça Roosevelt, descendo pela Rua Augusta, pequenos conflitos, com a PM não fechando cruzamentos, expondo a  manifestação ao risco de atropelamento e discussões com motoqueiros, entregadores, especialmente. Ajudamos no fechamento, depois procuramos a PM para cobrar a presença nos cruzamentos.

Na linha de frente a tentativa da PM de impor o ritmo da passeata é sempre ponto de conflito, de altercações, a coluna das advogadas e advogados do SASP, esteve presente e ajudou a evitar mais problemas, seguindo até o destino final com toda aquela animação, do início da noite.

Foi o pontapé inicial e uma nova experiência, outras manifestações estão sendo convocadas e na medida de nossas forças, estaremos juntos e juntas, em defesa dos movimentos e na preservação das garantias de manifestações e respeito aos Direitos Humanos.

Viva as mulheres, viva a Classe Trabalhadora!.

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