“Era miragem Fantasia de um mundo blues E eu fui chorar Na areia Dorothy L’amour Por que sangrar Meu nativo coração do sul Ah eu fui naufragar Em teus olhos de mar azul”   Uma vez cearense, eternamente cearense, nossas músicas, nossos poetas, menestréis incríveis, a maioria desconhecidas por essas […]

2

  Hoje é sexta-feira, é um dia comum, o ano é 1986, como sempre, lá em frente da piscina, microfone aberto, os artistas se revezarão e animarão o fim de tarde e início de noite da ETFCE (Escola Técnica Federal do Ceará). Isto aconteceu por muitos anos, iniciativa do Grêmio […]

4

“Eu devia agradecer ao Senhor  Por ter tido sucesso na vida como artista  Eu devia estar feliz  Porque consegui comprar um Corcel 73″ (Ouro de Tolo – Raul Seixas) O ano de 1973 foi pródigo de grandes novidades e estreias espetaculares na música no Brasil como o LP inaugurais “Krig-ha, […]

  As diversas formas de se contar sobre uma metade, que temos em nossa unidade, quer seja uma projeção, ou uma divisão interna, ou quem sabe um estado de passado/presente ou de presente/futuro. No fundo somos Uno, sendo tantos , “novo” ou “velho”, moderno ou ultrapassado. Com roupas e roupagens […]

1

    Uma grande lembrança tomou conta de mim, pois estava a ouvir o pessoal de Ceará, as lágrimas brotam e o som bate mais firme no peito, os versos ressoam e o repetir teima em não parar…respirar fundo e pensar em todos os amigos distantes, famílias, pessoas gentes do […]

  Nos anos 80, adolescente, recém-chegado na capital, a linda Fortaleza (tantas vezes cantada neste blog), começou meu contato mais forte com as coisas da cidade grande, em particular com a cultura, naquela época em plena valorização dos cantores e artistas locais que alçaram voos mais altos, brilhando nacionalmente, como […]

2

    “Ah, meu coração que não entende O compasso do meu pensamento E o pensamento se protege E o coração se entrega inteiro e sem razão Se o pensamento foge dela o coração a busca aflito E o corpo todo sai tremendo,  massacrado e ferido no conflito” (Conflito – […]

“A minha boca e a tua Vão deixando pela rua Palavras e silêncios Que jamais se encontrarão” ( Zeca Baleiro e Fausto Nilo – Palavra e Silêncio) Palavras soltas, girando e voltando na cabeça, sem pronunciá-la, apenas imaginadas, inevitavelmente me remetem ao meu livro mais amado, Hamlet, num trecho em […]