Eleições Presidenciais: “É a Economia, Estúpido!”


O cenário eleitoral, segundo o Datafolha.

As eleições se aproximam, faltando pouco mais de quatro meses, as pesquisas vão desenhando um quadro de definição no primeiro turno, com uma vantagem de Lula sobre Bolsonaro que vai de 9 aos 21 %, a discrepância se dá pela metodologia, mas não altera o mano a mano entre eles, e o esvaziamento de uma terceira via.

Na esquerda há um certo temor sobre as reações de Bolsonaro, de não aceitação da derrota ou que pode criar bilhões de fakenews, ataques vis, ameaças de golpes, uso de força e outros quintais.

Na verdade, Bolsonaro e seus filhos não passam nem um minuto sem criar fakenews, ou algo contra Lula. O que devemos nos perguntar é se isso ainda cola? Pois a simples fakenews não cola mais, os números de Lula são provas disso.

A miséria, a inflação, a péssima condução do país está pesando mais do que qualquer fakenews. Sejamos mais otimistas, menos temerosos, com cautela, claro. Mas também não podemos viver na gangorra do porvir, do sofrimento que pode nos paralisar. O que podemos fazer para ganhar no primeiro turno com uma bancada menos desgraçada, deveriam ser essas as preocupações da esquerda, sob meu ponto de vista.

O fato concreto é que raramente uma eleição presidencial não se decida pelo “estômago”, ou como alertou o jovem desconhecido Bill Clinton, ao responder ao Bush pai: “É a economia, estúpido”. Recente, apenas Trump perdeu com a Economia bombando, por exemplo.

Os jornalistas e os sociólogos odeiam a objetividade da Economia, mas sou materialista, o primado da Economia sobre superestrutura se relaciona diretamente sobre os números eleitorais. Abaixo um resumo das eleições presidenciais no Brasil, depois do fim da Ditadura.

Eleições Presidenciais depois da Ditadura

1989 – Economia em Grave Crise – Candidato do Governo 1% dos votos – Collor e Lula (Brizola, Covas) – eram oposição
1994 – Economia em crescimento, plano Real – FHC vence por representar essas conquistas
1998 – Economia em turbulência mas Real era forte – FHC vence no primeiro turno
2002 – Economia do apagão elétrico, Real desvalorizado – Lula vence o candidato do governo
2006 – Economia em crescimento, mesmo com escândalo do Mensalão – Lula vence
2010 – Economia em alta – Dilma, uma desconhecida e sem experiência política eleitoral vence
2014 – Economia ainda com bons números deu vitória à Dilma, mesmo com clima político degringolado, pós jornadas de junho de 2013
2018 – Economia com crescimento pífio, golpe, candidato de Temer tem menos de 1%, Bolsonaro e Haddad eram oposição.

O cenário de 2022, aponta para a  Economia com baixo crescimento e alta da inflação, o que se reflete diretamente nas pesquisas com Lula liderando, será esse o resultado?

É que o que se desenha, não um desejo militante.

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One thought on “Eleições Presidenciais: “É a Economia, Estúpido!””

  1. Pra mim, existem duas grandes preocupações decorrentes dessa polarização extremada: uma antes da eleição, com a reação do Bolsonarismo através de tentativas de golpe; e outra pós eleição, com as tentativas da extrema direita de desestabilizar o futuro governo, inclusive com impeachment. No centro de tudo isso, o povo é quem acaba pagando.

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