Na Contracorrente da vida Política.


Sem vaidades ou orgulho, apenas uma trajetória militante com coerência e princípios.

“Pois saibas sem sombra de dúvida
que eu não trocaria minhas misérias
pela tua servidão; acho preferível
estar escravizado a este penhasco
a ser o mensageiro fiel de Zeus teu pai.
A injúrias responde-se assim, com injúrias”
(O Prometeu Acorrentado – Ésquilo)

A maior parte de minha vida política estive em campos minoritários, navegando contra a corrente,  na maioria das vezes militei em pequenos grupos políticos, de caráter regional, sem presença em todos os estados, o que perdia a dimensão nacional necessária para que pudesse ter força e capacidade de fazer grandes debates com as forças políticas que surgiam, especialmente o Partido dos Trabalhadores (PT).

No movimento estudantil secundarista, na Escola Técnica Federal do Ceará, liderei uma coluna de jovens e valorosos militantes, num momento especial de nossas vidas e quase todos entramos no pequeno Coletivo Gregório Bezerra (CGB), uma ruptura da ruptura de Preste com o PCB, no começo dos anos de 1980.

Por volta da segunda metade dos anos 80, esse grupo, o CGB, se tornou majoritário no movimento estudantil de Fortaleza. Simultaneamente dirigimos o Grêmio da Escola Técnica Federal e o DCE da UFC, por algumas gestões, além de termos diretores na UNE e na UMES de Fortaleza. Do movimento estudantil chegamos ao movimento sindical, e muitos quadros do CGB, já no PT, são figuras políticas importantes no Ceará, inclusive, o Governador Camilo Santana, o Deputado Acrísio Sena, entre outros.

Quando me mudei para São Paulo, por militância política, nosso grupo se cingiu, boa parte de nós se manteve unido, como coletivo, ajudamos na fundação do PSTU, mas éramos minoria, não trotskista, diante da força majoritária (trotskistas-Morenistas) da Convergência Socialista, que dirigiu com mão de ferro, praticamente nos expulsando, no segundo congresso do PSTU.

Depois fiquei por muitos anos sem participar de qualquer grupo, coletivo, apenas no final da primeira década desse século, voltei a participar mais ativamente dos debates políticos, justamente quando comecei a escrever esse Blog, além da intervenção política nas redes sociais (Twitter, Facebook).

Esse é um blog pequeno, cheio de boa vontade, milhares de posts, mas este editor é consciente do seu tamanho e de nossos limites. Sem grande audiência ou capacidade de influir nos grandes debates, mas de toda sorte, serve como ponto de análise e de militância. Daqui conheci pessoas, contatos, fiz amizades e adversários (a maioria imaginários).

Quando resolvi me dedicar exclusivamente à advocacia, em abril de 2017 (sou advogado desde 2008), comecei a militar na OAB-SP e já em 2018 participei da formação da chapa que venceu e acabei nomeado para comissão de direitos humanos, o que me deu grande experiência institucional, assim como minha militância política anterior, ajudou sobremaneira o desenvolvimento dos trabalhos de rua da comissão. Fui coordenador de núcleo, depois Vice-Presidente da CDH, além de ter sido nomeado conselheiro estadual, com muita honra cumpri um ciclo, interrompido com a derrota na última eleição, em que fazia parte da chapa como candidato ao Conselho Estadual da OAB-SP.

Voltamos á planície com o final da nossa gestão, mas não tem como parar, passamos a atuar numa pequena e valorosa instituição, o Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP), que me acolheu e espero colaborar com a construção do SASP  e levar suas bandeiras, nas ruas, nas lutas, num ano eleitoral complexo e decisivo para o Brasil.

Participo ainda da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e sou membro do Grupo Prerrogativas. Colaboro com artigos nos portais de esquerda, como GGN (Nassif), DCM (diário do centro do Mundo) e no Brasil 247. Sou filiado ao PT, o fiz no seu pior momento, quando havia ameaça real de sua destruição, na perseguição ao Presidente Lula e aos seus militantes, uma filiação solidária, sem nenhuma ambição a seguir qualquer carreira política.

É o que posso fazer, muitas vezes, acima de minha capacidade e dos limites da vida pessoal, profissional e emocional. Nunca tive medo de ser minoria, minha militância não depende de cargos ou posições de destaques, apenas serve À minha consciência de classe e a defesa da minha classe, a classe trabalhadora.

Sigamos, ou não!

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