Chão de Giz – Outra Vez.

A extraordinária música Chão de Giz.

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes…

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom…

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”
That’s over, baby!
Freud explica…

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular…

No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!…

(Chão de Giz – Zé Ramalho)

Essa é, para mim, talvez uma das maiores canções da Música Popular Brasileira, quanto mais ouço, mais gosto, de tudo, da sonoridade, das viagens que ela remete, pois a letra com aparente falta de nexo, é o que mais me encanta.

Por acaso voltei à música, ao descobrir a versão de Zeca Baleiro, me soou nova, limpa, apaixonante, exatamente quando da primeira vez que a ouvi com Elba Ramalho, depois no “Grande Encontro”, assim, vou rever, ouvindo, querendo saber mais, como cada intérprete acrescenta para essa criação genial de Zé Ramalho.

Certa vez escrevi aqui, no post Finitudes :”Como aceitar que Chão de Giz, do Zé Ramalho pode ser finita, ainda que cantada como no Grande Encontro?”.

É isso.

admin

Nascido em Bela Cruz (Ceará- Brasil), moro em São Paulo (São Paulo - Brasil), Técnico em Telecomunicações e Advogado. Autor do Livro - Crise 2.0: A Taxa de Lucro Reloaded.

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