Japão: O que é Imperdível? Vol. I

A noite em Tóquio parece mais viva com tantas cores, mas é demais a poluição visual

Aos poucos vamos publicando nosso diário de viagem ao Japão (Japão: A Viagem em Números e Japão: Hotel, Transporte e Internet , Japão: Café, Comida, lanches.). Para quem sabe ajudar a quem sempre quis ir ao interessante país do sol nascente, mas tem medo, receio pelas imensas diferenças culturais, língua, distância, comida ou ambientação.

Vá, não se arrependerá, pois é uma viagem apaixonante e hoje bem menos dispendiosa do que a 20 anos, os preços das passagens, hotéis, comida. Além de ser uma experiência inesquecível, o que acho que minha filha teve, levará por muitos anos, como algo fenomenal. Minha experiência anterior e de planejamento de viagens ajudou bastante, mas nada que a internet e o google maps não facilite.

Nesse volume I falaremos sobre o dia-a-dia enfrentado e o que visitamos de especial em cada dia. Chegamos meio no atropelo devido o voo ter sido desviado para Nagoya, acabamos chegando ao hotel, ao invés das 21 horas do dia 20/02, às 3:20 do dia 21. Dormimos muito pouco no primeiro dia, já acordamos e fomos “para guerra”.

Pegamos a Yamanote Line,uma linha circular de trem que tem 31 estações de paradas que circunda a cidade de Tóquio em todos seus quadrantes. Fomos de Ueno para Shinjuku, pois a Luana precisava comprar uma bota para enfrentar o frio, ela queria uma da UGG. Olhamos no google e indicou que havia uma loja em Shinjuku, outra em Harajuku e uma terceira em Shibuya. Todas elas relativamente perto.

Entre Shinjuku e Ebisu, um conjunto de cinco estações de trem que concentra uma importante região de lojas e restaurantes, lojas de alto luxo, também as pequenas e variadas lojas alternativas, estilo geeks e descoladas, especialmente em Harajuku, a meca dessa galerinha. Aliás, lá foi o lugar que a Luana mais gostou, falaremos mais e com detalhes em outro post.

Descemos em Shinjuku e andamos e andamos por suas belas ruas, seguindo as indicações do google maps (não tão preciso lá). Procuramos muito pelo endereço da UGG, nada. Acabamos numa galeria de lojas, algo como a galeria do rock, uns dez andares, com muita coisa para ver e pouco para comprar. Valeu pela andança no bairro, com aquele frio, nem suamos.

Resolvemos voltar para estação e seguir de trem para Harakuku, segundo endereço da loja. Descemos a famosa Omotesandō Street, uma ampla avenida com lojas de marcas famosas, como também de pequenas lojas, cafés, lojas de conveniências e bons restaurantes. Intensa circulação de pessoas, de carros, bicicletas (que andam nas calçadas, sem ciclovia) e muito barulho.

Andamos muito pela avenida e no local indicado: Shopping fechado para reforma. Frustrante. Recorremos ao maps mais uma vez, só restou uma loja em Shibuya, uns 2 km que resolvemos ir a pé. Que passeio espetacular, olhas as fachadas, os prédios, as pessoas nas ruas, o movimento frenético e nós dois ali sem pressa. Enfim, achamos a loja.

Resolvemos procurar a Chacott, loja de produtos para Ballet, que aparentemente era nas imediações, passamos a andar em Shibuya, almoçamos num restaurante (ruim) italiano/japonês. Shibuya há uma concentração enorme de prédios e shoppings, ou loja de departamentos, alguns começam num prédio, passam para outro e às vezes chegam a três ou quatro prédios, de uma única marca.

Encontramos a Chacott, que não fica longe da estação de Shibuya, numa rua bonita com prédios mais baixos e mais bonitos.

Saímos de lá e fomos para Akihabara, novamente pegamos a Yamanote line. Quase fechando um círculo completo. Akihabara é o bairro dos eletrônicos. Nos anos de 1990, quando morei no Japão, a nossa maior diversão era ir aos sábados ficar subindo e descendo os enormes prédios com todas as novidades de eletrônicos. No fim do dia assistir ao espetáculo das fachadas com os painéis de neon.

Hoje Akihabara lembra a Santa Ifigênia, nada mais é novidade, as lojas como a Laox, continuam lá, mas nada muito interessante, nem celulares diferentes, ou computadores, tablets especiais. Foi decepcionante, voltar a um lugar meio decadente. A noite é iluminada pelos imensos painéis de led, mas nada demais.

Resolvemos voltar de Akihabara até Ueno a pé, apesar do frio que se intensifica a noite. Queríamos passar por Okachimachi, com suas ruas estreitas com lojas de venda de todo tipo de produtos. Ainda em Akihabara fomos aconselhados a tomar cuidado com bolsa e celulares, região perigosa. Mas fomos assim mesmo, cansados e fomos até lá.

Tínhamos que ir conhecer a Uniqlo de Okachimachi pois precisávamos comprar mais roupas de frio e lá era uma grande loja da marca, com preços e produtos bacanas. Realmente valeu a pena, o passeio e a loja, o clima da noite, andar por aquelas ruas, começando por uma larga avenida e sair para vielas, estranhas, parecendo um grande camelódromo popular.

Voltamos a pé ao hotel em Ueno, que é vizinho de Okachimachi. Para finalizar o dia, fomos comer no pequeno Hard Rock Café da estação de Ueno. Bom sanduíche, música e local. Um dia muito bem aproveitado para dá uma boa impressão de Tóquio para Luana, pois no dia seguinte, seguimos para Osaka, cenas dos próximos capítulos.

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