Neste tempo sombrio, melhor rasgar os livros e esperar passar.

Neste tempo sombrio, melhor rasgar os livros e esperar passar.

“Pois agora, pensando a noite inteira sobre um caminho, achei uma única vereda, diabolicamente excelente”. (As nuvens – Aristófanes)

A Tragédia virou definitivamente Farsa e foi muita sorte, a nossa, que os golpistas terem usado alguém como a Dra Janaína. Nada é por acaso, acreditem! Quanto mais a Dra Janaína se manifesta nas redes sociais (veja o post Esperando Putin), mais aumenta a minha certeza da NENHUMA seriedade dos que golpearam o Brasil. É uma escalada de bobagens, quem nem o meteoro nos salvaria.

Parecem personagens de ficção que escolhidos a dedo para escrachar o Brasil. A Dra Janaína é o escracho do momento. A farsa passa pelo juiz-justiceiro que só veste de preto (seria um Zorro? contra a Zorra Total) e que tal o MP-Pastor com seu PowerPoint mágico?. Tudo isso culminando com o figurante de filme B transformado em presidente interino (até quando?), Temer e suas mesóclises.

Trágico!

São todos personagens minúsculos que ganharam corpo nesta tragédia imposta ao país. Pagaremos muito caro por tudo isso. Nunca tivemos tantas figuras tristes no cenário nacional, nem na época do Figueiredo e o seu porta-voz dando entrevista para revista masculina de cuecas, o sério Alexandre Garcia. Nem Sarney e seu bigodão com seus fiscais, ou Zélia e seu diastema sibilante explicando o confisco da poupança.

Conseguimos nos superar, depois do fundo do poço encontramos o “volume morto”, de lá emergiram essas figuras pavorosas, que povoam a tragédia nacional, o ministro da “educação” que recebe o ator pornô e tira selfie, com ar de seriedade. Nada foi tão grotesco na história do que esse 2016, incrível que para nos derrotar o Kapital foi tão baixo usando o “Esquadrão Suicida”.

Que fique claro, nós somos (a esquerda) responsáveis por falharmos e permitimos que os zumbis surgissem, não é fruto do acaso, viu? Fomos extremamente arrogantes, desprezamos o debate, embriagados pelo sucesso tolo e os índices (seriam aqueles mesmos?) de aprovação.

Eles trabalharam sujo e duro. Ou venceriam por bem (eleições), ou dariam um golpe (impeachment sem crime de responsabilidade),

Agora, na boa, se fazer só de vítima não rola mais, né? Nem orna. Há um longo caminho para se seguir sem medo de admitir os graves erros e pensar num novo alvorecer. Enquanto isso vamos nos divertindo com a rave de boas-vindas ao Camarada Putin, por que ninguém é de ferro.

Viva a URSS do B!