Algum Lugar...

Algum Lugar…

“I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand” (Keane)

Eis que uma música (Somewhere Only We Now) grudou no meu cérebro, nada que não aconteça tantas vezes, para se tornar um hit, que passa-se a curtir para sempre. A coisa toda pode ser entendida pela proximidade de um ano novo, mas assusta que nada relevante aconteceu aos 47, não tem o glamour dos 28, ou dos 17, mas a vida chega, para todos nós.

Entramos numa fase da vida em que vamos mais aos enterros do que aos batizados, mais ao hospital visitar amigos do que aos casamentos, sem melancolia. Assim, é, e será. A dialética da vida se completa, nos damos conta dos nossos limites e nossas forças são melhores avaliadas, podemos até vislumbrar o que teremos à frente, com menos emoção, mas com mais esperança de que se cumpra melhor, o que já fizemos.

De repente um exemplo bom, como o do Eduardo Suplicy, ontem, na luta e sendo preso estupidamente, numa idade muito avançada. Ele se manteve com o mesmo vigor e paixão pelo que faz, bate forte, nos inspira, a vida é para ser invetada em qualquer idade e momento, a nossa experiência não pode ser transformada em grilhões, medo dos porvir, ou cair nos saudosismo do que já existe.

Melhor ouvir a música, as músicas em suas versões, do que falar e pensar demais, o balsamo da alma é escutar e escutar.

Sem mais para o momento.

Keane – Somewhere Only We Know

Imagem de Amostra do You Tube

Lily Allen – Somewhere Only We Know

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Lifehouse – Somewhere Only We Know

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