Brasil 0 x 0 – A América Latina em Festa.

A louca integração em Fortaleza
A integração das torcidas em Fortaleza, minha irmã e sobrinhos, com um mexicano que pediu para sair na foto.

Olha, sou supersticioso ao extremo, cheio de mandingas, basta lembrar que TODOS os jogos do Corinthians da Copa Libertadores de 2012, assisti no mesmo lugar, com a mesma roupa, com os celulares e controle remotos na mesma posição. Depois incorporei mais umas manias que só torcedor/sofredor faz, por exemplo, a roupa que usei naquela libertadores, não podia nem ser lavada, tinha que pegar a “sorte” de um jogo em outro, deu certo, campeão invicto com a fina fantástica contra o Boca Jr. Detalhes aqui #VaiCorinthians : As Loucuras, Manias e Superstições

Mas por que falei sobre tudo isto? É que ontem foi um jogo atípico, meu pequeno “ritual” não foi feito, daí fiquei achando que não rolou a vitória por isto, pelo menos para mim é esta a razão. Mas falando sério, saí do escritório e tive que ir ao aeroporto, peguei parte do jogo dentro do carro, no trânsito da Marginal Tietê, depois vi o restante da partida numa minúscula TV, bem longe, mas valia a emoção dos palpites nervosos, dos gritos contra jogadas erradas ou jogadores que não acertavam os passes.

O estádio estava lindamente vestido de Verde, Amarelo e Verde Vermelho, uma festa espetacular, o valente time mexicano jogou muito bem, teve uma ótima tática e muita disciplina. Entrou sem medo, talvez tenha assustado o Brasil, pois não esperava tamanha disposição. Empurrado por uma torcida apaixonada, em vários momentos fizeram mais barulho, mesmo que fosse na proporção de quatro brasileiros para cada mexicano. As torcidas duelaram foram do gramado, sem brigas ou xingamentos. Um clima de enorme comemoração.

O Brasil fez um jogo bem abaixo do esperado, a mudança de um jogador, Hulk, fez com que se alterasse completamente o conjunto, o esquema do jogo. Além de um dia em que Neymar não brilhou, mesmo tendo participado dos lances de maior perigo. O lado direito continua sendo um problema grave, Daniel Alves, um bom jogador, mas acreditou na cigana que um dia lhe disse que ele “era craque”. Daniel Alves marca mal e quando vai à frente não passa a bola rápido, tem sempre que enfeitar. Ao seu lado, Paulinho está muito mal, não ataca e nem defende bem, caiu muito de produção, talvez a saída de um ou de outros, quem sabe de ambos, resolva o problema.

O empate, não foi um péssimo resultado, mas acabou decepcionando a torcida, mas serviu de alerta para que se tente melhorar o time, ainda há tempo de mudar e ajustar para as fases mais decisivas. Neste particular, é interessante acompanhar as idas e vindas dos cronistas esportivos. Ano passado, diziam que talvez a Copa até aconteceria, mas com improvisos de estádios e infraestrutura, no entanto não teríamos uma seleção, nem Felipão daria jeito. A Copa das Confederações calou as críticas mais raivosas.

Depois disto, mudaram, passaram a dizer “não vai ter Copa” porque os estádios não estarão prontos, daríamos vexame, seria uma vergonha, agora “que temos seleção, não temos estádios”, quantas vezes ouvimos isto, desde de julho de 2013 para cá? Agora, depois de ontem, volto a ler/ouvir que “por incrível que pareça, os estádios estão lindos, o deslocamento para chegar a eles estão atendendo bem, até os aeroportos funcionam sem problemas, mas a seleção não está pronta”. É a mídia 8 ou 80, sem critérios, sem autocrítica e o pior, um comportamento de maníaco-depressivo, que não ajuda a compreender as dificuldades de um esporte que, em tese, deveria dominar com todas as suas sutilezas.

As cenas de festas de brasileiros e mexicanos, irmãos latinos, foi a melhor coisa de ontem, Fortaleza com mais de vinte mil mexicanos por suas ruas, além de milhares de brasileiros de todos os estados visitando a cidade, levando a alegria da “Copa das Copas”. É este o sentimento comum de todos que foram ao estádio ou estão nas ruas, a Copa não se resumiu aos estádios, está neste congraçamento entre nós e com aqueles que nos dão a honra de nos visitar.

#VaiBrasil.

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