Outono Militante ou o "tiozinho mensaleiro"

 

Tão perto e tão Longe do Poder

Hoje senti o peso da idade, quase 44 anos, um “revoltadinho de Twitter e Facebook” veio ao meu microblog e disse: “cala boca tiozinho mensaleiro”. Aquilo foi a glória, percebi que estas duas semanas foram mais do que significativas. Estes dias estão sendo o  outono de toda uma geração de quadros e de militantes políticos, que se refletirem bem ,buscariam a aposentadoria honesta, principalmente aqueles que se acomodaram na burocracia sindical, partidária ou na do Estado.

É nosso Outono militante, 30 anos de bom combate, sem NENHUM arrependimento da opção política que escolhi como outras vezes deixei claro aqui. Mas fomos Ultrapassados pelo tempo. Tenho que agradecer muito aos fatos destas duas semanas inesquecíveis. Sem mágoas ou dor de cotovelo, mas é hora de pensar no que fazer. Nosso protagonismo, grande ou pequeno (meu caso) se esgotou.

“O novo sempre vem”, que façam melhor do que nós, é isto que esperamos com alegria, sou muito sortudo, minhas filhas adolescentes estão começando a viver o ar da política, alguma coisa estou a legar para elas. A catarse destrutiva destes dias, dos símbolos, das bandeiras é psicologicamente explicada. Para se superar uma geração não iria acontecer de forma tão simples, é a dor do parto, do velho que dorme e o novo acorda.

A dúvida desde ontem é do que se trata este novo que está surgindo nas ruas? Muitos indicando que parecem ser proto-fascistas, é de se perguntar, se for verdade: Onde nós erramos? Como nós podemos ter falhado a ponto de ter herdeiros com posições tão antagônicas as nossas, depois de termos derrotado a bruta ditadura. Claro que não podemos aceitar que se proíba qualquer partido, grupo de falar, isto é contra nossa tradição e contra a Democracia.

Vamos acompanhando e oferecendo nossa experiência para eles, mas eles têm que aprender por si. Vivamos nosso outono, o inverno se pronuncia para permitir novas reflexões e novas caras.

5 thoughts on “Outono Militante ou o "tiozinho mensaleiro"”

  1. Nada disso, meu filho, que não é mais garotinho, estava com um grupo misto, da idade dele mas com outros mais jovens, todos de esquerda, apenas querendo “mais”. Eles descobrirão logo. Num país democrático, o “mais” exige muita luta… democrática! Tamos aí pra ajudar, sem derrotismo nem saudosismo nem paternalismo!

  2. Sera que falhamos? Acho que não, usamos as “armas” que tínhamos e vencemos…Hoje as “armas” terão que ser diferentes e nos as encontraremos junto com eles, nossos filhos, nossos herdeiros.Na minha tristeza, me sentido excluída, com tudo que vejo,ouvi “Tamo aí pra ajudar”, mãe, vamos,também conseguir…Dá um ânimo danado! Vamos à luta companheiro, junto com nossos filhos.Democracia é uma luta árdua e eterna.

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