Esqueçam Gerações, Vivam Love Generation

 

Imagem do Journal de Quebec

 

“E tudo que nos parecia sólido,

sumiu ao vento, como nossos anelos”

( Macbeth, W Shakespeare )

 

Um blog se alimenta, na minha visão, pelos comentários que recebe, sem eles o blog morre, mesmo se ele tem muita audiência. Blog  não é TV, nem é um livro, blog é Vida, interação. Pouco ou nada adianta se o blog atinge patamares ótimos de presença no ciberespaço  não raro este blog esteve num seleto grupo de blogs com grande afluxo de leitores, mas trocaria tudo isto por meia dúzia de palavras, de ideias, de contestação, de incentivo ou críticas. Para sentir que este blog estar realmente vivo, meu critério, sempre será a capacidade de gerar ideias e debates, não a audiência, que eventualmente tenha.

Alguns posts, como o de ontem sobre as tais “gerações”, Geração Y ou K, H? Os 15 Segundo de Fama, levam à ótimos debates em redes sociais, como Twitter e Facebook, consequentemente, o acesso ao blog foi intenso, uma quantidade boa de leitores, porém, os comentários, no blog, são raros. Talvez,  o texto sirva de suporte, a interação ou repercussão acabe realmente se dando nas redes sociais. Mas, imaginem um blogueiro, que tem o blog apenas como uma diversão, o faz artesanalmente, sem infraestrutura, suporte, como ele conseguirá inferir se o que escreveu realmente tem coerência? Terá que ficar conectado nas redes sociais, para captar as mensagens, pois a caixa de comentários do blog é sempre quase vazia.

Feitas estas observações, não são queixumes, vamos em frente, pois hoje queria curtir a doce alienação, esta coisa de gerações, não está com nada, bom mesmo é viver de música e amor, afinal, da vida, nada se leva mesmo.  A coisa mais perene na nossa pequena passagem pela terra é nossa capacidade de amar, aqui não importa amor a o que ou a quem, mas a abstração mais concreta que o homem/mulher tem. Sua dose de alienação e abstração dos mais difíceis problemas ou tensões, esquecendo contas, responsabilidades, tudo, apenas viver o que de mais intenso conseguimos na nossa existência, real, ficcional ou virtual.

Ouvindo o frescor da música de Bob Sinclair, o ar mais que alienado e belo da paisagem do garotinho e sua bicicleta, me transportei exatamente para o clima, esqueci de tudo que é, aparentemente, sério, e curti o momento. A imagem de quem amamos, sem compromisso com nada que não seja “Love Generation”. E como diz acima, tudo que nos parecia sólido, realmente sumiu ao vento.

Viajemos!!

Love Generation – Bob Sinclair

Imagem de Amostra do You Tube

3 thoughts on “Esqueçam Gerações, Vivam Love Generation”

  1. Muito bom. Realmente tecer comentários é importante. Eu como a maior parte do tempo estou dirigindo , apenas leio e nao comento. Mas saiba que todos sao matavilhosos, e agradeço por sempre me mandar via twt

  2. Já disse lá no Twitter e repito. Sou de poucos comentários, mas gosto de ler e de compartilhar. Talvez a interlocução nas redes sociais não pareça tão boa ao blogueiro solitário, mas imagine-se na estrada. Por mais que pareça vazia, há sempre alguém a vê-lo passar.

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