Notas de Viagem aos EUA I

A infraestrutura, impressiona nos EUA

Como escrevi Qual o American Way of Life, Hoje? , vou relatar algumas impressões e comparações entre as duas viagens que fiz aos EUA, a primeira, em janeiro de 2009 e a segunda, neste janeiro. Mesmo de férias e de distanciamento de qualquer coisa mais “séria”, sempre o radar fica ligado e a realidade em volta acaba nos tocando, as observações são totalmente empíricas, mas ajudam no debate que iniciamos sobre economia, em particular sobre a Crise 2.0, mas, podem ir além com dicas e recomendações para quem vai viajar, principalmente para Flórida, Orlando (Disney, Universal, etc).

Fomos aos EUA de férias em janeiro de 2009, logo após o desarranjo geral causado pela quebra generalizado de bancos, o principal o Lehman Brothers, o dólar tinha saltado de R$ 1,57 para R$ 2,48, apesar da explosão da moeda, resolvemos ir, pois houve uma queda significativa nos preços de passagens aéreas, hotéis, ingressos, carro. O que também se refletiu nos preços dos produtos em shoppings e outlets, mas isto só fomos perceber quando fomos às compras.

Naquela época, fomos em voo direto de São Paulo para Orlando, agora, em voo com escala em Detroit, pagamos 33% a mais. O hotel, dentro do complexo Disney, tava em promoção pagava 4 dias ficava 7, ingressos para o período e dava de bônus de 15% do valor num gift card. Agora, os preços estavam cerca de 40% maiores, para o mesmo hotel. O Carro alugado foi 20% mais caro. A gasolina subiu 35% o galão na bomba. Nos shopping e outlets a selvageria de descontos já não chega a tanto, claro que os preços são bem menores dos praticados aqui, mas estão em media 30% superiores do que os de 2009.

É preciso entender, uma questão fundamental de economia, a queima de forças produtivas justificavam a queda generalizada de preços, no furacão da crise a deflação e a queima de estoques de produtos e serviços era a ordem do dia para que o país não entrasse em colapso. Lembro que as lojas, os parques, os hotéis quase não víamos pessoas de lá, não é férias escolares, mas, principalmente, os efeitos da crise. Agora, predominava os grupos de brasileiros, disparados à frente dos latinos em geral, em 2009 era meio a meio, agora, visualmente dois terços de brasileiros, mas era possível perceber a presença dos “locais” em parques e nas compras, o que pouco víamos em 2009.

Outra coisa que me chamou muita atenção, em relação a 2009, o desgaste da fabulosa infraestrutura, temos que admirar e nos espelhar no que fazem de bom, as ótimas estradas e avenidas, com várias pistas, bem sinalizadas, tornam o deslocamento mais rápido e simples, Orlando e sua região metropolitana tem cerca de 2,1 milhões de habitantes, com uma preparação incrível para receber milhões de turistas, com uma rede gigante de hotéis e pousadas. Percebi, que algumas avenidas tinham buracos, um claro sinal de falta de manutenção, mas também vi várias obras públicas em estradas e avenidas, a necessidade de gerar empregos e melhorar as vias. Em 2009, vi muitas galpões imenso, casas e mansões com as placas de auction (leilão) ou Sale (venda) ( tanto em Orlando, como em Miami, agora a quantidade destas placas era bem menores, mas ainda há numa quantidade significativa, o que demonstra que a crise segue, pode ser menor, mas não superada.

 

Desta vez resolvi experimentar a Telefonia local, comprei um chip com serviços 4G(???) da T-Mobile, que me ajudaria com a navegação no  SmartFone, pois resolvi não alugar o caríssimo GPS que as locadoras de carros oferecem ( US $ 12,oo/Dia). Atenção você que vive reclamando do 3G ou da telefonia no Brasil, mesmo sem saber, compara com ou “outros países”, os EUA, por exemplo, achando que são bons, experiência geral de 13 dias de uso, ruim e cara. Os prometidos 100 Mega iniciais em 4G, raramente pegamos 3G, em algumas áreas tinha 3G, mas nem HSPU(3G+) era, em geral era Edge( 2,5 G). O plano permitia ligar para o Brasil, telefone fixo à vontade, verdade, liguei bastante, problema, a chamada caía demais ou não se completava. Usamos a AT&T como roaming, no outro celular, qualidade similar.

Numa segunda parte, falarei das diversões e comparações dos dois momentos.

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