Crise 2.0: Uma Nova Partilha?

 

Um mundo novo precisa renascer

Antecipamos ontem aqui na série Crise 2.0, o que seriam as manchetes de hoje dos grandes jornais, com nossos dois artigos sobre eleições da Grécia ( Crise 2.0: Grécia – A Vitória de Pirro)  e sobre aprofundamento da Crise da Espanha ( Crise 2.0: O “Vendaval Espanhol” ), a vantagem de acompanhar online o mundo, também faz com que sejamos atentos ao fatos mais importante da conjuntura mundial.

 

Ontem começou a reunião do G-20, num ambiente de piora acentuada da Crise, até os países dos BRICS, que tinham passado quase incólumes às avalanches das duas tsunamis, a dos Eua em 2008 e a da Europa 2011, agora se deterioram porque a onda europeia se prolonga muito mais e com mais força do que se esperava. As possibilidades de manter um patamar de crescimento e ativo comércio exterior por parte dos BRICS, se reduziu bastante com o quadro da Zona do Euro.

 

Esta reunião já produziu um resultado concreto, o reforço do caixa do FMI, para enfrentar o caos que ameaça se estabelecer na Espanha, que pode levar junto a Itália, um movimento assim será de magnitude só compara aos dos anos 30. Segundo a agência Reuters:  “Fundo Monetário Internacional informou nesta segunda-feira que levantou 456 bilhões de dólares em novos recursos para enfrentar a crise depois que mais 12 países, incluindo os membros dos Brics, Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, prometeram capital para ampliar o caixa do FMI.

Em abril, países membros do FMI comprometeram-se com um valor de 430 bilhões de dólares para lidar com os efeitos da crise da zona do euro na economia global. “Esses recursos estão sendo disponibilizados para prevenção e resolução de crise e para atender às necessidades potenciais de financiamento de todos os membros do FMI”, disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em comunicado. “Eles serão retirados apenas se forem necessários como uma segunda linha de defesa”, completou ela”.

 

Os fundos de “defesa” se multiplicam, na Europa eles têm no BCE uma trincheira de 3 trilhões de Euros, no FED 2,9 trilhões de Dólares, os fundos específicos de ajuda na Europa chegam aos 500 bilhões, somados aos 456 bilhões do FMI teremos 1 trilhão. Contabilizando tudo nada mais nada menos do 7 trilhões de dólares, 40% do PIB mundial, mesmo assim tudo isto parece pouco, ou pior, não tem eficacia na lógica devoradora e do apetite desmedido dos “Deus Mercado”. Por outro lado, falta liderança que possa efetivamente gerir tais recursos no combate à Crise.

 

Uma nova partilha mundial, com novos atores, se impõe, mas a demora e o pouco resultado da falta de liderança incontestes nos impede de avançar. Parece comodo para a Alemanha, sugar a zona do Euro como seu quintal, ou aos EUA, se iludir com sua recuperação, mas diante da hecatombe sofrida entre 2005 e 2011,  lhe cobra caro ainda. Será que vamos esperar uma nova grande guerra?

 

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