A esperança de Sol

 

Sol fraco, Brooklin, São Paulo - Foto: Fernando Borges/Terra

 

Hoje passei a manhã tenso, preocupado com o tempo e temperatura, torcendo por um sol firme, mesmo que com frio, o motivo é prosaico, a pequena Lelê tem uma atividade, que precisará de claridade, se possível um pouco de sol. Claro que fiquei na torcida, afinal ela passa por tanto contratempo, que no dia que fará uma coisa prazerosa, os céus tem que permitir, como ela mesmo diz que “deus deveria me ajudar mais, de vez em quando, só recebo pancadas”. Nem posso questionar, né?

 

Estas questões, que envolvem nossos filhos ficamos meio bobos, viramos torcedor, até mais que pai ou mãe, tentamos suavizar ou atenuar as frustrações deles, mais ainda neste caso em particular, pois ela já sofreu tanto, que me esforço, mesmo contra as mudanças climáticas de São Paulo. Bem que o homem lá de cima, para os que acreditam, podia ajudar mesmo,  assim ficaremos felizes. Entrego, nem almoçar direito consegui, ficava olhando para fora do restaurante se o sol estava aparecendo. Por favor, não riam de mim, é verdade.

 

Talvez por isto estivesse tão azedo, pela manhã, agora que vejo que o sol se manteve, fraquinho, fraquinho, uma réstia de esperança sorriu para mim, claro que comemoro aqui com vocês, contando estes pequenos dramas e ouvindo uma música dos mestres seresteiros do grande disco Cantoria 2. Lembrei que eles cantam três pequenas canções que o Sol é o grande condutor delas, que diz de forma linda tudo o que senti hoje.

 

Barcarola de São Francisco

Geraldo Azevedo- Carlos Fernando

 

É a luz do sol que encandeia
Sereia de além mar
Clara como o clarão do dia
Mareja o meu olhar
Olho d’água, beira de rio
Vento, vela a bailar
Barcarola de São Francisco
Me leve para o mar

 

Era um domingo de lua
Quando deixei Jatobá
Era quem sabe a esperança
Indo à outro lugar
Barcarola de São Francisco
Velejo agora no mar
Sem leme, mapa ou tesouro
De prata ou luar

Eu, em sonho um beija-flor
Rasgando tades vou buscar
Em outro céu
Noite longe que ficou em mim
Noite longe que ficou em mim
Quero lembrar

Era um domingo…

 

 

Talismã


Geraldo Azevedo-Alceu Valença

Diana me dê, um talismã…

viajar você já pensou ir mais eu viajar

quando o sol desmaiar…ah, vou viajar…

Olha essa sombra, esse rastro de mim

olha essa sombra, essa réstia de sol

você já pensou, ir mais eu, Diana…viajar…

Diana me dê um talismã, um talismã…

 

Caravana

Geraldo Azevedo-Alceu Valença

 

Corra não pare, não pense demais

Repare essas velas no cais

Que a vida cigana

É caravana

É pedra de gelo ao sol

Degelou teus olhos tão sós

Num mar de água clara

La paz, el amor, la verdad

Presente, amanhâ, coração

A paz, o amor, a verdade

Presente, mañana, corazón

 

Imagem de Amostra do You Tube

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