Dos Blogs II

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Escrevi hoje pela manhã o post, Dos Blogs, com objetivo de abrir um debate sobre nossa práxis blogueira, intimamente intuía que o o texto teria pouquíssima repercussão, por vários aspectos, inclusive os já elencados no próprio post, que diz que nos comportamos, muitas vezes, exatamente como a mídia que tanto criticamos, quando nos autorreferenciamos, os amigos repercutem os amigos, num pequeno círculo fechado, com a tendência de se formar pequenas cúpulas que enxergam nos pequenos blogs apenas  como meio de absorver, eventualmente, textos e/ou seus leitores.

 

Raramente há um diálogo franco sobre o que realmente fazemos, nosso papel, a dimensão que ele assume, muitas vezes nos encantamos pelos números que o conjunto de blogs atinge, a repercussão que consegue, mas não qual nosso fôlego político. Mais ainda, qual nosso poder de influir nas pautas sociais, se conseguimos ou não pautar a mídia, ou somos pautados por ela,se somos apenas reativos a ela. Até que ponto o conjunto de blogueiros tem produção suficiente que permita travar um debate menos desigual com a mídia tradicional, principalmente porque poucos blogs mantém uma pauta regular, pois a maioria de nós, não tem sustentação minimamente profissional.

 

Outro aspecto que me preocupa é a hierarquia estabelecida, vista quase como “natural”, mesmo no meio, que em tese, é politicamente mais avançado. O comportamento excludente, de que os blogs menores serão condenados a ser pequenos, como dado da realidade, para mim, é uma profunda contradição, visto que lutamos contra um poder midiático que se arvora exatamente deste mesmo argumento para não dá espaço a qualquer novo veículo que surge. A democratização da comunicação não pode ser apenas exigido da grande mídia, entre nós deveria ser o norte, o que nos une, nos torna diferentes do que existe, será que é isto que fazemos?

 

As questões que levantei no post pela manhã, talvez, por ter sido feito por mim, tenha efeito Zero na reflexão da maioria dos blogueiros, uma clara demonstração de como funcionam as coisas aqui, quando se prefere ignorar as críticas à discuti-las. As autoridades e especialistas se alimentam e alimentam justamente deste comportamento pouco crítico, de ouvir apenas os “iguais”, uma pena, quando um “de fora” fala, expõe, ou se ignora, ou se toma como apenas um “mimimi”. A devida auto crítica, a busca de agir melhor não pode ser apontada e exigida por quem não é visto como “grande”, assim caminha nossa …mediocridade.

0 thoughts on “Dos Blogs II”

  1. Pequenos blogs serão sempre tratados como os estagiários da informação, são necessários, ora para repercutir os grandes, ora para fazer número e mostrar que a blogosfera é o “presente” e o “futuro”, tudo que for diferente é “passado”.

    Do mesmo modo que os veículos que os antecederam, percebo que os grandes blogs estão a serviço de alguém (cpf ou cnpj), e também caluniam e também são grosseiros e também são tendenciosos e também escondem informação. Informação? A que interessar a turma que aplaude e/ou paga.

    Não tenho mais a ilusão de que haja uma luta contra um poder midiático, há uma luta pelo poder. Sempre.

    E dou dois exemplos, seriam inúmeros se eu tivesse paciência para procurar, esses são apenas as “descobertas” mais recentes:

    1 – O PHA do Conversa Afiada já faz tempo que chama o Protógenes Queiroz de “ínclito”, mas antes veja o que ele dizia da mesma pessoa: http://prosaepolitica.com.br/2012/04/22/protogenes-por-paulo-henrique-amorim-ontem-e-hoje-com-video/

    Seria o ódio mortal que blogueiro tem, inicialmente da Globo e na sequência do Dantas? Não sei e nem quero saber, mas isso é postura crítica?

    2 – Veja como o Nassif muda de tom com o Min. Ayres Britto em 5 dias:

    http://advivo.com.br/blog/luisnassif/carta-aberta-ao-ministro-ayres-brito

    e

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/ayres-brito-e-a-imprensa

    Foi o efeito de um telefonema da assessoria do ministro? Também não quero saber, mas isso também é nojento.

    E assim caminha mediocridade…deles.

  2. Não acho que a “hierarquia” seja “natural”, acho apenas que há espaço para tudo e para todos. Defendo que cada um leia o que bem entender e divulgue o que desejar. Essa é a beleza da internet, não vejo obrigações “politicamente corretas” para os grandes em relação aos menores, por mais que alguns defendam tais “obrigações”. Os grandes também forjaram seus caminhos. Segue neles quem quiser.

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