Crise 2.0: Perspectivas da Europa

 

 

A série sobre a Crise 2.0 vai se estendendo por mais tempo do que podíamos imaginar, tomamos gosto pelo tema e os assuntos continuam quentes e com lances cada vez mais interessantes, muitas vezes falta tempo e talento para melhor reproduzir aqui o que tanto tenho lido, quase sempre na mídia estrangeira, com exceção do Estadão que faz a melhor cobertura da crise aqui no Brasil.

 

Hoje fui buscar as notícias sobre as expectativas ou melhor as perspectivas da economia na Europa, óbvio que os PIGS ( Portugal, Itália, Grécia e eSpanha) são o foco de maior preocupação, principalmente pela hecatombe grega. Vejamos o que diz o diz a Comissão Europeia sobre 2012:

“O Comissário para os Assuntos Económicos e Europeus, Olli Rehn, garantiu que a recessão será temporária: “O PIB da União Europeia como um todo deve permanecer inalterado em 2012, enquanto a zona euro entrou numa recessão moderada”.

A Comissão prevê que a economia dos 17 países onde circula o euro se contraia 0,3% este ano. O PIB da Espanha e da Itália também vai recuar cerca de 1%. Em Portugal, a contração será superior a 3% e na Grécia a 4%”. ( Euronews, 23/02/2012)

Aqui ainda se complementa sobre a Alemanha, principal economia do velho continente o Euronews diz que  “A Alemanha e a França, as maiores economias da zona euro, devem escapar à recessão este ano, mas com crescimentos inferiores a 1%”. O Estadão de hoje, traz uma nota bem mais específica sobre a Alemanha:

“A previsão para o crescimento da economia alemã foi reduzida para 0,6% neste ano, em vez de 0,8% como estimado no relatório divulgado em novembro. Em 2011 a Alemanha cresceu 3,0%, mas houve uma desaceleração notável no fim do ano, com uma contração de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre.

“Os indicadores disponíveis para o primeiro trimestre de 2012 sinalizam uma melhora no sentimento tanto entre as empresas como entre as famílias. Isso sugere que o ritmo do crescimento sofreu uma interrupção temporária, mas não sugere uma entrada em recessão”, afirmou a UE no relatório”. (Estadão 14/02/2012)

 

Mas o tema que mais balança o velho continente é a falência grega, uma espécie de Lehman Brothers do Euro, que mesmo com as medidas impostas nem o FMI confia de que conseguirá implementar ou resolver, as palavras do Diretor para as Relações Externas do FMI, Gerry Rice, ao EuroNews são de um cinismo sem fim, comentando sobre o receio de que as eleições em abril prejudiquem o acordo:

“A Grécia ainda está em recessão e a enfrentar um ambiente económico difícil e desafiante. A nossa projeção atual é que a recessão iria atingir o ponto mais crítico no próximo ano, baseada nas nossas expectativas de que a médio prazo a Grécia iria regressar a um caminho de crescimento realista”

 

Mesmo diante de uma situação de completa inviabilidade da Grécia, Portugal insiste no mesmo caminho, aceita cordeiramente  os acordos com a Troika, a oposição pediu que o Governo reveja as condições, pois enxergam que a Grécia obteve melhores acordos agora do que os de Setembro, então Portugal poderia pleitear os mesmos termos. O que concluímos que a gravidade também é extrema em Portugal, pois até pedir “acordo” igual aos dos gregos, realmente estão em queda livre.

 

 

 

 

 

 

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