Foi GOLPE, sim! A reabilitação plena de Dilma.


Presidenta Dilma tem sua biografia reabilitada por sua conduta honrada e firme.

O desastre da usina de energia nuclear de Fukushima foi devido a uma combinação inusitada de terremoto com maremoto, provocando a chamada Tsunami, a onda gigante criada por um terremoto no mar. Aliada aos fenômenos da natureza um erro de projeto impediu o resfriamento do núcleo de urânio. A energia auxiliar não funcionou, pois os cabos de alimentação foram rompidos com o impacto da onda gigante.

O GOLPE contra Dilma não foi por um fator isolado, pelas idiossincrasias da Presidenta, como tantos diziam, inclusive, cruelmente, na própria esquerda. A culpada pelo estupro é sempre a mulher, neste caso, o estupro institucional. Dilma caiu por várias causas e essas concatenadas levaram ao GOLPE.

Ê importante repetir que Dilma foi vítima de um GOLPE, com nome de impeachment, sem que houvesse crime de responsabilidade,  ou algo que a desabonasse sua conduta política e maculasse sua honradez pessoal.

Quase seis anos depois do GOLPE,  daquele cerco canalha de mídia, pressão do grande capital e da extrema-direita que tinha tomado às ruas, combinado com a conivência das instituições, em primeiro plano, o STF,  depois STJ, TCU, Congresso, muitos desses atores, emparedados pela Lava-jato, em sintonia com a grande mídia.

Nesse início de 2022, mais um ano eleitoral complexo, com o fracasso completo dos governos beneficiados pelo GOLPE, Temer e depois Bolsonaro, a Globo, a mãe de todos os Golpes no Brasil, liberou seus jornalistas, aliados e ex-funcionários, para retomarem o tema do GOLPE, reconhecendo que houve GOLPE, pois não havia crime de responsabilidade, mas uma crise política (provocada por eles mesmos) que a “inabilidade” política de Dilma, não deixou outra saída, senão o impeachment, mas contra Dilma nada havia.

Primeiro Miriam Leitão, uma das maiores e perversa crítica dos governos petistas, a ex-militante de esquerda, presa e torturada nos anos 70, se converteu numa figura odiosa, liberal e desonesta intelectualmente, para dizer o mínimo. Miriam, junto com Sardenberg, eram porta-vozes do caos, criando terror sobre a Economia e da inevitabilidade do GOLPE, sem jamais admitir que nada tinham de concreto sobre a responsabilidade de Dilma.

Ontem, 2.2.22, o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, ex-advogado da Globo, homem de confiança dos Marinhos, que hoje preside o Tribunal Superior Eleitoral, em artigo para a edição de estreia da revista do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, escreveu, candidamente, sobre o impeachment (GOLPE) contra Dilma:

“A justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’ —violação de normas orçamentárias—, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política”

O que leva a Globo liberar os seus para tal reflexão? Por suposto não é sentimento de culpa, ou mesmo de necessidade para tal reconhecimento tardio. Desconfia-se que esteja por detrás desses atos uma tentativa de capturar uma simpatia ou mesmo uma discórdia na esquerda que não tem uma avaliação comum sobre o GOLPE, parte dela atribuí, não publicamente, a Dilma a responsabilidade do Impeachment, como fracasso político pessoal, afastando-a de Lula, o principal candidato da esquerda nas próximas eleições.

A Globo jamais dar ponto sem nó, nada ali é gratuito ou isento, há sempre uma jogada à frente, talvez seja importante acompanhar de perto.

Do lado da Esquerda, seria vital um debate sobre o que aconteceu na experiência do Governo Dilma, seus avanços significativos, a lealdade de Dilma para com Lula e seu legado, a manutenção da política econômica, mesmo sob riscos evidentes de que a Crise tinha chegado, não mais uma marolinha. Reconhecer os erros, a nomeação de Levy é o mais visível e grave, ou a incapacidade de responder ao ambiente golpista, seus sinais na sociedade, especialmente na Lava jato, uma operação iniciada na Polícia Federal, mas sem controle e usada politicamente contra o governo e contra o PT, o tal republicanismo foi um dos males levado até o fim, em nome de quê?

Por fim, não menos importante, o machismo da sociedade, muito mais graves as falas e ações torpes de Bolsonaro, Temer, devidamente escondidas ou secundarizadas, enquanto contra Dilma, eram turbinadas, escandalizadas, com falas usadas fora do contexto. Esse comportamento da Direita, da mídia, é compreensível, mas há que se reconhecer que no seio da Esquerda esse machismo era usado de forma velada, às vezes mal disfarçado, o que é muito grave e não se pode tolerar tais condutas.

Agora, na conjuntura difícil de uma eleição explosiva, esse comportamento se repete quando se ouve dizer de que Lula ter o Alckmin como vice não tem problema, pois Lula não é Dilma, numa referência não apenas as excepcionais qualidades dele, mas um demérito machista em face dela.

Continuo defendendo Dilma, sua importância histórica e sua honradez, mais ainda sua dedicação ao Brasil.

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