Arnobio Rocha Reflexões Brasília, ano I

2417: Brasília, ano I


Brasília, a harmonia dos monumentos e da natureza.

Há exatamente um ano, num domingo, aluguei um carro em São Paulo, fiz a maior viagem solitária da minha vida, por dez horas dirigi quase que direto, rumo a Brasília. Foram horas de reflexões, incertezas, o que poderia me esperar, um recomeço, moradia, vida, minha família e expectativas, mas sabia que precisava enfrentar.

Dias antes, tinha recebido uma grande oportunidade de emprego, a convite do meu amigo Fabiano Silva, a quem serei eternamente grato. Uma enorme mudança de perspectiva profissional e pessoal, assumir uma função de muita responsabilidade, numa outra cidade, depois de 34 anos de São Paulo, entremeados com algumas saídas temporárias, algumas longas como Kashiwa (Japão) e Salvador (Bahia).

Fui recebido pelos meus irmãos e amigos, Marilena e Fausto, em sua casa, coisa que apenas irmãos poderiam fazer, sem eles, não teria sobrevivido nem por uma semana. Acolhimento, presença, incentivo, muitas risadas, uma amizade de décadas com Marilena, ainda nos anos 80, em Fortaleza, reencontro 25 anos depois, uma grande amizade com Fausto, seu companheiro. Vocês são demais, só posso agradecer muito.

A rotina é de casa-trabalho, muita coisa para aprender, uma área nova, LGPD, um misto de Direito e Tecnologia, exige dedicação e muitos estudos, a responsabilidade é imensa, não posso falhar com meus amigos, e tem sido um prazer trabalhar, estudar, aprender.

O Distrito Federal, Brasília em especial, é uma terra linda, um céu deslumbrante, um sol perene, claro é seco, baixa umidade, mas no geral é um lugar de encanto, de descobertas, muito longe de ser apenas um imenso aglomerado de concreto. A organização de Brasília e das “cidades” satélites é um desafio para um Brasil que é meio caótico, mesmo nos lugares mais simples, há um método de crescer e se fazer bairros e cidades.

O Plano Piloto é indescritível, seus monumentos, construções, palácios, prédios ministeriais, prédios residenciais, resistem aos mais de 60 anos e permanecem “jovens”, belos, as áreas construídas nas asas, a natureza teimosa em crescer, abraçar e dar vida para Brasília.

Estou aqui há um ano e agradeço muito, todos os dias, por viver tudo isso, valeu cada dia, mesmo com saudade de casa, de Mara, de Luana e de Letícia, Saudade de São Paulo, dos amigos, da vida de lá.

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Share this on WhatsAppDe vez em quando vem aquela sensação de que algo poderia ser diferente, aquele: E Se… Aqui, já escrevi sobre essa questão, fazendo um retrospecto da minha