2115: Não mexa com a tatuagem no Fiofó alheio, já dizia Anitta.


A treta que revelou um esquema milionário de queima de dinheiro público.

Esses dias li uma manchete, talvez no UOL, ou qualquer outro portal: “Gusttavo Lima recebe 800 mil por um show“. Primeiro não me toquei com os dois TT do nome, depois fiquei puto com o Corinthians para pagar 800 mil reais por mês ao Gustavo (Silva), o mosquito, achei que Lima era o sobrenome do jovem atacante do timão.

Desfeita a confusão inicial, quem era Lima ou Silva, fui procurar saber quem diabo era Gusttavo Lima, com dois TT (deve ser coisa de numerologia, né?). Nunca ouvira falar nele, com um ou dois Ts, nem mesmo se ele era cantor, ator, comediante, e pensei, sertanejo, será que é o marido da Sandy (e Junior), filha do Chitãozinho e Xororó, na verdade é outro Lima, o Lucas, que não é o jogador do Fortaleza.

Está confuso? Imagine para mim, que tenho que pesquisar nos sites de fofocas para não errar os nomes, e os “conjes” (by Moro).

Então o famoso (quem?), Gusttavo Lima, é um mega artista do mundo sertanejo, nem vou entrar no mérito da qualidade do ritmo, ou do cantor, seria injusto com eles, pois ainda lembro de sertanejo, vem o Chitãozinho (e o Xororó), Leandro e Leonardo, Zezé de Camargo e Luciano (viram como conheço muita gente?), claro lembrei do famigerado ano de 1990, Collor e eles.

O Brasil melhorou muito, para depois piorar acentuadamente, o que prova a força desses cantores/influencer sei lá o que mais. Mas o que realmente eu estava procurando entender é como prefeitura de municípios miseráveis (no sentido econômico), que mal pagam salários mínimos aos professores, gastam 800 mil reais, hum milhão e duzentos mil reais, por esses shows?

O prefeito de uma delas, Conceição de Mato Dentro (MG), cancelou um show em que pagaria 1,2 milhões, como já havia pago 600 mil reais, o cantor embolsou o dinheiro, simples assim. Essa cidade de Minas não é tão pobre, mas nada justifica gastar 1.5% do seu PIB num show, né? Cidade de menos de 20 mil habitantes.

Essas descobertas de prefeituras pobres “investindo” o suado dinheiro público nessas “celebridades” sertanejas foram descobertas pelo mero acaso, um desses famosos, Zé Neto (faltou um T), foi falar do fiofó da Anitta (com dois Ts, é moda? todo mundo na numerologia, vou melhorar meu nome: Harnóbio, vai que fique rico), sobre os ganhos delas, e as invenções de uso da Lei Rouanet, eis que ficamos sabendo que os bolsonaristas (pois é, eles saíram do Collor para o Bolsonaro) tem uma Lei Rouanet para chama de sua, ainda dizendo que “são pagos pelo povo”.

Essa confusão, não mais a minha, do público e privado, é típica de uma sinistra como a que o Brasil vive, a pobreza política é umbilicalmente ligada à pobreza cultural, os espertalhões, influecers das redes sociais, seja lá o que isso signifique, criam correntes de mentiras, tentam colar no Cu alheio suas verdades e acabam “vítimas” da lei do retorno.

Esse disparate tem quer ser parado urgente, investigações e devolução aos cofres públicos dessas mamata gigante.

PS: Ainda não arrisquei ouvir o Gusttavo com dois Ts. Obrigado, Anitta.

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