Viver e Morrer são atos da existência humana.


Os atos e fatos da vida, a morte é seu último.

Muitas vezes penso que vivemos por pura teimosia.

Mesmo que viver seja bom, prazeroso e é uma grande aventura, na maioria das vezes, a vida é feita de tantas dores e mazelas que nos trazem enormes contrariedades, e nos confunde os pensamentos, as ideias e cria essa sensação tão contraditória sobre a vida e o viver.

O ser humano é um único ser (na terra) que tem consciência sobre a vida. Sendo a pior consciência quando descobre que um dia irá morrer, ainda que seja incerto, o dia, hora e local. Mas essa ideia de finitude, de que nosso tempo é tão curto, diante do relógio do tempo, sempre traz reflexões complexas, um misto de impotência e amargura, nem os que acreditam em outras vidas, reencarnações ficam tranquilos sobre a morte.

É claro que parece injusto, o fim inevitável.

É fato que muito se avançou em tantos campos das ciências, tornando a vida mais longa, com relativa saúde, porque vamos fatalmente decaindo, no momento em que atingimos nosso ápice, nossa plena capacidade intelectual, laborativa, sexual e de sensibilidade com a vida, arte e conhecimento.

È claro que muitas vidas se perdem quando crianças, ou na juventude, com pouca idade, uma espécie de fatalidade cruel, que mata junto, os que ficaram, por experiência própria digo, depois da minha grande perda, meu coração passou a bater pela metade, pois metade de mim, se foi.

Devemos lembrar que nascemos para morrer, cada dia é menos um dia, todos os dias que mal vivemos, corresponde a mais de dois, perdidos, desperdiçados. Viver como se fosse o últimos, ou como se não houvesse amanhã, parece irresponsável, antiético, mas se pensarmos com profundidade seria essa a nossa maior maturidade.

Assim, não nos apegaríamos aos conceitos, preconceitos, valores e convenções, padrões de convivências falsos e dolorosos. Desprendimento de posses, bens, afinal temos finitude, o que levaremos? As moedas para a barca da Caronte, nada mais. Os egípcios enterravam os faraós com pompas, dinheiro e seus escravos, para uma nova volta, no futuro.

Alexandre, o grande, pediu para que quando morresse que fosse levado ao túmulo num caixão com as mãos do lado de fora, para mostrar que as riquezas acumuladas na terra, aqui ficarão, nada se leva para o além. Ou seja, por que acumular tanto e não dividir nada, se ao partir nada levaremos?

São atos da existência, a vida e a morte, inseparáveis.

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